“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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8 de abr de 2010

NICOLAU I DA RÚSSIA - Arte Tumular - 386 - Petropavlovskaya Krepost ,São Petersburgo, São Petersburgo Federal City, Russian Federation



ARTE TUMULAR
Base tumular retangular em mármore com cerca de 1,20 cm de altura, em estilo reto. O Tampo com as laterais facetadas, tendo em cada canto do sarcófago alegorias florais em dourado. Na parte central do tampo, uma cruz ortodoxa decorada em ouro. Na parte frontal do sarcófago, uma placa dourada com os cantos arredondado para dentro (lápide), identifica o túmulo do Czar, com o seu nome e datas gravados em baixo relevo (informações russas afirmam que a placa é de ouro). Todo o perímetro tumular é ladeado por um gradil de bronze escuro com destaques dourados, tendo na sua parte frontal outra placa dourada com o seu nome em russo. Ao seu lado está o túmulo de sua espôsa.
LOCAL: Petropavlovskaya Krepost ,São Petersburgo, São Petersburgo Federal City, Russian Federation
Fotos: Juna & Fela, Find a Grave
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Nicolau I (em russo: Николай I Павлович, Nikolaj I Pavlovič) (Tsarskoie Selo, 1796— São Petersburgo, 1855), imperador da Rússia (1825-1855), filho de Paulo I.
Morreu aos 59 anos de idade.
HISTÓRICO
Instaurou um governo absolutista, conquistou Erevan à Pérsia (1828), fez da Polónia uma província russa (1830), defendeu a Turquia contra o Egipto, mas morreu antes do fim da Guerra da Criméia.
Durante seu governo tentou eliminar os movimentos nacionalistas, perpetuar os privilégios da aristocracia e impedir o avanço do liberalismo. Também reprimiu ainsurreição decembrista em 1825 e apoiou a Áustria no controle da revolta húngara de1848, o que lhe valeu o epíteto de o guarda da Europa.
Em 1830, depois de reiteradamente negar-se a aceitar os limites constitucionais fixados pelo congresso polaco, foi deposto como rei da Polónia pelo chamado Levante de Novembro. Nicolau respondeu aniquilando os insurrectos e anexando a Polônia como província russa. Teve uma política expansionista que começou com aGuerra da Criméia. Faleceu em São Petersburgo em 1855, antes que britânicos efranceses, aliados do Império Otomano na guerra, triunfassem no cerco de Sebastopol, abrindo o caminho às reformas efetuadas por seu filho Alexandre II.
BIOGRAFIA
Nicolau não foi educado para se tornar Imperador da Rússia, uma vez que tinha dois irmãos mais velhos antes de si na linha de sucessão. Assim, em 1825, quando o seu irmão Alexandre I morreu subitamente de Tifo, Nicolau viu-se no dilema de jurar lealdade ao seu segundo irmão mais velho Constantino Pavlovich ou aceitar o trono para si. Este impasse manteve-se até Constantino, que estava em Varsóvia na altura, confirmou a sua recusa do trono. Assim, a 25 de Dezembro (13 no estilo antigo) do mesmo ano, Nicolau publicou o manifesto onde reclamava o trono para si. Esse manifesto foi nomeado de “Primeiro de Dezembro”, a data oficial em que o reinado de Nicolau I se iniciou. Nesta altura, uma conspiração foi organizada por militares para o retirar do trono e tomar o poder para eles. Esta situação levou à Insurreição Decembrista a 26 de Dezembro (14 em estilo antigo) de 1825 que Nicolau conseguiu reprimir com sucesso.
A Nicolau faltava-lhe por completo a educação espiritual e intelectual dos seus irmãos mais velhos. Ele via o seu papel simplesmente como o de um autocrata paternal que deveria manter o seu povo controlado com todos os meios necessários. Tendo passado pelo trauma da Insurreição Decembrista, Nicolau I estava determinado a ter um braço de ferro com a Sociedade russa. A Terceira Secção da Chancelaria Imperial continha um grande ramo de espiões e informadores com a ajuda dos Gendarmes, a polícia política do seu reinado. O governo exercia censura e outros tipos de controlo sobre a educação, a imprensa e ainda todas as manifestações da vida pública.
Em 1833 o ministro da educação, Sergei Uvarov, formulou o programa “Autocracia, Ortodoxia e Nacionalidade” que se tornou no guia de principios do Império. As pessoas deveriam mostrar lealdade à autoridade ilimitada do Czar, às tradições da Igreja Ortodoxa Russa e, de uma forma mais vaga, à nação russa. Estes princípios levaram, falando no geral, à repressão geral e à supressão das nacionalidades não-russas e religiosas em particular. Por exemplo, o governo suprimiu as igrejas católicas gregas na Ucrânia e Bielorrússia em 1839.
Nicolau não gostava da ideia de escravatura e considerou aboli-la da Rússia, mas não avançou com o projecto por razões de estado. Temia os proprietários e acreditava que eles se podiam virar contra ele se ele lhes tirasse os servos. Contudo fez alguns esforços para melhorar as condições de vida dos servos do estado (servos que pertenciam ao governo) com a ajuda do ministro Pavel Kiselev. Durante a maior parte do seu reinado, tentou aumentar o seu controlo sobre os proprietários de terra e outros grupos influentes da Rússia.
CULTURA
A ênfase oficial sobre o nacionalismo russo contribuiu para o debate do lugar da Rússia no mundo, o significado da História Russa e a Rússia futura. Um grupo, os Ocidentalizadores, acreditava que a Rússia permanecia atrasada e primitiva e apenas se poderia modernizar através da europeização. Outro grupo, os Eslavófolicos, favoreciam entusiasticamente os eslavos, a sua cultura e os seus costumes, mostrando desagrado para com os ocidentes e a sua cultura.
Os Eslavófolicos viam a filosofia eslava como a fonte da complementação russa e eram cépticos quanto ao racionalismo e materialismo ocidentais. Alguns deles acreditavam que a comuna de camponeses russa, ou Mir, oferecia uma alternativa atraente ao capitalismo Ocidental e poderia tornar a Rússia numa potência social e de salvação moral, representando assim uma forma de messianismo russo.
Apesar da repressão neste período, a Rússia viu um florescer da Literatura e das Artes. Através dos trabalhos de Aleksandr Pushkin,Nikolai Gogol, Ivan Turgenev entre numerosos outros, a Literatura russa ganhou estatuto e reconhecimento internacionais. O ballet enraizou-se na Rússia após a sua importação da França e a música clássica estabeleceu-se com as composições de Mikhail Glinka.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales

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