“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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2 de abr de 2010

ALEXANDER III - Arte Tumular - 374 - Petropavlovskaya Krepost ,São Petersburgo, São Petersburgo Federal City, Russian Federation







ARTE TUMULAR
Base tumular retangular em mármore com cerca de 1,20 cm de altura, em estilo reto. O Tampo com as laterais facetadas, tendo em cada canto do sarcófago alegorias florais em dourado. Na parte central do tampo, uma cruz ortodoxa de corada em ouro. Na parte frontal do sarcófago, uma placa dourada com os cantos arredondado para dentro (lápide), identifica o túmulo do Czar, com o seu nome e datas gravados em baixo relevo (informações russas afirmam que a placa é de ouro). Todo o perímetro tumular é ladeado por um gradil de bronze escuro com destaques dourados, tendo na sua parte frontal outra placa dourada com o seu nome em russo. Ao seu lado está o túmulo de sua espôsa (Maria Feodorovna)
LOCAL: Petropavlovskaya Krepost ,São Petersburgo, São Petersburgo Federal City, Russian Federation
Fotos:Darren Whiting
Descrição Tumular:HRubiales




PERSONAGEM
Sua Alteza Imperial, o Czar Alexandre III Alexandrovich (em russo: Александр III Александрович) (10 de Março de 1845 – 1 de Novembro de 1894) foi Imperador e Autocrata de Todas as Rússias a partir do dia 13 de Março de 1881 até à sua morte em 1894.
Era casado com a Princesa Maria da Dinamarca que, ao converter-se à Igreja Ortodoxa Russa, passou a chamar-se Maria Feodrovna. Juntos tiveram seis filhos, entre os quais o último Czar da Rússia, Nicolau II.
Morreu aos 49 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Alexandre nasceu em São Petersburgo, sendo o segundo filho do Czar Alexandre II da Rússia e da sua esposa Maria Alexandrovna.

Em personalidade ele tinha muito poucas semelhanças ao seu pai de coração mole e liberal e ainda menos com o seu tio-avô Alexandre I, conhecido por ser requintado, filosófico, sentimental e gracioso. Apesar de ser um amante entusiástico de ballet, ao Czarevitch Alexandre Alexandrovitch faltavam o requinte e elegância requeridos a membros da realeza. De facto ele orgulhava-se do facto de ser feito da mesma textura dura da maioria dos seus súbditos. A sua honestidade cega, modos abruptos temperados por vezes de mau-humor, encaixavam-se perfeitamente na sua estatura gigantesca. Alexandre era também conhecido pela sua grande força física. A sua educação não foi dada no sentido de suavizar estas características.

SUBIDA AO PODER
Durante os primeiros vinte anos da sua vida, Alexandre tinha poucas perspectivas para suceder ao trono russo, uma vez que tinha um irmão mais velho (o czarevich Nicolau Alexandrovitch) que parecia ter uma saúde e textura fortes. Mesmo quando o seu irmão mostrou os primeiros sinais de que a sua saúde se estava a deteriorar, a possibilidade de que o herdeiro poderia morrer nunca foi levada a sério. Nicolau ficou noivo da gentil Princesa Maria da Dinamarca em 1864.
Sob estas circunstâncias, os maiores esforços de educação foram dirigidos a Nicolau e Alexandre recebeu apenas a formação básica dada a um Grão-Duque da época, que não ia além de uma educação secundária com um treino básico em línguas como o Francês, o Inglês e o Alemão e muita prática militar.

EDUCAÇÃO
Alexandre tornou-se herdeiro aparente ao trono depois da morte súbita do seu irmão mais velho em 1865. Foi a partir dessa altura que ele começou a estudar os princípios das leis e administração sob a orientação de Constantino Pobedonostsev que era, na época, um Professor de Direito Civil na Universidade de Moscovo e que, mais tarde (em 1880) se tornou Procurador Chefe do Consílio Sagrado.
Pobedonostsev não fez com que o seu aluno se interessasse muito por estudos abstractos ou por dissertações intelectuais extensas, mas influenciou o tipo de reinado de Alexandre III, moldando a mentalidade do jovem para acreditar no zelo da Igreja Ortodoxa Russa, vista como um fator essencial do patriotismo russo.
No seu leito de morte, o irmão mais velho de Alexandre, Nicolau, terá expressado o seu desejo de que a sua noiva, a Princesa Maria da Dinamarca, se casasse com o irmão mais novo, o que aconteceu no dia 9 de Novembro de 1866. A união foi feliz e permaneceu forte até ao fim. Ao contrário dos seus parentes, Alexandre III nunca teve amantes.
Durante os anos em que o seu pai continuou no trono, Alexandre nunca teve um papel proeminente em público, mas deixou bem claro que tinha as suas próprias ideias e que elas não coincidiam com as praticas do governo de Alexandre II.

