“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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17 de mar de 2009

DOMINIQUE INGRES- Arte Tumular -160 - Cimetière du Père-Lachaise, Paris, França.








ARTE TUMULAR
Base tumular de formato quadrado em mármore com uma grande floreira . Na cabeceira tumular, ergue-se uma construção decorada em estilo clássico em mármore branco, como se formasse um portal. Na parte superior um nicho aloja a escultura do busto do pintor. Sobre ele um relevo alegórico de uma coroa que representa a vitória e a soberba. Logo abaixo do busto esta gravado o nome do pintor, seguido por um ramo de palma em relevo que representa também a gloria e o êxito sobre a morte.
LOCAL: Divisão 23 no Cimetière du Père-Lachaise, Paris, França.
Fotos: Mike Reed, balacera.blog, Find a Grave
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Jean Auguste Dominique Ingres, mais conhecido simplesmente por Ingres, (29 de Agosto de 1780, Montauban – 14 de Janeiro de 1867, Paris) foi um pintor francês do neoclassicismo.
Morreu aos 86 anos de idade
BIOGRAFIA (RESUMIDA)
Foi um discípulo de David e um notável desenhador. Nas suas obras ressalta a mestria no tratamento do nu feminino, em composições inspiradas nas pinturas e nos baixos-relevos antigos, aos quais não é alheia a sua estada em Itália. As formas, de contornos nítidos e concisos, são de uma beleza e serenidade de desenho verdadeiramente incomparáveis.
A sua pintura está longe de tudo quanto é dramático revelando a atenção do autor em relação a tudo o que é escultórico e imutável. A delicadeza do desenho foi reforçada pela suavidade cromática com a utilização de cores claras e luminosas, onde os brancos não são frios nem agressivos, mas se combinam, magistralmente, com os tons da carnação dos seus nus. O negro foi utilizado puro e empregue propositadamente com o objectivo de conseguir contrastes e reforçar a modelação.
Respeitava profundamente os mestres do passado clássico, assumindo um papel de defensor da ortodoxia acadêmica contra a ascensão do romantismo. Esclareceu sua posição afirmando que seguia "os grandes mestres que floresceram naquele século de gloriosa memória quando (Rafael) estabeleceu os eternos e incontestáveis padrões do sublime em arte... Sou, assim, um conservador de boa doutrina, e não um inovador" Não obstante a crítica moderna tende a considerá-lo, junto com outros neoclássicos de seu tempo, como encarnações do mesmo espírito romântico], enquanto que suas distorções expressivas de forma e de espaço o tornam um precursor da arte moderna.
Da temática utilizada por Ingres destaca-se, na sua fase final, o gosto pelo exótico, de que são exemplo A Odalisca e o Banho Turco. No entanto, foi como desenhador retratista de figuras públicas e da sociedade que alcançou notoriedade. Mais raramente, foi paisagista e pintor histórico. Foi casado com Madeleine Chapelle em 1813.

Em 1852, já com setenta e um anos de idade, Ingres casou novamente. A escolhida foi Delphine Ramel, muito mais jovem que ele, e parente de seu amigo Marcotte d'Argenteuil. O segundo casamento foi tão bem sucedido quanto o primeiro, e lhe deu forças para produzir na década seguinte mais uma série de grandes trabalhos. Dentre os mais notáveis estão aApoteose de Napoleão (1853) para o Hôtel de Ville em Paris, infelizmente devorado pelo fogo em 1871; o Retrato da Princesa de Broglie (1853) e Joana d'Arc (1854), este com o auxílio provável de assistentes. Em 1855 consentiu em ter uma sala especial para suas obras na Exposição Internacional . Nesta ocasião foi condecorado como Grande Oficial da Legião de Honra. Novamente confiante, Ingres pôde terminar uma de suas obras mais charmosas, A fonte, retomando uma tela de nu que havia iniciado muitos anos antes. A admiração por suas obras foi renovada e recebeu o título de senador do império.
Depois de A fonte Ingres voltou sua atenção para pinturas históricas, como as duas versões de Luís XIV e Molière (1857, 1860), bem como para obras religiosas, muitas retratando aVirgem Maria, retomando o modelo da Virgem de composições mais antigas. Os retratos deste período estão entre suas melhores composições no gênero: Marie-Clothilde-Inés de Foucauld, Madame Moitessier, Sentada (1856), Auto-retrato com 79 anos e Madame J.-A.-D. Ingres, née Delphine Ramel, ambos de 1859. O conhecido Banho turco também data desta época
MORTE
Ingres faleceu de pneumonia com a idade de 86 anos, tendo permanecido ativo e lúcido até o final. Foi enterrado no cemitério Père Lachaise, em Paris. O seu espólio, incluindo o conteúdo de seu atelier com grande número de pinturas e desenhos, mais seu violino, foram doados ao museu da cidade de Montauban, rebatizado como Museu Ingres
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e Pesquisa: HRubiales

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