“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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9 de jun de 2009

SANTA MARCELLINA-Arte Tumular-250-Basílica de Santo Ambrosio, Milão, Itália













Túmulo

Túmulo






Capela de Santa Marcellina 

Basílica de Santo Ambrosio

ARTE TUMULAR
Base tumular retangular em mármore como se formasse um altar. Acima ergue-se uma construção em forma de esquife. No fundo uma escultura em mármore de uma figura coberta por uma grande manto em oração.
LOCAL: Basílica de Santo Ambrosio, Lombardia, Milão, Itália
Fotos: Bunny Boiler, Quebecoise
Formatação e descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Santa Marcelina
Marcelina ( Roma, em 327 - Milão abril em 397) da família dos Ambrosiis, sob o Império de Costantino Magno. era a irmã mais velha de São Ambrósio de Milão e de São Satyrus
Morreu aos 70 anos de idade.

BIOGRAFIA
Viveu em uma época de profundas mutações culturais. A família de Marcelina era aberta a religião cristã. Sua parenta Santa Sotera morreu mártir, sob o imperador Dioclesiano.

O pai, Ambrósio, era prefeito romano e governou as Galias (França). Ao ser eleito governador das Gálias, em Treviri, para lá se transferiu com a mulher e dois filhos, Marcelina e Sátiro. Nos anos 340, nasceu o terceiro filho de Ambrósio.

Marcelina viveu dias tranqüilos em Treviri, mas aos 13 anos, com a morte precoce do pai, voltou para Roma com a família. Antes de fazer 20 anos, ela perdeu também a mãe e ficou com a responsabilidade da educação dos irmãos.

Em Roma, Sátiro e Ambrósio estudaram com aos melhores mestres e dedicaram-se com sucesso aos estudos jurídicos.

Jovem, bonita, rica e nobre, Marcelina tinha muitos pretendentes, mas decidiu se consagrar a Deus, permanecendo virgem. Na Roma corrupta e pagã, era muito difícil compreender que uma jovem renunciasse a sua fortuna e a um ilustre casamento. O povo não estava acostumado com essas idéias, mas assim mesmo Marcelina confessou isso ao mundo. Para buscar coragem, ela visitava muitas vezes as catacumbas dos cristãos que morreram pela Fé e lá se sentia consolada e compreendida.

Apesar de tudo, a vida de Marcelina acontecia nos palácios dos Césares. Ela poderia tornar-se poderosa, imperatriz, conhecida no mundo e teria uma vida fácil, mas cada vez era mais forte a sua convicção de que deveria se dedicar a Deus. Para levar adiante esse projeto, ela retirou-se para uma vila tranqüila, em Cernusco, perto de Milão, e passou a viver em contato com a natureza.

Na noite de Natal de 353, aos 25 anos, Marcelina recebeu das mãos do Papa Libério o véu da consagração total. Sua decisão abalou os habitantes dos palácios e nem mesmo seus amigos conseguiram entender toda a dimensão do que estava acontecendo. Marcelina intensificou a oração e os estudos das Sagradas Escrituras e acolheu em sua casa muitas virgens que queriam orientação para se dedicar a Deus e ao auxílio dos pobres e doentes.

Ao mesmo tempo, ela não se descuidava da educação dos irmãos, que mais tarde assumiram cargos públicos. Em 372, Ambrósio foi eleito governador em Milão e Sátiro foi nomeado para uma prefeitura. Dois anos mais tarde, Ambrósio foi eleito bispo de Milão e levou Marcelina para auxiliá-lo.

A atuação de Ambrósio nos 23 anos de episcopado faz parte da história civil e religiosa de Milão. E Sátiro, que morreu em 379, sempre trabalhou a seu lado e também na administração dos bens da família.

Para os dois irmãos, Marcelina foi conselheira e mestra, desenvolvendo paralelamente sua vida comunitária com as companheiras virgens. Embora no silêncio de sua vida recolhida, ela desenvolveu um apostolado eclesial, participando das ansiedades e solicitações do Bispo Ambrósio. Ele teve grande estima por ela e propôs o seu exemplo a muitas jovens que eram também chamadas por Deus a uma dedicação total.
Devoção do Povo.

MORTE
Marcelina trabalhou ao lado do irmão Ambrósio até o final da vida dele, que morreu em abril de 397. Ela morreu poucos meses depois, em 17 de julho de 397 e foi sepultada em Milão, na Basílica
Após a sua morte, seu corpo foi enterrado em uma Capela Santuário erigido para ela em Milão e vários milagres foram atribuídos a sua intercessão.
FONTE: Santamarcellina.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

Um comentário:

Antônio Anderson Rabêlo Costa disse...

É bom encontrar mais admiradores de Santa Marcelina. Sem dúvida ela é uma figura que passa muitas vezes despercebida na história da igreja. No entanto, como irmã do grande Santo Ambrósio ela destacou-se por seu empenho em progredir no caminho da virtude e sobretudo na caridade que se faz doação a Deus e aos irmãos.