“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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2 de mar de 2010

HENRIQUE II: Inglaterra - Arte Tumular - 354 - Abadia de Fontevraud ,Anjou, França.






ARTE TUMULAR
Adentrando-se pela porta principal da Abadia de Fontevraud, um impressionante silencio impera sobre o vazio existente entre as colunas góticas da nave central. Do lado oposto, como efeito cenográfico, erquem-se os quatro túmulos reais ingleses, dispostos em pares, um ao lado do outro. Dentre eles, destaca-se o do rei Henrique II. Sobre uma base tumular em mármore, em estilo gótico, destaca-se a escultura do rei em tamanho natural. Deitado num leito ricamente decorado, ainda pintado com as cores da época, coroado e trajado com as roupas da realeza, com uma das mãos sobre a espada aposta sobre o seu corpo e a outra ladeado a espada. Apresenta a cabeça apoiada sobre uma almofada, ficando desse modo, mais alta que o corpo. É interessante notar que a mão aposta sobre a espada é a direita, enquanto a do seu filho (Ricardo Coração de Leão), também no mesmo local, é a esquerda. Formando par, alinhado ao seu rúmulo está o da sua esposa Leonor de Aquitânia. Infelizmente o seus restos mortais não estão mais nesse local. Na ocasião da onda de fanatismo anti-nobreza da Revolução Francesa, o seu corpo foi removido e destruído.
LOCAL: Abadia de Fontevraud ,Anjou, França.
Fotos: berlinghieri.spaces.live.com/blog/cns!40110D5., pt.wikipedia.org, tourfrance.com
Descrição Tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Henrique II Plantageneta (5 de Março de 1133 – Le Mans, França, 6 de Julhode 1189) foi Conde de Anjou, de Poitiers, Duque da Normandia e Rei de Inglaterrade 1154 até à sua morte, tendo sido o primeiro monarca da dinastia angevina, os Plantagenetas.
Morreu aos 56 anos de idade.
PRIMEIROS ANOS
Era filho de Matilde de Inglaterra e de Geoffrey V, Conde de Anjoue sucedeu ao primo em segundo grau Estevão I de Inglaterra no fim da Anarquia. Henrique foi apelidado com vários cognomes, entre eles "Curt Mantle", dado os mantos curtos que preferia usar, e "FitzEmpress" numa referência à sua mãe, em dada altura Imperatriz consorte do Sacro Império.
Henrique cresceu em Anjou nos territórios do pai, acompanhando de longe a luta de sua mãe pela coroa inglesa. Foi introduzido na governação em 1150 e depressa se revelou um líder capaz. A 18 de Maio de 1152, Henrique casou com a herdeira e duquesa Leonor da Aquitânia, recentemente divorciada do rei Luis VII de França. Apesar do divórcio, Leonor conseguiu preservar a tutela do seu ducado, que passou a governar com Henrique a partir da data do casamento. Este facto fez de Henrique senhor de um território que incluía a Normandia, Anjou, Poitiers, Aquitânia e Gasconha, tornando-o tão poderoso ou mais que o próprio rei de França.
REINADO
Em 1153, depois da morte de Eustáquio de Blois, herdeiro de Estevão de Inglaterra, Henrique invadiu a Inglaterra e obrigou o rei doente a nomeá-lo como sucessor. Esta solução para o fim da guerra civil agradou às populações e no ano seguinte Henrique tornou-se rei de Inglaterra com apoio generalizado do país. Henrique depressa mostrou que não seria um monarca leniente (suave) e que os tempos da Anarquia tinham chegado ao fim. As suas primeiras medidas foram dirigidas aos nobres que se haviam tornado imprevisíveis durante a crise. Castelos construídos sem autorização real foram desmantelados e um novo sistema de colecta de impostos implementado. A administração pública melhorou significativamente com o estabelecimento de registos públicos criados pelo rei. No campo da justiça, Henrique mandou coligir o primeiro livro de leis inglês, descentralizou o exercício da justiça através de magistrados com poderes de agir em nome da coroa e implementou o julgamento por júri.
