“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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27 de jan de 2010

WILHELM KONRAD RONTGEN -Arte Tumular - 343 - Alter Friedhof ,Giessen,Hessen, Germany







ARTE TUMULAR
Base tumular (lápide) retangular de granito com uma placa de mármore negro com o seus nome e datas, gravados em dourado. Encimando a lápide uma pequena cruz em bronze.
LOCAL: Alter Friedhof ,Giessen,Hessen, Germany
Plot: Follow the signs
Fotos: Ron Moody, The Foodman e Martin Otto
Descrição tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Wilhelm Conrad Röntgen (Lennep, 27 de março de 1845 — Munique, 10 de fevereiro de 1923) foi um físico alemão que, em 8 de novembro de 1895, produziu radiação electromagnética nos comprimentos de onda correspondentes aos atualmente chamados Raios X.
Morreu aos 78 anos de idade.
BIOGRAFIA
Röntgen nasceu em Lennep (hoje parte de Remscheid), na Alemanha, filho de um tecelão. Sua família se mudou para os Países Baixos (Apeldoorn, na Holanda) quando ele tinha três anos. Recebeu sua educação primária no Instituto de Martinus Herman van Doorn. Depois estudou na Escola técnica de Utrecht, de onde foi expulso por supostamente realizar uma caricatura de um de seus professores, ato que negou cometer.
Em 1865, foi reprovado por um dos professores que haviam participado de sua expulsão e não entrou para a Universidade de Utrecht. Depois foi admitido aos estudos na Politécnica de Zurique para estudar Engenharia Mecânica sem ter o título de bacharel. Em 1869, graduou-se com um Ph.D. da Universidade de Zurique com uma tese sobre gases denominada Studien über Gase.
CARREIRA
Em 1874 se transformou em conferencista na Universidade de Estrasburgo e em 1875 chegou a ser professor da Academia de Agricultura de Hohenheim, Württemberg. Em1876, retornou a Estrasburgo como professor de Física e em 1879, chegou a ser o chefe do departamento de Física da Universidade de Giessen. Em 1888, transformou-se no físico chefe da Universidade de Würzburg e em 1900 no físico chefe da Universidade de Munique, por petição especial do governo da Baviera.
DESCOBERTA DA RADIAÇÃO X
Durante 1895, Röntgen testava equipamento desenvolvido pelos seus colegas: Ivan Pulyui, Hertz, Hittorf, Crookes, Tesla, e Lenard.
Curioso sobre se os raios catódicos propagavam-se fora do tubo, o que não era possível de se ver pela intensa luminosidade deles, ao final da tarde de 8 de Novembro de 1895, Röntgen estava determinado a testar esta idéia. Envolveu o tubo que testava com uma capa de papelão preto e por algum tempo ficou observando enquanto aplicava as descargas elétricas. Acostumado à visão no escuro, Röntgen percebeu que um cartão de platinocianureto de bário brilhava debilmente durante as descargas. Convencido que os raios catódicos não saiam do tubo e, portanto, não poderiam estar provocando esse fenômeno, Röntgen especulou que um novo tipo de raio podia ser o responsável. 8 de Novembro era uma sexta-feira, por isso ele aproveitou o fim de semana para repetir as suas experiências e tomar as primeiras notas. Nas semanas seguintes ele comeu e dormiu no seu laboratório, à medida que investigava muitas das propriedades dos novos raios que ele designou temporariamente de raios-X, utilizando a designação matemática para algo desconhecido. Apesar dos novos raios, eventualmente, passaram a ter o seu nome quando ficaram conhecidos como raios de Röntgen, ele sempre preferiu a designação de raios-X.
A descoberta dos raios-X por Röntgen não foi um acidente, embora incidental, nem ele trabalhava isolado. Com as investigações que ele e os seus colegas estavam a desenvolver, em diversos países, a descoberta era iminente. De fato, ele tinha planejado usar o écran na próxima etapa da investigação e certamente faria a descoberta momentos depois.
Num dado momento, enquanto investigava a capacidade de vários materiais de pararem os raios, Röntgen colocou uma peça de chumbo em posição enquanto ocorria uma descarga. Röntgen viu aí a primeira imagem radiográfica. Em entrevista a um reporter chamado H. J. W. Dam, de uma revista canadense McClure's Magazine, ele descreveu: "Eu estava trabalhando com tubos Crooke cobertos com uma proteção de papelão preto. Um pedaço de papel de platinocyanoide de bário estava sobre o banco. Eu vi passar uma corrente através do tubo e notei uma linha escura peculiar sobre o papel.”
O artigo original de Röntgen, "Ueber Eine Neue Art von Strahlen - Sobre uma nova espécie de Raios", foi publicado 50 dias depois, em 28 de Dezembro de 1895. A 5 de Janeiro de 1896, um jornal austríaco relatou a descoberta de um novo tipo de radiação por Röntgen. Foi atribuído a Röntgen um título honorário de Doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg após a sua descoberta. Ele publicou três artigos sobre raios-X entre 1895 e 1897. Nenhuma das suas conclusões até agora provaram ser falsas. Atualmente, Röntgen é considerado o pai da Radiologia de Diagnóstico, a especialidade médica que utiliza imagem para o diagnóstico de doenças.
PRÊMIO NOBEL DE FÍSICA
Graças à sua descoberta foi premiado com o primeiro Nobel de Física em 1901. O prêmio foi concedido oficialmente "em reconhecimento dos extraordinários serviços que brindou para a descoberta dos notáveis raios que levam seu nome". Röntgen doou a recompensa monetária à sua universidade, convicto que a ciência deve estar a serviço da humanidade e não do lucro, à semelhança da escola científica alemã da época, e, da mesma forma que Pierre Curie faria vários anos mais tarde, rejeitou registrar qualquer patente relacionada a seu procedimento.
Fonte:
pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

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