“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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7 de fev de 2012

TIBÉRIO CESAR ' IMPERADOR - Arte Tumular - 712 - Mausoleum of Augustus, Rome, Lazio Region, Italy






Precedido por
César Augusto
Imperador romano
14 — 37
Sucedido por
Calígula




MAUSOLÉU DE AUGUSTUS
O Mausoléu de Augusto, foi concebido pelo Imperador Augusto antes da batalha de Actium, em 28 aC no Campus Martius em Roma. O enorme túmulo mede 89 metros de diâmetro, e consiste em cinco círculos concêntricos de terra e tijolos, coberto por um telhado cônico. A planta abaixo fornece mais detalhes. A altura do edifício é desconhecido, com estimativas que variam a partir de 45-65 metros.
Uma estátua de bronze do imperador foi colocada no topo do monumento. O Mausoléu de Augusto foi construído de blocos de tufo e concreto, reforçada por blocos de travertino. Placas de bronze gravadas narrando os seus feitos, conquistas, decretos e honrarias, adornavam cada lado da porta de entrada. A área foi aberta ao público, decorada com grandes jardins e árvores de louro, que representaria Apolo, Júlio Cesar e a vitória. Obeliscos de granito rosa ladeavam a entrada arqueada do mausoléu. Acredita-se que a construção foi baseada nos túmulos dos príncipes de Troia, no grande mausoléu do rei Mausolo de Helicarnassus e também no tumulo de Alexandre o Grande.
O mausoléu foi usado por muitos dos imperadores, seus parentes e seus amigos, e o último imperador ali sepultado foi Nerva em 98 AD.
O mausoléu ainda está aberto aos turistas, localizado na Piazza Augusto Imperatore, embora os estragos do tempo e descuido viraram ruínas.
CREMAÇÃO
Depois da cremação em uma pira do corpo de Tibério, suas cinzas foram depositadas no mausoléu.
(Mais detalhes em fotos, acesse o tópico "Cesar Augusto")
Local: Mausoleum of Augustus, Rome, Lazio Region, Italy
GPS (lat/lon): 41.90611, 12.47639
Fotos: wikipedia.commons
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Tibério Cláudio Nero César (em latim Tiberius Claudius Nero Cæsar; 16 de novembro de 42 a.C. – 16 de março de 37 d.C.), foi imperador romano 18 de setembro de 14 até a sua morte, a 16 de março de 37.
Morreu aos 77 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era filho de Tibério Cláudio Nero e Lívia Drusilla. Foi o segundo imperador de Roma pertencente à dinastia Júlio-Claudiana, sucedendo ao padrasto César Augusto.
A sua família aparentou-se com a família imperial quando a sua mãe, com dezenove anos e grávida, se divorciou do seu pai e contraiu matrimônio com Octávio Augusto (38 a.C.). Mais tarde, ele casou-se com a filha de Augusto, Júlia a Maior. Foi adotado formalmente por Augusto a 26 de junho de 4 d.C., passando a fazer parte da gens Julia. Após a adoção, foram-lhe concedidos poderes tribunícios por dez anos.
Ao longo da sua vida, Tibério viu desaparecer progressivamente todos os seus possíveis rivais na sucessão graças a uma série de oportunas mortes. Os descendentes de Augusto e Tibério continuariam a governar o Império durante os próximos quarenta anos, até a morte de Nero.
Como tribuno, reorganizou o exército, reformando a lei militar e criando novas legiões. O tempo de serviço passou para os vinte anos (16 anos para um pretoriano ou guarda imperial). Após cumprir o tempo de serviço, os soldados recebiam um pagamento, cujo valor provinha de um imposto de cinco porcento sobre as heranças.
Porém, posteriormente, inimistou-se com o imperador Augusto, e viu-se obrigado a exilar-se em Rodes. Contudo, após a morte dos netos maiores de Augusto e previsíveis herdeiros do Império, Caio César e Lúcio Júlio César, ambos desterrados por traição do seu neto menor, Agripa Póstumo, Tibério foi chamado pelo imperador e nomeado sucessor.
Em 13 d.C., os poderes de Augusto e de Tibério foram prorrogados por dez anos. Contudo, Augusto faleceu pouco depois (19 de agosto de 14 d.C.), ficando Tibério como único herdeiro. Tibério sucedeu a Augusto em 19 de agosto de "767 ab urbe condita", correspondente ao ano 14 d.C.. Após a sua entronização, todos os poderes foram transferidos para Tibério.
Tibério converteu-se num dos maiores generais de Roma. Nas suas campanhas na Panônia, Ilíria, Récia e Germânia, Tibério assentou as bases daquilo que posteriormente se tornaria a fronteira norte do Império. Contudo, Tibério chegou a ser recordado como um obscuro, recluído e sombrio governante, que realmente nunca quis ser imperador; Plínio, o Velho chamou-o de "tristissimus hominum" ("o mais triste dos homens").[3] Após a morte de seu filho, Júlio César Druso em 23, a qualidade do seu governo declinou e o seu reinado terminou em terror. Em 26 d.C., Tibério auto-exilou-se de Roma e deixou a administração nas mãos dos seus dois prefeitos pretorianos Lúcio Élio Sejano e Quinto Névio Cordo Sutório Macro. Tibério adotou o seu sobrinho-neto Calígula para que o sucedesse no trono imperial.
MORTE
Tibério faleceu em Miseno a 16 de março de 37 d.C. aos 77 anos. Segundo Tácito, a morte do imperador foi recebida com entusiasmo entre o povo romano, somente para silenciar-se repentinamente quando teve notícias da sua recuperação e voltar a regozijar-se quando Calígula e Macro o assassinaram. Contudo, os escritos de Tácito são provavelmente apócrifos pois não são confirmados por nenhum outro historiador antigo. O relato de Tácito pode indicar o sentimento predominante no senado para com Tibério no momento da sua morte. No testamento de Tibério, o finado imperador delegava a Calígula e a Tibério Gemelo o reinado conjunto. A primeira coisa que Calígula fez foi assumir os poderes de Tibério e assassinar Tibério Gemelo.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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