“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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07/05/2010

JOÃO PAULO II ' PAPA - Arte Tumular - 94 - Basílica de S.Pedro, Catacumbas, Vaticano

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Precedido por
João Paulo I
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Papa

264.º
Sucedido por
Bento XVI




Cripta
Cripta
Lápide de mármore
Corredor das criptas (catacumbas)
Webcam permanente na cripta
ARTE TUMULAR
O túmulo do Papa João Paulo II fica ao norte da catacumba, a menos de 100 metros do túmulo de São Pedro, localizado abaixo do grande altar da Basílica. Seguindo-se o corredor , passa-se pelas criptas de vários outros Papas. Finalmente chega-se à cripta cercada por um suporte e uma fita. No interior vemos uma simples lápide retangular de mármore branco, quase ao nível do solo com a inscrição "Ioannes Paulus PPII" e o período de seu pontificado, 16 X 1978 * 2 IV 2005. Dentro está o corpo do Pontifice sepultado em três caixões: o seu corpo está num caixão de cipreste, colocado em outro caixão de zinco maciço que depois de fechado foi soldado. Junto com o corpo está um documento lacrado com relatos detalhados da vida do Papa e três sacos contendo ouro, prata e moedas de cobre, correspondendo uma moeda para cada ano de reinado. Nesse conjunto está uma placa de bronze com o seu nome e tempo de pontificado e alguns objetos pessoais. Finalmente é fechado num tradicional caixão de nogueira, que foi pregado com pregos de ouro.
Nas placas está escrito em latim:
CORPUS IOANNIS PAULI PM II
VIXIT Annos menstruação LXXXIV X DIES XV
ECCLESIAE PRAEFUIT Universæ
Annos XXVI menstruação V DIES XVII
Tradução
Corpo de João Paulo II, Sumo Pontífice
Ele viveu 84 anos, 10 meses e 15 dias
Ele presidiu a Igreja Católica
26 anos, 5 meses, 17 dias
LOCAL: Basílica de S.Pedro, Catacumbas, Vaticano
Fotos: saintpetersbasilica.org, en.wikipedia.org/wiki/Funeral_of_Pope_John_Paul_II, aticanstate.va
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
O Papa João Paulo II (latim: Joannes Paulus PP. II, em italiano Giovanni Paolo II), nascido Karol Józef Wojtyła (Wadowice, Polónia, 18 de Maio de 1920 — Vaticano, 2 de Abril de2005), foi o Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana de 16 de Outubro de 1978 até à data da sua morte e sucedeu ao Papa João Paulo I, tornando-se o primeiro papa não-italiano em 455 anos (desde o holandês Adriano VI, no século XVI) e o primeiro papa de origem polaca. Teve o terceiro papado mais longo da história do catolicismo, com 26 anos de pontificado. Foi o primeiro papa no terceiro milénio.
Morreu aos 84 anos de idade.
BIOGRAFIA (Resumida)
Karol Józef Wojtyła , nasceu em Wadowice, uma pequena localidade ao sul da Polónia, a 50 quilómetrosde Cracóvia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyła. O seu irmão Edmund, ao formar-se em medicina, transformou-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente para tal.
Em 1929, perderia a mãe, Emilia Kaczorowska, vitimada por uma doença nos rins. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã da Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
Manifestando interesse pelo teatro — cuja participação potenciava apoios à resistência polaca contra o nazismo —, pela música popular e pela literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contatos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação alemã, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar a sua deportação à Alemanha nazista. Atleta (chegou a atuar como jogador de futebol numa equipe amadora de Wadowice) e, muito religioso, (foi fundador de uma Congregação Mariana no seu colégio), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1 de Novembro de 1946 pelo então cardeal-arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.
Foi docente de Ética na Universidade Jaguelónica e posteriormente na Universidade Católica de Lublin. Em 28 de Setembro de 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 30 de Dezembro de 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redação de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (Gaudium et Spes), dois dos mais historicamente importantes e influentes resultados do concílio. Foi elevado a cardeal pelo Papa Paulo VI em 28 de Junho de 1967.
HÁBITOS RELIGIOSOS
Segundo o livro Why a Saint? publicado em janeiro de 2010 por Slawomir Oder, monsenhor que cuida do processo de beatificação de João Paulo II, o Papa realizava a prática conhecida no Cristianismo como mortificação, ou seja, auto-flagelação, para atingir um grau mais próximo de Deus. Oder diz que no armário do pontífice existia uma cinta utilizada para executar o ato e que também Karol Wojtyla dormia algumas vezes no chão para praticar ascetismo.
TENTATIVA DE ASSASSINATO
Três anos depois de ter sido eleito Papa, é vítima de grave atentado na Praça de São Pedro, no dia 13 de Maio de 1981, por parte do turco Ali Agca, o atentado contra o papa terá sido decidido pelo ditador comunista Leonid Brejnev e organizado por serviços militares soviéticos, os serviços búlgaros teriam servido de "cobertura", enquanto que a Stasi, da RDA, teria sido encarregada da "desinformação".
Agca passou 19 anos em prisões italianas, sendo depois extraditado para a Turquia, onde foi condenado a prisão perpétua pelo assalto a um banco nos anos 1970 e pelo assassinato de um jornalista em 1979, pena depois comutada para dez anos de prisão.
Internado de urgência na Policlínica Agostini Gemelli, o papa foi submetido a delicada cirugia de cinco horas e vinte minutos, com extirpação de 55 centímetros de intestino. A 20 de Junho, 17 dias depois de ter alta, é internado de novo na mesma clínica de Roma para ser tratado de uma infecção de cytomegalovirus, resultante da operação anterior.
Coincidentemente, os tiros disparados contra o Papa foram feitos no dia 13 de maio. Nesta data, em 1917, Nossa Senhora de Fátima teria feito a sua primeira aparição aos três pastorinhos. O Pontífice sempre afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas" e salvo a sua vida nesse dia. Um ano depois, a 13 de maio de 1982 e já recuperado, João Paulo II visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem o ter salvo. O Santo Padre ofereceu uma das balas que o atingiu ao Santuário. Essa bala foi posteriormente colocada na coroa da Virgem, onde permanece até hoje.
MORTE
Já com a doença de Parkinson muito avançada, no dia 30 de Março de 2005, surgiu à janela do seu escritório para tranquilizar os católicos, e já era muito evidente o seu estado extremamente debilitado. No último Domingo de Páscoa, o Papa ainda abençoou os fiéis, mas pela primeira vez no seu pontificado não conseguiu pronunciar a tradicional 'Urbi et Orbi'. Às 21h37, hora de Roma, do dia 2 de Abril de 2005, o Mundo parou perante a notícia da morte do Santo Padre mais viajado de sempre. As exéquias fúnebres decorreram na Praça de São Pedro, pela manhã do dia 7 de Abril de 2005. A cerimónia fúnebre durou três horas, sob alta segurança, presidida pelo então, decano dos cardeais, o Cardeal Joseph Ratzinger. Assistiram 2500 convidados, entre Chefes de Estado, primeiros-ministros, e outras personalidades. O corpo de João Paulo II está sepultado nas Catacumbas Vaticanas.
Fonte: pt.wikipedia.org
en.wikipedia.org
saintpetersbasilica.org
en.wikipedia.org/wiki/Funeral_of_Pope_John_Paul_II
vaticanstate.va
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales
Reformatado: 07.05.2010

2 comentários:

HRubiales disse...

martaveado disse...
Vou a Roma agora e espero visitá-lo!

elianete disse...

grande papa !!!!!!!!!!!!!!!!!