“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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17 de dez de 2009

FERNANDO II DE ARAGÃO-Arte Tumular - 322 - Catedral de Granada, Espanha






Visto por cima

Vista lateral do rei


Vista frontal do rei e da rainha


Vista lateral

Detalhe do escudo real

Cripta com os restos mortais no sub-solo
Interior da Capela Real
Catedral de Granada
ARTETUMULAR
Na capela, da Catedral de Granada, entre o altar e os mausoléus uma grande grade de ferro ladeia e separa os túmulos. Uma grande base tumular em mármore de formato quadrado em dois níveis ricamente decorado em relevo, com anjos alados, alegorias religiosas e brasões heráldicos ladeados por guirlandas, sustentam as esculturas em mármore deitadas, uma ao lado da outra, dos reis Fernando e Isabel. Apresentam-se com as vestes reais, coroas, espada e cetro.
CENOTÁFIO
Esse monumento é um cenotáfio, isto é, um monumento funerário eregido à memória dos reis, mas não encerra o corpo. Os restos mortais estão sepultados numa cripta simples, logo abaixo dos túmulos, em quatro caixões de chumbo, cada um marcado com duas iniciais encimados por uma coroa. Um crucifixo na parede com o teto curvo, dá certa religiosidade na cripta. A entrada é feita por uma porta no piso entre os túmulos, cujo acesso se faz por uma escada (Não é permitido acesso do público).
LOCAL: Catedral de Granada, Espanha
Fotos: torredahistoriaiberica.blogspot.com, capillarealgranada.com/es
Descrição tumular:HRubiales


