“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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10 de ago de 2011

JAMES PARKINSON - Arte Tumular - 531 - St Leonard Churchyard,Shoreditch, Greater London, England



ARTE TUMULAR
Placa em mármore com o seu nome, datas e feitos na parede da Igreja.

Local: St Leonard Churchyard,Shoreditch, Greater London, England
Fotos: Scott Michaels e Kieran Smith
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
James Parkinson (11 de abril de 1755 - 21 de Dezembro 1824) foi um Inglês cirurgião boticário , geólogo , paleontólogo e ativista político . Ele é mais famoso por seu trabalho de 1817, Um Ensaio sobre a Paralisia Shaking no qual ele foi o primeiro a descrever "paralisia agitante", uma condição que mais tarde seria renomeado a doença de Parkinson por Jean-Martin Charcot .
Morreu aos 69 anos de idade.
BIOGRAFIA
O médico inglês James Parkinson nasceu em Londres, em 11 de abril de 1755. Seu pai também fora médico, influenciando de maneira bastante significativa a escolha do filho primogênito pela medicina.
Antes de ser médico, James Parkinson era um humanista, dotado de grande espírito crítico e sentido de observação da natureza. Não é sem motivo que foi ele o fundador da Sociedade de Geologia de Londres (Geological Society of London), refletindo seus interesses pela natureza e pela paleontologia. Para se ter uma idéia, muito antes da publicação de seus achados sobre a doença que levaria o seu nome, Parkinson publicou um verdadeiro tratado sobre paleontologia (Organic Remains of a Former World.).

Devemos lembrar que Parkinson viveu em pleno movimento iluminista, que se preocupava com o estudo da sociedade e da natureza. Em relação à sociedade, Parkinson brigou por maior representatividade política da população e pelo voto universal, integrando sociedades políticas secretas (London Corresponding Society for Reform of Parliamentary Representation).
Esse homem, dotado então de múltiplas ocupações e espírito inquieto, em 1817, aos 62 anos de idade, publicou o ensaio (Essay on Shaking Palsy) que descreveu de maneira bastante precisa e quase irretocável a doença que hoje leva o seu nome. Foram descritos os casos de seis pacientes, todos do sexo masculino, com idades entre 50 e 72 anos. Somente um desses pacientes não foi examinado pelo próprio James Parkinson, sendo observado à distância. Curioso como a extraordinária capacidade de observação aqui mais uma vez se refletiria. Dois dos pacientes descritos foram encontrados “casualmente” na rua. Parkinson citou a presença de tremor involuntário, o arqueamento do tronco para frente e a alteração da marcha, entre outras características.
Mas foi somente por volta de 1875 que o brilhante neurologista francês Jean Martin Charcot (considerado o “pai da neurologia”) sugeriu o nome de “doença de Parkinson”, reconhecendo o mérito daquele que tão bem havia descrito a doença. Charcot também contribui de maneira memorável para melhor definição e conhecimento da doença.
MORTE
James Parkinson faleceu em 21 de dezembro de 1824, aos 69 anos de idade. Deixou o seu exemplo de homem dotado de conhecimento enciclopédico mas nem por isso distante dos pacientes ou de seu povo.
Fonte: parkinson.med.br
Formatação: Helio Rubiales

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