Entre as variadas iniciativas, Henrique minou o poder da Igreja Católica, determinando que religiosos que tivessem cometido crimes de direito comum fossem julgados por tribunais civis e não eclesiásticos, e estabelecendo um novo conjunto de impostos sobre as ordens religiosas. Como seria de prever, esta atitude valeu-lhe uma enorme onda de protestos, encabeçada por Thomas Becket, Arcebispo da Cantuária e seu amigo pessoal. Becket dirigiu-se a Roma para apelar ao papa ao que se seguiu um exílio de vários anos. Em 1170, Henrique e Beckett reconciliaram-se formalmente num encontro na Normandia, mas pouco depois o atrito recomeçou. Diz a tradição que Henrique perguntou Não há ninguém que me livre deste padre turbulento?? Quatro dos seus nobres levaram o desabafo a sério e Thomas Becket foi assassinado na Catedral da Cantuária a 29 de Dezembro de 1170. Henrique chorou a morte de Becket e puniu severamente tanto os assassinos como as suas famílias. Para aligeirar a relação com o papa que o ameaçou de excomunhão, o rei doou importantes somas à ordem dos Templários e aos Cavaleiros Hospitalários e incentivou os seus súbditos a partir em cruzada para a Terra Santa, apesar de ele próprio nunca ter peregrinado ao Oriente.
Durante o seu reinado, Henrique finalizou a conquista e anexação do País de Gales e da Irlanda.
CONFLITOS COM A FAMÍLIA
O casamento com Leonor da Aquitânia, se bem que político e com um intervalo de 11 anos entre eles, foi certamente tempestuoso. Guilherme de Poitiers, o primeiro filho do casal nasceu poucos meses depois do casamento o que indica uma relação anterior ao matrimónio. Henrique, no entanto, concebeu cerca de dez filhos ilegítimos, alguns dos quais criados pela própria Leonor junto dos filhos de ambos.
No princípio da década de 1170, Leonor abandonou Inglaterra e estabeleceu-se na Aquitânia. Os motivos permanecem desconhecidos, mas a ligação amorosa e pública de Henrique com Rosamund Clifford, uma galesa, pode ter tido alguma influência. Na mesma altura, Henrique decidiu separar os seus territórios de forma a serem herdados pelos diferentes filhos. O resultado foi desastroso uma vez que os príncipes decidiram apropriar-se das terras antes da sua morte. Henrique o Jovem e Ricardo revoltaram-se contra o pai na Normandia e Anjou, com o apoio de Leonor, que não tinha apreciado as recentes intromissões de Henrique no Ducado da Aquitânia, e de Luis VII de França. De todos os seus filhos apenas o bastardo Geoffrey, Arcebispo de York, permaneceu do seu lado e na sua estima até ao fim. Em 1173 é a própria Leonor quem inicia uma rebelião contra o rei. Henrique acabou por controlar a revolta no ano seguinte e colocou-a na prisão onde permaneceu nos 15 anos seguintes. Nesta altura, Henrique assumiu a relação com Rosamund, que passou a receber tratamento de rainha, e equacionou o divórcio de Leonor da Aquitânia para casar sua irma, filha de Luis com sua segunda esposa, a princesa Alice de França.
A relação com o filho Ricardo piorou ainda mais com a sua subida ao estatuto de herdeiro depois da morte do irmão mais velho. Em Julho de 1189 Ricardo, auxiliado pelo rei Filipe II de França, derrota o exército de Henrique em Chinon. Dois dias depois, Henrique morreu num castelo das redondezas, presumivelmente de ferimentos recebidos na batalha. Encontra-se sepultado na Abadia de Fontevraud em Anjou, França.
DESCENDÊNCIA
De Leonor da Aquitânia , Duquesa da Aquitânia (1 de Abril de 1122 - 31 de Março de 1204), filha de Guilherme X da Aquitânia, duque da Aquitânia (1099 - 9 de Abril de 1137) e de Leonor de Châtellerault (1103 - 1137), teve:
1. Guilherme, Conde de Poitiers (1152-1156)
2. Henrique o Jovem, herdeiro de Inglaterra (1155-1183)
3. Matilde Plantageneta (1156-1189), casou com Henrique V, Duque da Saxónia e da Baviera
4. Ricardo Coração de Leão, rei de Inglaterra (1157-1199)
5. Geoffrey, Duque da Bretanha (1158-1186)
6. Leonor Plantageneta (1162-1214), casou com Afonso VIII de Castela
7. Joana Plantageneta (1165-1199), casou com 1) Guilherme II, rei da Sicília e 2) Raimundo, Conde de Toulouse
8. João Sem Terra, rei de Inglaterra (1166-1216)

Filhos ilegítimos, entre outros
1. Guilherme Longespee, Conde de Salisbury (1152-c.1226)
2. Geoffrey, Arcebispo de York (1159-1212)
MORTE
Morreu em decorrencia de ferimentos da batalha em Chinon.
Fontes:
pt.wikipedia.org
berlinghieri.spaces.live.com/blog/cns!40110D5...
Formatação e pesquisa:HRubiales

Um comentário:

Esther i Toni disse...

Una obra de Arte magnífica!!