“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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25 de jul de 2012

ARMANDO ALVARES PENTEADO - Arte Tumular - 800 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil








ARTE TUMULAR 
Magnifico complexo tumular em forma de capela feita com mármore importado da França, com a particularidade de ser muito rico em mica, por isso torna-se brilhante, destacando a beleza das nuancias negras e marrom claro. O monumento é sustentado por 8 pilares apresentando a cor marron e negra, dando uma certa transparência ao local. No terço médio superior uma viga intercepta os pilares em todos os lados. Logo acima, pilares menores representam janelas, que suportam a cobertura. Pela saliência de dois pilares paralelos na parte frontal da coberta representa a chaminé de uma lareira. Deste modo, o túmulo possui o mesmo aspécto que lembra a casa onde ele viveu. No centro, dentro do mausoléu, uma base tumular retangular com cerca de 80 cm. de altura, representando um esquife, suportando com um grande vaso de bronze vazio, que significa acolhimento e a separação do corpo da alma. 
Local: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil,  Rua 37, Terreno 10A
Fotos: erbras75 (flickr.com.photo/sall)
Descrição tumular: Helio Rubiales

 PERSONAGEM
Armando Álvares Penteado (Santa Cruz das Palmeiras, 31 de outubro de 1884 — São Paulo, 27 de janeiro de 1947) foi um grande cafeicultor e empresário brasileiro. Deu parte de sua fortuna para a formação da fundação que leva o seu nome.
Morreu aos 63 anos de idade
BIOGRAFIA
Conde por outorga papal, Antônio Álvares Penteado era um empreendedor inquieto, vanguardista para o século XIX. Um dos primeiros fazendeiros a substituir a mão-de-obra escrava por colonos europeus, Penteado também foi o primeiro a adotar máquinas agrícolas em sua propriedade e, ao perceber as mudanças econômicas na cena mundial, a montar uma indústria têxtil. Além de bem sucedidos no campo econômico, os Álvares Penteado também eram investidores no âmbito cultural. Construído pelo Conde, o Teatro Santana, na rua Boa Vista, tornouse referência obrigatória da música e das artes cênicas no período anterior à construção do Teatro Municipal. Penteado também ergueu um teatro na sua fábrica, onde levava espetáculos para seus operários. Baseado na premissa de que a hora do ensino profissionalizante era chegada, criou a Escola de Comércio Álvares Penteado, até hoje no Largo São Francisco.
GOSTO PELA ARTE
Armando Álvares Penteado conjugava ao espírito empreendedor um inequívoco gosto e vocação para as artes. Pintava, desenhava, esculpia, pesquisava fonografia e dedicava-se à arquitetura, cursada em São Paulo na Escola Politécnica. Com a morte do Conde em 1912, Armando trata de consolidar o patrimônio imobiliário e divide-se entre São Paulo e Paris, onde levada uma vida de contato com artistas, estúdios, exposições, livrarias. Enquanto isso, Silvio, seu irmão geria os negócios da família.
DOAÇÕES
Os Álvares Penteado moravam, no início do século XX, na mais bela casa de Higienópolis, a legendária Vila Penteado. Um dos últimos remanescentes do estilo art nouveau, tão caro à elite paulista ligada ao café e aos pioneiros da industrialização, a Vila Penteado, foi doada por Armando Álvares Penteado para a Universidade de São Paulo. A partir de então, a Vila passa a abrigar as instalações da FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Sem herdeiros, cresceu nele a idéia de direcionar seus bens para a realização dessa meta. Assim surgiu a idéia de uma fundação, que abrigaria uma "Eschola de Bellas Artes". Nela deveriam ser administrados cursos de Pintura, Escultura, Decoração e Arquitetura. Seu edifício deveria, inclusive, abrigar uma Pinacoteca. Armando faleceu em 1947 e a realidade tratou de complicar mas também de engrandecer os sonhos deste mecebas e amante das artes.
MORTE
Faleceu prematuramente em 1947.
Fonte: Fragmentos na internet
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

Locaslização

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