“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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16 de ago de 2011

FRANÇOIS CÉVERT - Arte Tumular - 547 - Cemitério de Vaudelnay Maine-et-Loire Pays de la Loire Região, França







Efigie na parede

ARTE TUMULAR
Encostado ao muro do cemitério uma grande base tumular em granito negro polido, em linhas reta próxima ao solo encerra o túmulo de Cévert. Na base inferior o seu nome e datas estão gravados com destaque em dourado. No muro a sua efigie em bronze de formato circular .
Local: Cemitério de Vaudelnay Maine-et-Loire Pays de la Loire Região, França
Foto: José L.Barnabe Tronchoni e Marcelo Álvares
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Albert François Cévert (Paris, 25 de Fevereiro de 1944 - Watkins Glen, 6 de Outubro de 1973) foi um piloto francês de Fórmula 1.
Morreu durante os treinos para o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1973, em Watkins Glen. Era então piloto da Tyrrel Ford, parceiro de Jack Stewart, campeão mundial de Fórmula 1. Na temporada de 1973, ficou seis vezes em segundo lugar, ajudando Jack a conseguir o campeonato.
Morreu aos 29 anos de idade.

BIOGRAFIA
Albert François Cevert Goldenberg nasceu a 25 de Fevereiro de 1944, em Paris. Filho de Charles Goldenberg, um joalheiro judeu de origem russa que tinha fugido dos “pogroms” do inicio do século, e de Huguétte Cevért, ele e as suas irmãs mais velhas tinham ficado com o apelido da sua mãe para não serem detetados pelos nazis, já que o seu pai, para além de ser judeu, era membro da Resistência. Alguns anos mais tarde, o pai tenta rebatizá-los de Goldenberg, mas os filhos opõem-se. No inicio dos anos 60, uma das suas irmãs, Jacqueline, conhece um tal Jean-Pierre Beltoise, com quem veio a casar.

Já no meio automobilístico, estabelece uma sólida relação de amizade com Jackie Stewart, começando a se formar das mais conhecidas duplas da Formula 1 de todos os tempos. Era uma relação de professor-aluno: Stewart era o primeiro piloto, enquanto de Cevért, o aprendiz, era o seu fiel escudeiro. A parceria deu resultados, e enquanto que em 1971, o chassis Tyrrell e Jackie Stewart arrasa a concorrência, Cevert aproveitava. Em Paul Ricard alcança o seu primeiro pódio, quando faz dupla com Stewart na segunda posição. Repete o feito na Alemanha, desta vez com a volta mais rápida no bolso, e fica em terceiro

MORTE
Morreu de forma trágica nos treinos classificatórios do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1973, disputado em Watkins Glen. O carro do piloto escapou da pista, bateu no guard rail do lado direito e ricocheteou em direção ao guard rail do lado esquerdo, virando de rodas para o ar e se arrastando pela "lâmina" de metal por mais de cem metros. François Cevert foi degolado e teve morte instantânea.

Acidente
O primeiro a chegar foi José Carlos Pace, que por coincidência, fazia 29 anos nesse dia. Dizem que quando viu o estrago feito, abandonou o local aos prantos. Logo a seguir, veio o sul-africano Jody Scheckter, no McLaren numero zero, que teve a mesma reação. Depois apareceu Jackie Stewart, que disse isto, anos depois: "Os socorristas nem se deram ao trabalho de tirar os seus kits, porque via-se logo que estava morto". Todos que iam chegando saíam de perto, tamanho foi o estrago. Cevert tinha o corpo lacerado, e a causa da morte teria sido degolação, no momento do impacto com os rails de proteção.
O acidente, ocorrido em uma das épocas mais perigosas da Formula 1, é até hoje considerado um dos mais graves e brutais já ocorridos na categoria.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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