“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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11 de jul de 2010

ALFREDO LE PERA - Arte Tumular - 430 - Cementerio de la Chacarita ,Buenos Aires,Argentina Capital Federal


ARTE TUMULAR
Túmulo em granito negro polido em formato de capela. Na parte frontal uma porta em estilo reta de bronze decorada dá acesso ao mausoléu. Encimando o portal o nome do compositor. Várias placas comemorativas fixadas nas laterais da porta.
Local: Cementerio de la Chacarita ,Buenos Aires,Argentina Capital Federal
          Calle 22 y 33 (20 mts. Policial da Panteón)
Fotos: Sergio Orellana
Descição Tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Alfredo Le Pera Sorrentino (São Paulo, Brasil, 7 de junho de 1900 – Medellín,Colômbia, 24 de junho de 1935), foi um roteirista, poeta, jornalista e compositor nascido no Brasil
Morreu aos 35 anos de idade.
BIOGRAFIA
Seus pais, Alfonso Le Pera e María Sorrentino, eram imigrantes italianos, possivelmente de origem calabresa. Inicialmente viveram em São Paulo, Brasil, no bairro do Bexiga onde ele nasceu. Por volta de1902, mudaram-se para a Argentina, na cidade de Buenos Aires. Viveu no bairro de San Cristóbal . Cursou o Colégio Nacional Mariano Moreno. Fez o curso de bacharelado no Colégio Nacional Bernardino Rivadavia, localizado na calle Chile, entre as ruas Solís e Entre Ríos. Teve como professor o crítico teatral espanhol Vicente Martínez Cuitiño, que o influenciou para a vocação de poeta. Estudou também piano, o que permitiu que tivesse noções básicas de música. Impulsionado, possivelmente obrigado pela família, iniciou os estudos em medicina, porém depois de quatro anos, prevaleceu a sua inclinação para jornalismo, abandonando dessa forma a medicina.
Passou por diferentes meios gráficos enquanto escrevia e estreava sainetes e peças de revista que, segundo os entendidos, deixava muito a desejar.
Dedicou-se também como autor de teatro: sua primeira obra foi a revista “La Sorpresa del Año” (1927), escrita em colaboração com o empresário Humberto Cairo. Em seguida fez “Los modernos mandamientos”, escrita junto com Alberto Ballestero e D. Gainza; “Gran circo político”, com Julio Filiberti Escobar; “Melodías de arrabal”, “¡Qué quieren los brasileños!”, “Piernas locas”, “Rojas bocas”, “La vida se va en canciones”, “Está abierta la heladera”, “Ya están secando con Broadway” y “La plata de Bebé Torre”, em colaboração com Pablo Suero y Manuel Sofovich e com a atuação de Pepe Arias; “Opera en jazz”, “Piernas de seda” y “Un directo al corazón”, realizadas em equipe com Antonio De Bassi, Antonio Botta y Carlos E. Osorio. Na sua posição como chefe da seção “Teatros” de El Telégrafo, estabeleceu um bom relacionamento com importantes homens do espetáculo teatral, como Augusto Álvarez, empresário do teatro Porteño e logo del Broadway.
Em 1928, depois de uma missão jornalística nos Estados Unidos e na Europa, vinculou-se à empresa Artistas Unidos, para cujos filmes escrevia legendas. Nesta época fez uma viagem ao Chile, como autor da companhia de revistas encabeçada por Enrique Santos Discépolo e Tania. Nessa época, assinou junto com Discépolo o tango “Carrillón de La Merced” que, interpretado triunfalmente por Tania, salvou uma temporada que ameaçava desmoronar.
Profissionalmente realizou várias viagens a Paris. Numa ocasião ao voltar a Buenos Aires começou a trabalhar na tradução e confecção de títulos para filmes, trabalhando junto com Leopoldo Torres Ríos, que mais tarde seria um relevante diretor do cinema argentino.
No final de 1931, o seu oficio de tradutor de filmes promoveu uma nova viagem a Paris, onde ingressou na companhia cinematográfica United Artist, para traduzir ao espanhol as legendas
Impressas nos filmes mudo. Nessa época conheceu figuras distintas do cinema e redatou notas para Noticias Gráficas, em que assimilou o impacto que produziram dois destacados diretores, o francês René Clair e o inglês Alfred Hitchcock.
É provável que Gardel e Le Pera tenham se conhecido em Buenos Aires, mas sem dúvida, sua amizade nasceu em Paris, em 1932, durante a terceira estada do zorzal naquela metrópole, num encontro promovido pela Paramount.
Quando Carlos Gardel foi na França, filmar para a empresa Paramount em Joinville, viu-se na necessidade de reunir um núcleo de colaboradores, com a desvantagem de que já não se encontravam em Paris o experiente Manuel Romero, nem os artistas argentinos agrupados na companhia de revistas do teatro Sarmiento de Buenos Aires. Gardel então procurou o seu amigo Edmundo Guibourg, porém este indicou-lhe o nome do poeta Alfredo Le Pera.
Le Pera, freqüentador de sets, converteu-se em libretista do astro, revelando um formidável talento.
Le Pera converteu o Morocho del Abasto em uma mescla rara de malandro, playboy e cavaleiro andante de nobilíssimos sentimentos. Nos filmes de Le Pera, Gardel representa a si mesmo tal qual era na vida cotidiana, “esperto e meigo ao mesmo tempo, malandro e cavalheiro, arrebatado e honesto”, conforme descrição de José Gobello.
As letras das canções que Le Pera compôs para Gardel parecem feitas sob medida para o personagem. Gobello explica que mesmo sem os altos vôos de Manzi, nem a profundidade de Discépolo, nem a portenhidade de Romero, nem a vivência de Celedonio, é indiscutivel seu acerto com algumas frases proverbiais: “veinte años no es nada”, “siempre se vuelve al primer amor”, “la verguenza de haber sido y el dolor de ya no ser”.
Junto com Gardel, escreveu um bom numero de temas, entre os quais: El día que me quieras", "Cuesta abajo", "Soledad" y "Sus ojos se cerraron. Se transformaria no escritor dos filmes de Gardel, tanto na França como n os Estados Unidos.
MORTE
No dia 24 de junio de 1935, Alfredo Le Pera integrava a comitiva de Carlos Gardel numa turnê pela Colômbia e morreram juntos no acidente do aeroporto Enrique Olaya Herrera na cidade de Medellín
www.taringa.net
cifrantiga3.blogspot.com
todotango.com.ar
en.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

Um comentário:

Dymaima disse...

Eu adoro viajar pelo mundo e o ano passado estive na Argentina, e encontrei apartamentos mobiliados Buenos Aires muito econômicos e confortáveis!
Perto de meu aluguel estava o Cemitério da Recoleta e haviam visitas guiadas grátis.