“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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5 de mar de 2010

ANITA GARIBALDI - Arte Tumular - 357 - Gianicolo, Roma, Itália










ARTE TUMULAR
REPOUSO FINAL
Complexo tumular em mármore e estatuários em bronze, localizado na praça que leva o seu nome, no monte Gianicolo em Roma. O monumento na parte frontal, no nível inferior, apresenta uma base tumular inclinada, destacando com uma placa de bronze, o local onde estão depositados os seus restos mortais. Logo abaixo no piso facetado do monumento, outra placa de bronze em sua homengem do Governo Brasileiro em comemoração ao centenário da guerra dos Farrapos. Logo acima ergue-se, nos quatro lados da base do monumento, relevos em bronze com alegorias a batalhas. Num dos lados, também em relevo a representação de Giuseppe carregando Anita nos braços, em seus derradeiros momentos de vida. Encimando o complexo uma grande escultura eqüestre, representando Anita.




AS VÁRIAS SEPULTURAS
-No dia 11 de agosto ela foi sepultada em cova simples, com uma cruz de madeira, no cemitério local atrás da igreja de Madriolle, na região de Ravenna.
-Dez anos depois, liderados por Francesco Manetti, alguns garibaldinos remanescentes seqüestraram os restos mortais de Anita, sepultando-a em segredo. Tinham o receio de que a sepultura fosse violada pelos adversários da unidade italiana, temiam seu desaparecimento. 
-Descoberto o seqüestro, o padre Francesco Burzatti recuperou os restos mortais e enterrou-a no interior da Igreja, perto do altar.
-Em 22 de setembro de 1859, ao voltar de seu longo exílio, Giuseppe Garibaldi, acompanhado pelos filhos Menotti, Riciotti e Teresita, foi a Mandriolle, desenterrou os restos mortais, organizou um cortejo fúnebre para o sepultamento em Nizza, junto a sua mãe. No caminho passou por diversas cidades, parando para homenagens e exaltações, nas cidades de Ravena, Bolonha, Livorno, Gênova e Nizza. Garibaldi pagou a promessa feita à memória de Anita no dia de seu falecimento e motivou as populações por onde passou a retomarem e prosseguirem a luta pela unidade italiana.
A cidade de Nizza (atual Nice) foi transferida ao domínio da França, em pagamento de empréstimo de guerra, durante o segundo período da campanha da unificação italiana.
-Em 1931, por solicitação do Governo de Mussolini, a França consentiu no traslado dos restos mortais para Roma. Como as obras da Praça Anita Garibaldi ainda não estavam prontas ela foi sepultada provisoriamente em Gênova.
-Em 2 de junho de 1932, o Governo italiano patrocinou e promoveu um gigantesco traslado, transformado o evento em um dos maiores atos cívicos da história da Jovem Itália. Seu túmulo encontra-se no monte Gianícolo,em Roma, lá descansam os restos mortais de Ana Maria de Jesus Ribeiro, Anita Garibaldi, a heroína dos dois mundos.
LOCAL: Gianicolo, Roma, Italia
Fotos: Air Force One (Flick)
Descrição Tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, (Morrinhos, Laguna, 30 de agosto de 1821 — Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849) foi a companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, sendo conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos". Ela é considerada, até hoje, uma das mulheres mais fortes e corajosas da época.
Morreu aos 28 anos de idade.

BIOGRAFIA
Alguns estudiosos alegam que Anita Garibaldi teria nascido em Lages, que na cúria metropolitana daquela cidade estaria o registro dos irmãos mais velho e mais novo dela, e que teria sido retirada do livro a folha do registro de Ana Maria de Jesus Ribeiro. Em 1998, entidades representativas da sociedade civil de Laguna promoveram uma ação judicial para obter o registro de nascimento tardio de Anita Garibaldi. A ação tramitou na primeira vara da comarca de Laguna, sendo instruída com diversos documentos que comprovariam que Anita nasceu no município de Laguna. Assim, em 5 de dezembro de 1998, proferiu-se:
"Ante o exposto, julgo procedente o pedido inicial, a fim de determinar o registro de nascimento de Ana Maria de Jesus Ribeiro, nascida em 30 de agosto de 1821, na cidade de Laguna, filha de Bento Ribeiro da Silva, natural de São José dos Pinhais, Paraná, e de Maria Antônia de Jesus Antunes, natural de Lages, Santa Catarina, sendo seus avós paternos Manuel Collaço e Angela Maria da Silva e avós maternos Salvador Antunes e Quitéria Maria de Sousa, o que faço embasado no artigo 50, § 4º combinado com o 52, § 2º, da Lei n.º 6.015/73." (Ação de Registro de Nascimento Tardio n.: 040.98.000395-4).
É lógico que as pessoas que reivindicaram a exata data do nascimento de Anita se baseiam em provas fornecidas por autores, como Wolfwang Ludwig Rau, tal como mostra o jornal Página do gaúcho.

