“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



INICIE A MUSICA

PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

19 de fev de 2016

MONUMENT AUX MORTS - Arte Tumular - 1091 - Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France




Vista da Alameda principal



Parte superior

Parte inferior


Parte superior lateral esquerda


Parte superior lateral direita

Detalhe da parte inferior



MONUMENTO
 "Monument aux Morts". Inaugurado em 1899. É um ossário, recebe restos mortais exumados que são colocados dentro de várias divisões onde os pequenos atáudes são empilhados, assim que fica cheio, a parede é fechada.

ARTE TUMULAR
O monumento aos mortos é um monumento simples e maciço em pedra de Euville , medindo 8 metros de altura e 14.10 metros de largura. 
Esse magnifico monumento provocou um escândalo na época devido a nudez dos personagens. Foi construído em dois lances com escadarias de ambos os lados, tendo dessa forma uma parte superior e outra inferior.


 Na parte superior do lado esquerdo de quem olha o monumento, vemos a escultura de várias pessoas ao lado do portal aguardando a sua vez para entrar. Seguindo uma linha, vemos uma mulher sentada com os cabelos soltos, a cabeça entre as mãos fechadas sobre o seu ombro nu, o seu bebê sem vida; atras dela, uma jovem repousa contra a parede, precedida por um homem agachado tremendo de ansiedade. Logo atrás dele uma mulher nua de joelhos com os seus dois braços cruzados violentamente tentando não ver a porta escura que se aproxima, seu companheiro com as mãos em seu ombro lhe dá um beijo. Inclinando-se uns sobre os outros, os ultimo da fila, com os rostos escondidos por seu braços e mãos juntas em súplicas aguardando e lamentando a morte inexorável.

Ainda na parte superior, agora do lado direito , outra fila se forma, onde o primeiro da fila, um homem desesperado, agarrando com as mãos o beiral do portal que ele terá que cruzar; logo atrás , uma mulher de joelhos, com o corpo flexionado e prostrada com o rosto contra o chão em lamento.
Uma mulher de joelhos e as mãos cruzadas sobre o peito com uma expressão muda, tendo uma criança muito magra ao seu lado. Logo atrás uma mulher com os longos cabelos soltos no peso de sua angustia, apoiada pelos braços fraternos de um amigo. Por último, uma mulher  com um dos joelhos flexionado encostado no solo, com a cabeça voltada para trás, com os dedos na boca envia um beijo fervoroso para o passado querido, deixando um adeus à vida.

Cada figura desse cenáculo carrega consigo uma mortalha sobre o corpo, cobrindo as suas ondulações corporais, esquecendo a resignação, tristeza e beleza das suas ações, demonstrando nos olhos o sentimento de uma pobre alma humana diante do mistério trágico da morte.

Um casal passou pelo portal, roçando a parede em ambos os lados do estreito corredor, vão mergulhando na sobra envolvente. O homem é representado ter passado primeiro e sua companheira num gesto de encantador abandono, inclina a sua mão sobre o seu ombro, criando um clima de confiança, poderíamos dizer, quase alegre, por estarem agora unidos com o homem que ela amava em vida, para finalmente atravessarem o limiar da morte.

Na parte inferior do monumento, dentro de um nicho com uma abóboda baixa, um homem e uma mulher estão deitados lado a lado, com as suas quatro mãos cruzadas e o seus rostos próximos um do outro, tendo sobre os seus corpos, uma criança estendida

Autor: Bartholomme, Paul Albert (1848-1928)-Vêr o seu túmulo no ítem 68.
 Local: Cimitière du Perè-Lachaise, Paris, França
Divisão: 4
Crédito fotos: Wikipidea, Regis_photo DF
historiador da arte André Michel descreveu o modelo de gesso apresentado no 1895

Descrição Tumular: Helio Rubiales

Nenhum comentário: