“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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21 de dez de 2009

ISABEL I DE CASTELA - Arte Tumular - 323 -Catedral de Granada, Espanha



Túmulo de Isabel I


Isabel e Fernando (Vista superior)


Vista frontal

Vista lateral


Vista geral da cripta

Catedral de Granada
ARTE TUMULAR
Na capela, da Catedral de Granada, entre o altar e os mausoléus uma grande grade de ferro ladeia e separa os túmulos. Uma grande base tumular em mármore de formato quadrado em dois níveis ricamente decorado em relevo, com anjos alados, alegorias religiosas e brasões heráldicos ladeados por guirlandas, sustentam as esculturas em mármore deitadas, uma ao lado da outra, dos reis Fernando e Isabel. Apresentam-se com as vestes reais, coroas, espada e cetro. Esse monumento é um cenotáfio, isto é, um mopnumento funerário eregido à memória dos reis, mas não encerra o corpo. Os restos mortais estão sepultados numa cripta simples, logo abaixo dos túmulos, em quatro caixões de chumbo, cada um marcado com duas iniciais encimados por uma coroa. Um crucifixo na parede com o teto curvo, dá certa religiosidade na cripta. A entrada é feita por uma porta no piso entre os túmulos, cujo acesso se faz por uma escada (Não é permitido acesso do público).
LOCAL: Catedral de Granada, Espanha
Fotos: torredahistoriaiberica.blogspot.com, capillarealgranada.com/es
Descrição tumular:HRubiales

PERSONAGEM
Isabel I (Madrigal de Las Altas Torres, 1451 — Medina del Campo, 1504), filha de João II de Castela e de Isabel, infanta de Portugal, neta materna de Isabel de Bragança e de João, duque da Beja (1400-1442).
Morreu aos 53 anos de idade.
BIOGRAFIA
Isabel I de Castela que ficou conhecida como a Rainha Católica junto com seu marido Fernando II, teve um papel importantíssimo na realização das viagens de descobrimento realizadas por Cristóvão Colombo das quais foi patrocinadora. Foi durante seu reinado também que aconteceu a assinatura do Tratado de Tordesilhas e a tão temida Inquisição Espanhola.

Isabel nasceu em 22 de abril de 1451 em Madrigal de lãs Altas Torres, na província de Ávila no centro da Espanha. Filha de Juan II de Castella ela ficou sob os cuidados de seus dois meio-irmãos, Henrique e Afonso, quando da morte do pai em 1454. Criada longe da corte ela retorna 10 anos depois ficando sob a guarda de seu meio-irmão, então rei, Henrique IV.
Henrique, entretanto, não consegue controlar as disputas entre a nobreza pelo poder e os problemas de seu casamento (motivo pelo qual ficou conhecido como “O Impotente”) contribuem para desacreditar-lhe como rei culminando, em 1465, no episódio conhecido como a “A farsa de Ávila”, onde Henrique IV é deposto em efígie por um grupo de nobres que coroam Afonso, então com onze anos de idade. Henrique IV é pressionado e obrigado a aceitar. Mas Afonso ainda muito jovem é apenas um fantoche nas mãos do Marquês de Vilhena fazendo com que boa parte do reino permaneça fiel a Henrique IV.
Ocorre que em uma nova tragédia Afonso morre 3 anos depois, em 1468 (suspeita-se que envenenado) e Henrique IV novamente assume o poder iniciando-se então uma disputa entre Isabel e Joana, filha de Henrique IV e nomeada Princesa das Astúrias quando de seu nascimento em 1462, pelo direito de sucessão. Henrique novamente tem que ceder e em 1468, assinado o pacto dos Toros de Guisando reconhecendo Isabel como sucessora. No ano seguinte Isabel se casa com Fernando II, sucessor do reino de Aragão.
Porém, quando da morte de Henrique IV, em 1474, Isabel é oficialmente coroada rainha de Castela, mas a nobreza resolve apoiar Joana (apelidada de “Beltraneja” por suspeitar-se que seja filha de Beltrán de La Cuerva, amante preferido de sua mãe), na reivindicação pelo trono e tem início a Guerra de Sucessão Castelhana (1475 a 1479) onde, de um lado Joana, apoiada pelo reino de Portugal e França, e de outro, Isabel, com o apoio do reino de Aragão, disputam a coroa de Castela.
Isabel sai vencedora em 1479 e Joana é exilada em Portugal. No mesmo ano Fernando II é coroado rei de Aragão e o casal inicia a expansão do que viria a ser, mais tarde, a Espanha.
Devido aos seus esforços para consolidar a religião católica, que incluíram a criação da terrível Inquisição Espanhola, Isabel e Fernando ficaram conhecidos como os “Reis Católicos”, tendo sido os grandes responsáveis pela expulsão dos últimos muçulmanos da Península Ibérica que teve na conquista de Granada, último reduto muçulmano na região, seu episódio culminante.
Outro importante feito de Isabel I de Castela foi o apoio dado ao então desconhecido Cristóvão Colombo que em 1492 realiza sua primeira viagem que culminaria na descoberta das Américas. A partir daí iniciou-se o período das excursões marítimas espanholas. Isabel de Castela e Fernando de Aragão, assinariam ainda o famoso Tratado de Tordesilhas onde dividiriam as novas terras descobertas com o reino de Portugal. Após a descoberta de Colombo, a rainha se interessou pelo bem estar dos americanos nativos. Ordenou que aqueles que tinham sido levados à Espanha retornassem e por dispositivos em seu testamento determinou que os nativos fossem bem tratados nos territórios controlados pelos espanhóis. Seus desejos no seu testamento não foram sempre honrados.
Seu legado também tem um lado mais negro: favoreceu a inquisição espanhola e foi responsável pela expulsão dos judeus da Espanha em 1492 (Decreto de Alhambra).
Foi das mulheres mais inteligentes e dinâmicas de então, com papel importantíssimo para manter Castela independente de Portugal.
CASAMENTO E POSTERIDADE
De seu casamento com Fernando II de Aragão:
 Isabel de Aragão casada com Manuel I de Portugal.
 João, príncipe das Astúrias, casado comMargarida, arquiduquesa de Áustria
 Joana, a Louca, rainha de Castela casada com Filipe, o Belo.
 Maria de Aragão casada com Manuel I de Portugal.
 Catarina de Aragão casada com Henrique VIII de Inglaterra
Fonte:
educacao.uol.com.br/biografias/isabel-1a.jhtm
brasilescola.com/historia/isabel-castela.htm
dec.ufcg.edu.br/biografias/IsabeII0.html
oldandsold.com/articles14/travel-306.shtml
pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

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