“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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9 de set de 2012

FLÁVIO CAVALCANTI - Arte tumular - 807 - Cemitério de Petrópolis, Rio de Janeiro , Brasil






ARTE TUMULAR 
Tampo retangular em mármore escuro com uma cruz latina esculpida no terço superior, encerra a sepultura de Flávio Cavalcanti. Uma placa de bronze com o seu nome e datas sobreposto na superfície. 
Local: Cemitério de Petrópolis, Rio de Janeiro 
Foto: Emanuel Messias 
Pesquisa: Guilherme Primo 
Descrição tumular:Helio Rubiales


PERSONAGEM 
Flávio Antônio Barbosa Nogueira Cavalcanti (Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1923 — São Paulo, 26 de maio de 1986) foi um jornalista, apresentador de rádio e televisão e compositor brasileiro. 
Morreu aos 63 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA 
Seu nome é Flávio Antônio Barbosa Nogueira Cavalcanti. Ele nasceu no Rio de Janeiro a 15 de janeiro de 1923.

Começou, aos 22 anos, a trabalhar no Banco do Brasil. Mas os mesmo tempo, estreou como repórter no jornal carioca “A Manhã”. Posteriormente foi funcionário da Alfândega do Rio de Janeiro, onde ficou até 1964. Seu pendor maior era pelo jornalismo e fez entrevistas memoráveis com o político fluminense Tenório Cavalcanti, o “Homem da Capa Preta”.

Esteve ainda nos Estados Unidos e entrevistou o presidente Kennedy, na casa Branca. Entrou para a televisão e tinha estilo tão marcante que registrou época, pois entre outras coisas criou o primeiro júri da televisão brasileira.

Começou também a compor e influenciou muito nas tendências musicais. Artistas, que se tornaram consagrados, começaram com Flávio Cavalcanti. Seu estilo era contundente. Letras medíocres, músicas iam para o lixo. Literalmente. Ele quebrava discos e jogava fora. Criou gestos marcantes, como a mão direita estendida para o alto, ao pedir o intervalo. O “tira bota” dos óculos também foi marcante. Seu primeiro programa foi “Discos Impossíveis”. Na Rádio TUPI. Em 1951 compôs “Mancha de Baton”, que foi gravada pelo conjunto: “Os Cariocas”. Em 1952, na Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro, seu programa fazia sucesso.


Dolores Duran gravou sua música “Manias”. Essa música, além de outras, Flávio fez em parceria com o irmão Celso. Em 1955, com Jacinto de Thormes, estreou o programa: “Nós os Gatos”. Em 1957, na TV TUPI, estreou seu programa definitivo: “Um Instante Maestro”.

Em 1965 lançou na TV Excelsior o Júri, que muito marcou. Em 1966 reeditou o mesmo programa e lançou mais dois: “A Grande Chance” e “Sua Majestade é a Lei”. Em 1968 realizou o programa: “ A Grande Chance” em Portugal. Em 1970 lançou: “Programa Flávio Cavalcanti” na TV TUPI do Rio. Seu programa foi suspenso pela censura militar. Em 1976 reeditou “Um Instante, Maestro”, na TVS do Rio. Em 1977 esteve na Rádio Mulher em São Paulo, com um programa diário. Em 1978 novamente fez : “Programa Flávio Cavalcanti” na TV TUPI carioca. Em 1982 foi para a TV Bandeirantes de São Paulo, fazendo o programa “Boa Noite, Brasil”. Em 1983, no S.B.T de São Paulo fez o “Programa Flávio Cavalcanti”. Por seus programas passaram nomes consagrados, como: Oswaldo Sargentelli, Marisa Urban, Erlon Chaves, Márcia de Windsor, entre outros. Inteligente, brilhante, inquieto, como bem mostra sua biografia, o carioca Flávio Cavalcanti, porém, teve uma vida familiar tranqüila. Casou se com dona Belinha e teve três filhos, sendo o filho que levava seu nome, um executivo de telecomunicações.
 MORTE 
 Flávio Cavalcanti faleceu de enfarte, aos 16 de maio de 1986, após apresentar o programa “Flávio Cavalcanti”, em São Paulo. Nome inesquecível na memória de todo o Brasil ele é. 
 Fonte:netsaber.com.br 
Formatação:Helio Rubiales

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