VIDA FAMILIAR E CASAMENTO
Anita Garibaldi, descendente de portugueses imigrados dos Açores à província de Santa Catarina no século XVIII, provinha de uma família modesta. O pai Benito era comerciante em Lages e casou-se com Maria Antônia de Jesus, com a qual teve seis filhos.
Após a morte do pai, Anita cedo teve que ajudar no sustento familiar e, por insistência materna, casou-se, em 30 de agosto de 1835, aos catorze anos, com Manuel Duarte de Aguiar, na Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Depois de somente três anos de matrimônio, o marido alistou-se no exército imperial, abandonando a jovem esposa.

REVOLUÇÃO FARROUPILHA
Durante a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, o guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi, a serviço da República Rio-Grandense, participa da tomada do porto de Laguna, na então província de Santa Catarina, onde conheceu Anita. Ficaram juntos pelo resto da vida de Anita, que seguiu Garibaldi em seus combates em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai (Montevidéu) e Itália. O casal teve quatro filhos, o primeiro dos quais, chamado Menotti Garibaldi, nasceu no estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas.

BATALHA DOS CURITIBANOS
Na batalha de Curitibanos, no início de 1840, Anita foi feita prisioneira, mas o comandante do exército imperial, admirado de seu temperamento indômito, deixou-se convencer a deixá-la procurar o cadáver do marido, supostamente morto na batalha. Em um instante de distração dos guardas, tomou um cavalo e fugiu. Após atravessar a nado com o cavalo o rio Pelotas, chegou ao Rio Grande do Sul, e encontrou-se com Garibaldi em Vacaria.
Em 16 de setembro de 1840 nasceu o primeiro filho do casal, que recebeu o nome de Menotti Garibaldi, em homenagem ao patriota italianoCiro Menotti. Depois de poucos dias, o exército imperial cercou a casa e Anita fugiu a cavalo com o recém-nascido nos braços e alcançou o bosque onde ficou deitada por quatro dias, até que Garibaldi a encontrou.

NO URUGUAI
Em 1841, quando a situação militar da República Riograndense tornou-se insustentável, Garibaldi solicitou e obteve do general Bento Gonçalves a permissão para deixar o exército republicano: Anita, Giuseppe e Menotti transferiram-se a Montevidéu, no Uruguai, onde permaneceram por sete anos. Em 1842 oficializaram sua união, casando-se na paróquia de San Bernardino.
No Uruguai nasceram os outros três filhos do casal: Rosa (1843), Teresa (1845) e Ricciotti Garibaldi (1847). Rosa faleceu aos dois anos de idade por asfixia, por causa de uma infecção na garganta.

NA ITÁLIA
Em 1847, Anita foi para a Itália com os filhos e encontrou-se com a mãe de Garibaldi, em Nizza (atualNice, na França). O próprio Garibaldi reuniu-se a eles alguns meses depois.
Em 9 de fevereiro de 1849, presenciou com o marido a proclamação da República Romana, mas a invasãofranco-austríaca de Roma, depois da batalha no Janículo, obrigou-os a abandonar a cidade. Com 3 900 soldados (800 deles a cavalo), Garibaldi deixou Roma. Em sua perseguição saíram três exércitos (franceses, espanhóise napolitanos) com quarenta mil soldados. Ao norte lhes esperava o exército austríaco, com quinze mil soldados.

MORTE
Anita, em estado avançado de gravidez, tentou não ser um peso para o marido, mas suas condições pioraram quando atingiram a República de San Marino. Ela e Garibaldi decidiram não aceitar o salvo-conduto oferecido pelo embaixador americano e continuaram a fuga. Com febre e perseguida pelo inimigo, foi transportada às pressas à fazenda Guiccioli, próximo a Ravenna, onde morreu em 4 de agosto de 1849.
Caçado pelos austríacos, sem nem sequer poder acompanhar o sepultamento da esposa, Garibaldi saiu outra vez para o exílio e, nos dez anos em que esteve fora da Itália, os restos mortais de Anita foram exumados por sete vezes. Por vontade do marido, seu corpo foi transferido a Nice. Em 1932, seu corpo foi finalmente sepultado no monumento construído em sua homenagem no Janículo, em Roma.
Fonte:pt.wikipedia.org
longanoitedostempos.blogspot.com/2009/12/que-

Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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