“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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30 de jan de 2009

SANTA CATARINA DE SIENA - Arte Tumular -110- Igreja Santa Catarina de Siena, Roma,Itália.








Igreja
ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore decorada com o nome da santa gravado. Sobre essa base uma escultura em mármore em estilo medieval de santa catarina deitada. Envolvendo o túmulo uma construção em madeira ricamente decorada e laqueada em dourado, composta por vários pilares encerrando os seus restos mortais, e tendo como proteção vidros, que  constitui a base do altar mór da Igreja
LOCAL: Igreja Santa Catarina de Siena, Roma,Itália.
Fotos:Deborah (Picassa), e afamiliacatolica.blogspot.com
Descrição Tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Catarina de Siena (25 de Março 1347 - 29 de Abril 1380) foi uma leiga da Ordem Terceira de São Domingos, venerada como Santa Catarina na Igreja Católica. Catarina de Siena foi ainda uma personagem influente no Grande Cisma do Ocidente.
Morreu aos 33 anosde idade.

BIOGRAFIA
Catarina nasceu em Siena, Itália no dia 25 de março do ano 1347, sendo a 24ª filha de um tintureiro chamado Giacomo di Benincasa. Os seus pais eram burgueses comerciantes, com forte sentido religioso e familiar, próprio do seu tempo.

Aos 7 anos de idade Catarina consagrou a sua virgindade a Cristo e aos 15 ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Há estudos que indicam que ela sofria de anorexia. Vivia encerrada no seu próprio quarto, onde, por intermédio da oração e diálogo afirmava que estava sempre com e em Cristo. Catarina abandonou a sua cela somente em 1374, quando a peste se alastrou por toda a Europa e ela decidiu cuidar dos enfermos e abandonados, tendo praticado grandes atos de caridade. Nesse mesmo ano (1374), recebeu uma visão e ficou estigmatizada. Na visão Cristo lhe disse de agora em diante ela trabalharia pela paz, e mostraria a todos que uma mulher fraca pode envergonhar o orgulho dos fortes.

No ano 1376, quando toda a Itália estava envolvida em graves disputas políticas à volta do papado, organizaram-se nas cidades de Peruggia, Florença, Pisa e em toda a Toscânia milícias e revoltas contra o poder político do Papa Gregório XI. Catarina decidiu seguir até Avinhão, cidade onde os papas viviam desde há mais de 70 anos, e apresentar-se diante do mesmo para o convencer a regressar a Roma, pois que tal seria fundamental para a unidade da Igreja e pacificação da Itália.

Tendo obtido esse grande sucesso em 1378, voltou para sua cidade, onde adoeceu e faleceu em 29 de Abril de 1380, dia em que se comemora a sua memória litúrgica. Tal sucesso foi no entanto de pouca duração, pois que a eleição seguinte tornou a mergulhar a cristandade em nova divisão: o Grande Cisma do Ocidente.

Embora analfabeta, Catarina ditou mais de 300 cartas endereçadas a todo o tipo de pessoas, desde papas, aos reis e líderes, como também ao povo humilde, onde lutava pela unificação da Igreja e a pacificação dos Estados Papais. Uma das suas obras ditadas, Diálogo sobre a Divina Providência, é um livro ainda hoje considerado um dos maiores testemunhos do misticismo cristão e uma exposição clara de suas idéias teológicas e espiritualidade.

Em 1970, o Papa Paulo VI declarou-a Doutora da Igreja, sendo a única leiga a obter esta distinção. O Papa João Paulo II declarou-a co-padroeira da Europa, juntamente com Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz.

MORTE
Catarina morreu em Roma em 29 de abril de 1380 aos trinta e três anos de idade, depois de ter sofrido um derrame oito dias antes[26]. Catarina foi enterrada no cemitério de Santa Maria sopra Minerva, uma basílica perto do Panteão, em Roma. Depois que milagres passaram a ser relatados perto do túmulo, Raimundo moveu-o para dentro da basílica, onde está até hoje e é visitado por milhares de peregrinos anualmente.


Sua cabeça, porém, foi separada de seu corpo e colocada no interior de um busto de bronze que, posteriormente, foi levado para Siena para ser carregado pela cidade durante as procissões dominicanas. Nas primeiras, caminhava atrás dele Lapa, a mãe de Catarina, que viveu até os 89 anos e já havia presenciado o fim da riqueza e da felicidade de sua família. Tendo sobrevivido a todos os seus filhos e a diversos netos, Lapa ajudou Raimundo a escrever a biografia de Catarina e afirmou: "Acredito que Deus tenha colocado minha alma de través no meu corpo para que ela não consiga sair". A cabeça e o polegar incorruptos estão preservados na Basílica de São Domingos, em Siena.

Fontes:
pt.wikipedia.org
afamiliacatolica.blogspot.com
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales



Um comentário:

sebastiao de oliveira junior disse...

sta catarina eu te amo, muito!!!!!!!!!!!!!!OBRIGADO POR TUDO!!!!!!!!!!!!!!