“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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20 de nov de 2015

ASSIS VALENTE - Arte Tumular - 1016 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil







ARTE TUMULAR 

Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil
           Quadra 19 - Tumulo 507



ARTE TUMULAR



PERSONAGEM
José de Assis Valente (Santo Amaro, 19 de março de 1911 – Rio de Janeiro, 6 de março de 1958) foi um compositor brasileiro, levado ao suicídio por dívidas. É conhecido por compor diversos sucessos para Carmen Miranda, além da canção "Brasil Pandeiro", que foi recusada por ela, mas tornou-se um imenso sucesso com os Anjos do Inferno e principalmente os Novos Baianos.
Morreu aos 46 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era filho de José de Assis Valente e D. Maria Esteves Valente. Segundo relatava, tinha sido roubado aos pais, ainda pequeno, sendo depois entregue a uma família santoamarense, que lhe deu educação, ao tempo em que o iniciou no trabalho, algo extenuante. Já aos dez anos de idade revelava-se admirador de grandes poetas, como Castro Alves e Guerra Junqueiro, cujos versos declamava, encantando aos que ouviam. Por essa idade segue com um circo mambembe, até que finalmente radicou-se em Salvador, onde fez-se aluno do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, aprendendo também a confeccionar dentaduras.

 Em 1927 muda para o Rio, onde se emprega como protético e consegue publicar alguns desenhos. Na década de 1930 compõe seus primeiros sambas, bastante incentivado por Heitor dos Prazeres. Muitas de suas composições alcançam o sucesso, nas vozes de grandes intérpretes da época, como Carmen Miranda, Orlando Silva, Carlos Galhardo e muitos outros. Sua admiração por Carmen fê-lo até procurar aprender a tocar, pensando que o professor fosse pai adotivo da cantora — o que não procedia. A paixão não impediu que para ela compusesse várias canções, sempre presentes em seus discos.

TENTATIVAS DE SUICÍDIO
Graças a uma dívida cobrada por Elvira Pagã, que lhe cantara alguns sucessos, junto com a irmã, tenta o suicídio pela primeira vez, cortando os pulsos. Casou-se, em 23 de dezembro de 1939, com Nadyli da Silva Santos. Em 1941 (13 de maio) havia tentado o suicídio mais uma vez, saltando do Corcovado — tentativa frustrada por haver a queda sido amortecida pelas árvores. Em 1942 nasce sua única filha, Nara Nadyli, e separa-se da esposa.

SUICÍDIO
Desesperado com as dívidas, Assis Valente vai ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir dinheiro. Ali só consegue um calmante. Telefona aos empregados, instruindo-os no caso de sua morte, e depois para dois amigos, comunicando sua decisão. Sentando-se num banco de rua, ingere formicida, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que lho pagasse dois alugueres em atraso. Morria às seis horas da tarde. No bilhete, o último "verso":

 "Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo." 

O compositor, foi encontrado por um homem que passava pelo local, deitado, morto num banco de uma praça pública, conhecido como a "Praça do Russel", na Glória.

COMPOSIÇÃO E POESIA
Seu trabalho foi um dos mais profícuos da música, constando que chegava a compor quase uma canção por dia — muitas delas vendidas a baixos preços para outros, que então figuravam como autores. Seu primeiro sucesso, ainda de 1932, foi "Tem Francesa no Morro", cantando por Aracy Cortes. Foi autor, também, de peças para o Teatro de revista, como Rei Momo na Guerra, de 1943, em parceria com Freire Júnior.

REDESCOBERTO NA DÉCADA DE 60
Após sua morte, foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 1960, nas vozes de grandes intérpretes da MPB, como Chico Buarque, Maria Bethânia, Novos Baianos, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, etc.

EXCERTOS DE SUAS COMPOSIÇÕES
Suas canções foram muitas vezes regravadas, mesmo depois de sua morte, atingindo sucessivas gerações, no Brasil. Suas composições trazem um conteúdo poético, que buscam emocionar, algumas com um teor mais reflexivo. Alguns exemplos:

"Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
 Ou então felicidade
 É brinquedo que não tem"
(de: "Boas Festas")

Vídeo: SenhorDaVoz

"Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor
Eu fui à Penha e pedi à padroeira para me ajudar
Salve o Morro do Vintém, pendura a saia que eu quero ver
Eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar"
(de: "Brasil Pandeiro").

Vídeo: Moacir Silveira


MUSICOGRAFIA
Sua farta produção foi capaz de popularizar expressões, que eram faladas no Brasil todo, como "Deixa estar, jacaré" – ou durante todos os anos voltar a ser tocadas, como "Cai, Cai, Balão e Papai Noel"
Vídeo : SenhoraVoz

LISTA DE COMPOSIÇÕES
Acesse o link abaixo:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_das_composi%C3%A7%C3%B5es_de_Assis_Valente

Fonte:pt.wikipedia.org.
Formatação: Helio Rubiales

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