“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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31 de jan de 2010

LUCRÉCIA BÓRGIA - Arte Tumular - 347 - Convento del Corpus Domini ,Ferrara, Emilia-Romagna, Itália






Lápide



ARTE TUMULAR
No piso do convento, lápide em mármore com o nome e referências póstumas, encimado pelo brasão da família
LOCAL: Convento del Corpus Domini ,Ferrara, Emilia-Romagna, Itália
Foto: Marianne e José L.Barnabé Tronchoni e pt.wikipedia.org
Descrição tumular:Helio Rubiales


PERSONAGEM
Lucrécia Bórgia (Subiaco, 18 de abril de 1480 — Ferrara, 24 de junho de 1519) foi a filha ilegítima de Rodrigo Bórgia, importante personagem espanhol do Renascimento, que viria a se tornar o papa Alexandre VI. O irmão de Lucrécia foi o conhecido déspota César Bórgia.
A família Bórgia acabou por representar na história a política maquiavélica e a corrupção sexual consideradas como características dos papados no período do renascimento.
Morreu aos 39 anos de idade.

BIOGRAFIA
Os primeiros anos de vida da menina, foram passados na casa de sua mãe nas imediações de Roma, na chamada Piazza Pizzo di Merlo, em absoluta paz familiar. Ela tinha um pai que a adorava, uma mãe dedicada, dois irmãos que brigavam por sua atenção, e outro para mimar. Já nesta época, começaram a surgir as primeiras desavenças entre os seus irmãos Giovanni e César Bórgia. Tudo começou pela disputa que os dois travavam pela preferência da pequena irmã, e pelos ciúmes que César nutria devido à preferência que o seu pai dava a Giovanni.

Quando completou nove anos, Lucrécia foi separada de seus irmãos: Giovanni seguiu para a Espanha; César viu-se obrigado por Rodrigo a entrar para a vida religiosa, mesmo sem a menor vocação; e a própria Lucrécia foi despachada para a casa de Adriana de Mila, dama da nobreza e viúva, a fim de receber uma educação erudita ao lado da rigorosa senhora. Adriana era a mãe de Orsino Orsini, garoto com a mesma idade de Lucrécia e recém-casado com uma jovem beldade de 14 anos chamada, Giulia Farnese. Giulia, apesar de casada, logo tornou-se amante do cardeal Rodrigo Bórgia, pai de Lucrécia, e a família do marido da garota era totalmente conivente com isso. Afinal, Rodrigo era um dos homens mais poderosos da Itália e um Papa em potencial. Giulia e Lucrécia logo se tornaram grandes amigas: compartilhavam de tudo, desde os mais preciosos segredos até dicas de sedução. Aí foi o grande erro de Rodrigo quanto à criação de Lucrécia Bórgia. Ela esteve sob a influência mundana de Giulia Farnese por muitos anos. Em apenas quatro anos, Lucrécia evoluiu de uma frágil menina para uma estonteante mulher.

CASAMENTOS
Aos 22 anos, Lucrécia iniciava seu terceiro e último casamento. O primeiro, com Giovanni Sforza, aos 13 anos, fora anulado por vontade do pai. Do segundo, com Alfonso di Aragona, o irmão César Bórgia havia se encarregado de deixá-la viúva, quando a aliança com a família do noivo não interessava mais. O matrimônio com Alfonso d’Este era também expressão da vontade de seu pai, o papa Alexandre VI (1492-1503), de acordo com o rei da França, Luís XII.

A partir da viagem de Lucrécia Bórgia a Ferrara, é possível distinguir sua biografia da vida da exuberante família Bórgia, em Roma, e tentar traçar-lhe um perfil. O pai morre no ano seguinte. César, o irmão mais famoso, em 1507. Acusados de simonia, luxúria, incesto e outras perversões sexuais, além de envenenamentos, fratricídios, diversos assassinatos e implacável sede por domínio, os Bórgia foram condenados a alimentar as piores histórias sobre o papado na Renascença.

MORTE
Aos 39 anos de idade, Lucrécia está prestes a enfrentar outro parto. Prevendo sua morte, ela enviou uma carta ao papa Leão X pedindo a bênção especial. Cercada de amor familiar, em 24 de junho de 1519, morre Lucrécia Bórgia em Ferrara, após uma longa febre pós-parto. A bênção papal não veio a tempo, mas Leão X escreveu ao viúvo que lamentava muito a morte da "boa duquesa", de quem o "inesquecível amigo César falava com tanto carinho". Foi sepultada no convento de Corpus Domini (do qual ela foi protetora em vida), em Ferrara, em um hábito de freira.
Fontes:
pt.wikipedia.org
http://cartacapital.com.br/2002/11/253
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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