“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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6 de jan de 2010

EDGAR DEGAS - Arte Tumular - 328 - Cimetiere de Montmartre ,Paris,Ile-de-France Region, France



Vista frontal


Vista do portal


Detalhe
ARTE TUMULAR
Construção em formato de capela, estilo clássico e linhas retas. Na parte frontal, formando o portal, também em linhas retas, uma porta de bronze rústico com um relevo em forma circular do pintor com a inscrição gravada do seu nome em forma "cursiva", do modo que assinava em vida.

LOCAL:Cimetière de Montmartre, Paris, Ile-de-France Region, França.
Fotos: David Conny, Swen e Susan Marchal
Descrição Tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Edgar Hilaire Germain de Gas ou Edgar Degas (Paris, 19 de Julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) um gravurista, pintor e escultor francês. Embora seja muito conhecido pelas suas pinturas, majoritariamente de carisma impressionista, é igualmente relembrado como gravurista. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu de Orsay, na cidade de Paris, onde o artista nasceu e faleceu.
Morreu aos 83 anos de idade.
BIOGRAFIA
Edgar Degas nasceu em Paris ,provindo da rica família de banqueiros, teve a educação padrão da classe alta no Lycée Louis le Grand. Depois de estudar direito por pouco tempo, decidiu tornar-se um artista, trabalhando com mestres conceituados e passando muitos anos na Itália, considerada então a "escola de aperfeiçoamento" das artes.
Na década de 1860, Degas já estava produzindo excelentes retratos, em detalhes observados e caracteristicamente originais em sua composição. Mas as ambições do artista ainda trilhavam os caminhos do sucesso convencional - Na França do século XIX, isto significava ter suas pinturas aceitas para serem mostradas no Salão oficial, que era virtualmente o único lugar onde um artista poderia tornar-se conhecido do grande público. Conseqüentemente, Degas pintava o tipo de trabalho que tinha maior prestígio no Salão: grandes peças detalhadas e convencionais sobre tópicos históricos, tais como "Os jovens Espartanos e Semíramis Fundando uma cidade".
Somente no final da década de 1860 Degas começou a explorar temas "modernos", que eram considerados pelo sistema da arte como um tanto triviais e sem nobreza. Entretanto, Degas estava um pouco atrás de seu amigo e rival Edouard Manet em ser um "pintor da vida moderna", e sempre se restringiu a um punhado de temas - retratos, as corridas, o teatro, a orquestra, senhoras na chapelaria, lavadeiras, o nu e sobretudo o balé. Atacava cada um repetidamente, muitas vezes durante longos períodos, com freqüência experimentando novas abordagens; provavelmente, a analogia mais próxima é com os compositores que produzem conjuntos de variações sobre um único tema. Milagrosamente, Degas é sempre atual, e suas pinturas têm um semelhança familiar sem jamais aparentarem ser muito parecidas.
As técnicas de Degas eram altamente originais, embora devessem algo à grande moda de gravuras japonesas do século XIX e à emergente arte da fotografia. Retratando seus temas a partir de ângulos incomuns(muitas vezes de um ponto de vista bem elevado), quase sempre posicionava de forma descentralizada; e, em vez de inserir os objetos periféricos de modo organizado no enquadramento da pintura, fazia cortes diretamente sobre eles. O efeito é o de uma fotografia, capturando um momento fugaz; os objetos semi-aparentes nas bordas do quadro fornecem a ilusão de que a cena continua para além da moldura.
Embora as pinturas de Degas aparentem ser espontâneas, elas eram na verdade produções de estúdio cuidadosamente planejadas, construídas a partir de muitos croquis e estudos. Sua arte era do tipo que ocultava sua artificialidade.
Degas era um homem intensamente introspectivo e fechado, e externamente sua vida nada tinha de especial, exceto por seu serviço na Guarda Nacional durante o cerco prussiano de Paris em 1870-1. Fez uma visita prolongada a Hova Orleans para ver seus irmãos em 1872-3, mas, embora tenha pintado diversos quadros enquanto lá esteve, ignorou os lados exóticos e especificamente americano da vida em Louisiana, acreditando que um artista apenas poderia produzir bons trabalhos em seu ambiente adequado.

Em 1874, Degas fez seu gesto público mais célebre, tornando-se um dos principais organizadores de uma exposição independente, realizada em oposição ao Salão. Mais tarde, ela se tornaria conhecida como a primeira Exposição Impressionista, por causa do destaque obtido por Monet, Renoir e outros artistas que pintavam paisagens um tanto fugidias e atmosféricas ao ar livre. Degas desaprovava seus trabalhos (ele via a exposição como um "Salão Realista"), mas não deixou de participar de todas as mostras impressionistas - exceto uma - entre 1874 e 1886. Ironicamente, hoje é freqüentemente considerado como um dos impressionistas.
Já no início da década de 1870 Degas apresentava problemas com sua visão, e nos anos 1880 ela se deteriorava alarmantemente. Mas ele continuou a trabalhar muito, embora cada vez mais com o pastel, meio menos desgastante fisicamente. Encontrou uma variedade não-imaginada de efeitos de cores e texturas, e seus trabalhos feitos com pastel são tão reconhecidos quanto suas pinturas a óleo. Isto também é verdadeiro para as esculturas de Degas: traduziu as bailarinas e os nus que tão freqüentemente desenhou para estatuetas lindamente modeladas.
Degas sempre foi uma personalidade amarga, de humor cruel, distante e com consciência de classe social. Embora tivesse um dom para a amizade com umas poucas felizardas, nunca se casou. Na década de 1890 tornou-se cada vez mais ranzinza e isolado, mas foi capaz de trabalhar até cerca de 1912. Seus últimos anos foram patéticos: passou muito de seu tempo vagando pelas ruas de Paris, famoso, mas indiferente à sua fama e quase alheio à Guerra Mundial que assolava o norte.
MORTE
Morreu em 27 de setembro de 1917.
Fonte:Informações retiradas do livro: "Vida e obra de Degas" de Douglas Mannering.
(c) Ediouro Publicações S.A.
Formatação e pesquisa:HRubiales

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