“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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27 de mar de 2010

LEONOR DE AQUITÂNIA - Arte Tumular - 367 - Abadia de Fontevraud ,Anjou, França.






ARTE TUMULAR
Assim que se entra pela porta principal da Abadia de Fontevraud, um impressionante silencio impera sobre o vazio existente entre as colunas góticas da nave central. Do lado oposto, como se fosse um efeito cenográfico, erquem-se os quatro túmulos reais ingleses, dispostos em pares, um ao lado do outro. Dentre eles, destaca-se o de Leonor da Aquitênia espôsa do Rei Henrique II e mãe de Ricardo Coração de Leão. Sobre uma base tumular em mármore, em estilo gótico, destaca-se a escultura da rainha em tamanho natural. Deitada num leito ricamente decorado, ainda pintado com as cores da época, coroada e trajada com as roupas da realeza da época, mantem-se com a cabeça ligeiramente mais elevada que o corpo, apoiada sobre uma almofada. Com as duas mãos erguidas sobre o corpo segura uma biblia como se a estivesse lendo. Ao seua lado está o túmulo do Rei Hemrique II. Infelizmente o seus restos mortais não estão mais nesse local. Na ocasião da onda de fanatismo anti-nobreza da Revolução Francesa, o seu corpo foi removido e destruído.
LOCAL: Abadia de Fontevraud ,Anjou, França.
Fotos: berlinghieri.spaces.live.com/blog/cns!40110D5., pt.wikipedia.org, tourfrance.com
Descrição Tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Leonor da Aquitânia (1 de Abril de 1122 – 31 de Março de 1204) foi Duquesa da Aquitânia e da Gasconha, Condessa de Poitiers e rainha consorte de França e Inglaterra. Era a filha mais velha de Guilherme X, o Santo (1099 – 1137), a quem sucedeu em 1137, e de Leonor de Châtellerault. A sua fortuna pessoal e o seu apurado sentido político fizeram-na uma das mulheres mais poderosas e influentes da Idade Média.
BIOGRAFIA
Leonor nasceu na corte mais literata e culta do seu tempo. O seu avô tinha sido Guilherme IX, o Trovador (1071 – 1126), um dos primeiros trovadores e poetas vernaculares. Era ainda um homem extremamente culto, que transmitiu o gosto pela aprendizagem ao herdeiro Guilherme X que, por sua vez, ofereceu uma educação excepcional a suas duas filhas. Leonor e Petronilha eram fluentes em cerca de oito línguas, aprenderam matemática e astronomia e discutiam leis e filosofia a par com os doutores da Igreja. Esta educação, excepcional por serem mulheres e em uma época em que a maior parte dos governantes eram analfabetos, permitiu-lhes desenvolver espírito crítico e sagacidade política, útil especialmente à Leonor que haveria de governar ela própria. Guilherme X teve ainda o gosto de envolver sua herdeira nos variados aspectos do governo, levando-a em várias visitas através dos seus territórios.
RAINHA DA FRANÇA
Em 1130 torna-se na herdeira universal do seu pai depois da morte do seu irmão Guilherme Aigret ainda na infância. Sete anos depois sucede em todos os títulos Guilherme X, após a sua morte durante uma peregrinação a Santiago de Compostela. Como senhora de uma porção substancial do que é atualmente França, Leonor de 15 anos tornou-se na noiva mais desejada da Europa. O eleito foi o rei Luis VII de França que, com o casamento, estendeu os seus domínios até aos Pireneus. Era desejo de Guilherme X, expresso no seu testamento, casar a filha com Luís, o Jovem, filho do rei da França (Luís VI). Em troca oferecia ao rei, como dote, a Aquitânia e Poitou.