POLÍTICA DE RELAÇÕES EXTERNAS
influência externa desnecessária em geral e influência alemã em particular, por isso adoptou princípios tipicamente nacionalistas e tinha como ideal uma Rússia homogénea em língua, administração e religião. Com tais ideais e inspirações, ele nunca conseguia concordar com o pai que, apesar de ser também patriota, tinha grandes simpatias com os alemães, utilizando frequentemente a língua alemã em conversas privadas, sendo várias vezes ridicularizado pelos seus exageros e excentricidades e por basear a sua política externa na melhoria das relações com a Prússia.
Este antagonismo tornou-se público durante a Guerra Franco-Prussiana quando o Czar Alexandre II apoiou o governo de Berlim enquanto que o Czarevich não escondeu as suas simpatias pelo governo Francês. O antagonismo voltou a reaparecer numa moda intermitente durante os anos de 1875-1879 quando a "Questão do Oriente" causou grande entusiasmo entre a sociedade russa. No inicio o Czarevitch era mais Slavofilo do que o Governo, mas a sua natureza pragmática protegeu-o de muitos exageros cometidos por outros e nenhuma das ilusões populares que o possam ter afectado ultrapassaram a sua própria observação da situação na Bulgária onde ele comandou uma parte do exercito invasor.
Nunca sendo consultado em questões políticas, Alexandre dedicou-se aos seus deveres militares e cumpriu-os de forma consciente e não agressiva. Após muitos erros e desapontamentos, o exército chegou a Constantinopla e foi assinado o Tratado de São Stefano, mas muito daquilo que se ganhou com o documento foi perdido no Congresso de Berlim.Bismarck falhou e não conseguiu cumprir aquilo que era esperado dele em segredo pelo Czar.
Em troca do apoio russo, que o tinham ajudado a criar o Império Alemão, pensava-se que ele ajudaria a Rússia a resolver a Questão do Oriente de acordo com os seus próprios interesses, mas para surpresa e indignação do governo de São Petersburgo, ele preferiu actuar como "separador honesto" no congresso e, pouco depois formou uma aliança com a Áustria com o único objectivo de contrariar os propósitos russos na Europa de Leste.
O Czarevitch confirmou assim a posição que tinha mantido durante a Guerra Franco-Prussiana e chegou rapidamente à conclusão de que o melhor para a Rússia era recuperar rapidamente da sua exaustão temporária e preparar-se para uma reorganização radical na marinha e exercito. Para apoiar as suas crenças, sugeriu que certas reformas deveriam ser introduzidas.

IDEAIS E RELAÇÃO COM O PAI
Durante a campanha na Bulgária, Alexandre descobriu da pior forma das graves desordens e corrupção existentes dentro da administração militar e, quando regressou a São Petersburgo, chegou à conclusão que o mesmo se passava no departamento naval. Ele acreditava que pessoas de renome (entre as quais dois Grão-Duques) estavam por detrás destes abusos e chamou a atenção do pai para o assunto. As acusações de Alexandre não foram bem recebidas. Com o tempo, o Czar Alexandre II tinha perdido muito do zelo reformista que tinha caracterizado os seus primeiros anos de reinado e já não tinha a energia necessária para aceitar a tarefa proposta pelo filho. A consequência foi que a relação entre pai e filho se foi tornando cada vez mais manchada.
O futuro Czar compreendeu então que o país não teria reformas significativas até que ele próprio assumisse o trono. Essa mudança chegou muito antes do que ele estava à espera quando no dia 13 de Março de 1881, o seu pai, Alexandre II foi assassinado por um grupo de Niilistas.
ANTI-SEMITISMO
Alexandre III envolveu-se em algumas políticas anti-semitas tais como a restrição dos locais onde os Judeus poderiam viver no chamado "Local de Alojamento" e diminuiu também o número de profissões que poderiam ter. O Pogrom de 1881 ocorreu no inicio do seu reinado. As políticas anti-semitas ocorridas durante o seu reinado e o do seu filho, Nicolau II, encorajaram a emigração de judeus para os Estados Unidos da América durante o período de 1880-1920. A administração de Alexandre III aprovou as Leis de Maio em 1882 que impunham duras condições de vida aos Judeus por serem eles os supostos culpados pelo assassínio de Alexandre II em 1881.
Após o assassínio de Alexandre II da Rússia, que tinha introduzido reformas sociais e tinha tentado aproximar a Rússia das nações ocidentais, com parlamentos e constituições, Alexandre III e seu filho Nicolau II levaram o Império Russo num sentido diferente, mais autocrático, como que tentando regressar ao despotismo, desprezando o aparelho burocrático que em sua opinião os separava do povo. Alexandre III disse uma vez: "desprezo a burocracia e bebo champanhe à sua destruição".

REINADO
Durante o seu reinado, Alexandre III nunca entrou em guerras. No entanto, não era um defensor da paz a qualquer preço. Acreditava apenas que a melhor forma de evitar uma guerra era estar bem preparado para ela. Apesar de não se esquecer da traição de Bismark àRússia, preferiu não cortar completamente relações com a Alemanha e chegou mesmo a fazer parte da Liga dos Imperadores.

TENTATIVA DE ASSASSINATO
Alexandre Uliánov – irmão mais velho de Lenin – ainda com 21 anos, um estudante em São Petersburgo, envolveu-se no grupo terrorista Pervomartovtsi e foi um dos cúmplices numa das muitas tentativas de assassinar o Czar Alexandre III da Rússia. Foi condenado à morte em 1887. Isto teria grandes conseqüências para o irmão que se radicalizaria nos anos seguintes.

MORTE
O penúltimo czar da Rússia morreu prematuramente, de causas naturais, vitimado por uma nefrite.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

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