PERSONAGEM
Fernando II de Aragão (Sos del Rey Católico, Saragoça, 10 de Março de 1452 –Madrigalejo, Cáceres, 23 de Janeiro de 1516) foi rei de Aragão, Castela, Sicília,Nápoles e Navarra e Conde de Barcelona. Ele e sua esposa receberiam do papa direito de serem chamados Os Reis Católicos, sendo esse portanto seu cognome: Fernando o Católico ou Ferran el Catòlic, em catalão.
Morreu aos 64 anos de idade.
BIOGRAFIA
Filho de João II e de sua segunda esposa Juana Enríquez. Foi rei de Aragão ou da chamada Coroa de Aragão (assim era chamado o reino após a reunião com o condado de Barcelona) entre os anos 1479 e 1516 e rei consorte de Castela entre 1474 e 1504 e regente da coroa castelhana, ao enviuvar, entre 1507 e 1516 dada a doença de sua filha Joana de Castela, após a morte de seu marido Filipe o formoso. Rei da Sicília (1468-1516) e de Nápoles (1504-1516).
Por desejo da mãe, nasceu em terras aragonesas (ela se achava na Navarra, nas disputas de sucessão entre seu enteado Carlos e seu esposo, o rei João II), vindo ela até a mansão de Sada, na fronteira com a Navarra, na aldeia de Sos. Reconhecido herdeiro da coroa aragonesa por morte do irmão Carlos príncipe de Viana em 1461. Nomeado lugarteniente general ou lugar-tenente geral da Catalunha em 1462 e em 1468 rei da Sicília (Fernando II da Sicília). Já aos 16 anos de seus amores com uma dama, chamada Aldonça, nasceu seu primeiro filho, o bastardo Afonso de Aragão, futuro arcebispo de Saragoça.
Durante a guerra civil catalã de 1462-1472, na qual participou ativamente, ficou familiarizado com a administração de um Estado, incumbido pelo pai. Morrendo o primo, infante Afonso de Castela, em 1468, e tendo sido sua prima a infanta Isabel, meia-irmã do rei de Castela Henrique IV, reconhecida como herdeira do irmão, João II de Aragão envidou os maiores esforços para conseguir o casamento de Fernando com a princesa castelhana, que se realizou em outubro de 1469. Mas a morte de Henrique IV em 1474 provocou uma verdadeira guerra civil em Castela pois havia partidários de Isabel mas também partidários da filha de Henrique (ou não…) Joana, que ficaria apelidada la Beltraneja por acreditarem ser filha do fidalgo Beltrán de La Cueva com a rainha portuguesa. Joana era apoiada por seu tio, o rei D. Afonso V de Portugal, que se casou com ela para melhor defender seus direitos. Fernando, depois longas negociações com a receosa nobreza castelhana, foi proclamado co-regente de Castela, com os mesmos direitos que Isabel, pela chamada Concórdia de Segóvia em1475. Tomou parte ativa na direção militar e contribuiu para a vitória, sobretudo depois da batalha de Paleagonzalo (1476). Com seu casamento uniram-se em suas pessoas os dois reinos, governados doravante como um único país, embora oficialmente separados. Tornou-se também em 1504 Fernando III de Nápoles.
1476-1477 foi administrador da Ordem de Santiago
A guerra acabou com a derrota de Joana. Pelo Tratado de Alcáçovas (1479), Joana renunciaria ao trono em favor de Isabel e, como acordado, entrou para um convento em Coimbra. Em 1479 mesmo Fernando herdou do pai o trono de Aragão. 1479 é assim a data que se fixa para a união das duas Coroas.
Segundo a Concordia de Segovia, Fernando colaborou com Isabel no governo de Castela, encarregando-se em pessoa da política externa, sem deixar de tratar dos assuntos da Coroa de Aragão. Primeiras medidas internas: em 1480 se institucionalizou a figura do corregidor; em 1481 foi criada a Inquisição; sancionaram-se nobres rebeldes e reorganizou-se a fazenda real. Os reis iniciaram a seguir em 1481 a conquista do reino nasrida de Granada: foi guerra difícil, de sítio, terminada apenas em 1492 e na qual Fernando demonstrou suas qualidades militares e diplomáticas. Granada capitulou em 2 de janeiro de 1492. A conquista do último reduto muçulmano em terras da península espanhola ( Al-Andalus) ajudou a consolidar a autoridade real.
No aspecto religioso, Fernando aderiu completamente ao programa da esposa, que assentou as bases ideológicas da Espanha moderna, aceitando o espírito de cruzada e a uniformidade religiosa (decreto de expulsão dos judeus em 1492 e conversão forçada dos chamados mouriscos ou moriscos de Granada em 1503, os quais tinham visto garantidos seus direitos de liberdade religiosa após a capitulação do reino de Granada. Por isso o papa espanhol Alexandre VI, lhes concedeu o título de Reis Católicos.
Houve o descobrimento da América por Cristóvão Colombo e a rápida ocupação e explotação do continente fortalecia a posição internacional dos Reis Católicos.
Morrendo Isabel em 1504, foi nomeado regente de Castela, mas grande parte da nobreza castelhana se aglutinou ao redor de Filipe, o Formoso, marido de sua filha Joana, fazendo com que renunciasse ao poder para evitar confronto armado. Pelo tratado intitulado concórdia de Villafáfila (1506), Fernando se retirou para Aragão e Filipe foi proclamado rei de Castela como Filipe I.
Morrendo Isabel em 1504, foi nomeado regente de Castela, mas grande parte da nobreza castelhana se aglutinou ao redor de Filipe, o Formoso, marido de sua filha Joana, fazendo com que renunciasse ao poder para evitar confronto armado. Pelo tratado intitulado concórdia de Villafáfila (1506), Fernando se retirou para Aragão e Filipe foi proclamado rei de Castela como Filipe I.
Esperando ainda ter um herdeiro varão para herdar a coroa aragonesa, Fernando se casou em 1505 com Germana de Foix, descendente dos condes de Foix (1490-1538) e neta da rainha Leonor de Navarra. Os esforços para agradar a esposa, muitos anos mais jovem, teriam estado na origem das causas que provocariam sua morte. A morte inesperada do genro Filipe o Formoso, e a incapacidade da filha (que seria chamada Joana I a Louca) obrigaram-no a aceitar a regência castelhana em nome do neto, o futuro Carlos I de Espanha.
Desta vez, entregou-se mais aos assuntos da Itália, tomando parte na Liga de Cambrai contra Veneza em 1511) e deixando entregue o governo de Castela ao Cardeal Cisneros. Em Novembro de 1511, Fernando e Henrique VIII de Inglaterra assinaram o Tratado de Westminster. No início desse ano, Fernando conquistou a metade meridional do Reino de Navarra anexada à Espanha.
MORTE
Morreu em janeiro de 1516 em Madrigalejo (Cáceres), quando se preparava para assistir ao capítulo das Ordens de Calatrava e de Alcântara no mosteiro de Guadalupe
Fonte: pt.wikipedia.org e oldandsold.com/articles14/travel-306.shtml
Formatação e pesquisa:HRubiales

3 comentários:

Esther i Toni disse...

En España es más conocida por "Tumba de los Reyes Católicos",pues la reina de Castilla eclipsó,en la historia que nos han enseñado,a su esposo.(Ahora son noticia estudios que dicen que Colón fue catalán,Colom,de una familia enemiga de Fernando en las guerras de suceción por la Corona de Aragón

Tony Collbato disse...

Esta información es muy buena,si te es útil:http://capillarealgranada.com/es/cont_mausoleos.html.Un abrazo

HRubiales disse...

Gracias amigo Tony

Acede el sitio que me has indicado y ouse algunas fotos.

Un abrazo