Estimulou o marido a participar da Segunda Cruzada, (1147 - 1149). Antes da partida atuou nos preparativos: promoveu torneios para arrecadar recursos, recolheu doações e, como era costume dos cruzados fazer, foi a todas as abadias pedir a bênção e as preces dos religiosos das ordens. Leonor acompanhou a expedição, assim como outras damas da nobreza, mas ela tinha o estatuto de líder feudal do exército da Aquitânia em pé de igualdade com os outros dirigentes. Segundo as lendas tradicionais, Leonor e as suas aias vestiram-se de Amazonas, num traje que incluia parafrenália militar. Esta história é duvidosa, mas de qualquer maneira é histórico que o seu comportamento durante a cruzada foi considerado indecoroso pelo papa.
Foi durante a expedição que começaram as divergências entre Leonor e Luis. Leonor era favorável à luta pela reconquista do condado de Edessa, pertencente ao seu irmão Raimundo de Toulouse. Luis considerava mais importante alcançar Jerusalém. A discussão resultou numa rebelião dos cavaleiros da Aquitânia, e o exército ficou dividido. Em consequência, Luís VII decidiu atacar Damasco, mas fracassou.
Em 1149, Luis e Leonor regressaram à Europa, passando por Roma, onde o Papa Eugénio III promoveu a sua reconciliação. A segunda filha do casal, Alice Capeto, nasceu pouco depois, mas o casamento estava perdido. Em 1152 a união é anulada por alegada consaguinidade e, em consequência, Leonor recuperou o controle dos seus territórios, que foram retirados da coroa francesa.
RAINHA DA INGLATERRA
Apenas semanas depois, Leonor casou com Henrique Plantageneta, o futuro Henrique II de Inglaterra, então Conde de Anjou, onze anos mais novo que ela. A relação dos dois pode ter começado antes da união aos olhos da Igreja, como sugere o nascimento ainda no mesmo ano de 1152 de Guilherme, o primeiro filho do casal. No fim da década de 1160, Leonor separou-se de Henrique e retirou-se para a Aquitânia, devido possivelmente aos casos extra-matrimoniais do marido ou da sua insistência em interferir nos assuntos do Ducado de Leonor. A reconciliação nunca chegou e, em 1173 Leonor e os seus três filhos mais velhos Henrique, o Jovem, (1155 - 1183), Ricardo Coração de Leão e Geoffrey revoltaram-se contra Henrique II - com o apoio de Luís VII, rei da França e ex-marido de Leonor. A rebelião familiar gerou outras revoltas em Poitoi e motins dos vassalos do rei em grande parte de seus feudos. Henrique II conseguiu controlar a situação e perdoou os filhos. No entanto, mandou prender Leonor que, acusada de ser a instigadora do complô, permaneceu encarcerada por 16 anos, primeiro no Castelo Chinon, depois em Salisbury, entre outros castelos da Inglaterra.
Em 1189, com a morte do marido e ascensão ao trono do seu filho Ricardo, Leonor é libertada e, com a partida de Ricardo para a Terceira Cruzada (1189 - 1192), tornou-se a regente da Inglaterra.
DESCENDÊNCIA
De Luís VII, rei de França
 Maria Capeto (1145-1198), casada em 1164 com Henrique I, conde de Champagne e de Troyes
 Alice Capeto (1150-1195), casada em 1164 com Teobaldo V, conde de Blois e de Chartres
De Henrique II, rei de Inglaterra
 Guilherme, Conde de Poitiers (1152-1156)
 Henrique o Jovem, herdeiro de Inglaterra (1155-1183)
 Matilde Plantageneta (1156-1189), casou com Henrique V, Duque da Saxónia e da Baviera
 Ricardo Coração de Leão, rei de Inglaterra (1157-1199)
 Geoffrey, Duque da Bretanha (1158-1186)
 Leonor Plantageneta (1162-1214), casou com Afonso VIII de Castela
 Joana Plantageneta (1165-1199), casou com 1) Guilherme II, rei da Sicília e 2) Raimundo, Conde de Toulouse
 João Sem Terra, rei de Inglaterra (1166-1216)
MORTE
Leonor morreu em 1204 e encontra-se sepultada na Abadia de Fontevraud, junto de Henrique II e Ricardo I.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

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