“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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1 de jun de 2010

VLADIMIR HOROWITZ - Arte Tumular - 422 - Cimitero Monumentale, Milan, Região da Lombardia, Itália


Vladimir Horowitz
Mausoléu
Cripta
ARTE TUMULAR
Mausoléu em forma de capela em mármore ricamente decorada. Na parte frontal esculpido em relevo, anjos, um de cada lado curavado sobre a pilastra que forma o portal, representando a dor e reverência ao maestro, no caso Toscanini. Nas partes laterais ,decoradas com alegorias em relevo de anjos e uma placa com as inscrições do morto. A porta de entrada do mausoléu é de bronze decorado com vidros. Sobre o portal , também em bronze destaca o nome da família Toscanini. No interior em uma cripta de mármore repousa o corpo do pianista ao lado da sua esposa.
LOCAL: Cimitero Monumentale, Milan, Região da Lombardia, Itália
Na cripta do seu sogro, Arturo Toscanini
Fotos Mike Reed, Berendse Fred e Fid a Grave
Descrição Tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Vladimir Samoylovych Horowitz (Ucraniano Володимир Самійлович Горовиць, Russo: Владимир Самойлович Горовиц, Kiev, 1 de outubro de 1903 – 5 de novembro de 1989) foi um pianista clássico virtuoso.
Morreu aos 86 anos de idade.
PERFORMACES
É considerado como um dos mais brilhantes pianistas de todos os tempos, devido à sua excepcional técnica aliada às suas performaces contagiantes. Destaca-se pelo seu toucher sem igual, pelo controle dinâmico excepcional e pela sua mecânica única. As suas interpretações mais conhecidas e tidas como inigualáveis se referem às obras que variam do barroco Domenico Scarlatti, passando pelos românticos Chopin, Schumann, Liszt e chegando ao moderno Prokofiev. É considerado por muitos o indiscutível mestre em Scriabin e Rachmaninoff. No entanto, alguns críticos apontam que o seu estilo (chamado de horowitziano), por vezes, valoriza por demais a técnica em detrimento da profundidade, e que costuma fugir, com freqüência, às intenções do compositor.
BIOGRAFIA
Horowitz diz que nasceu em Kiev, Ucrânia (o qual fazia parte da antiga União Soviética), mas algumas fontes indicam que ele nasceu em Berdichev (Ucrânia). Sua prima Natasha Saitzoff, em uma entrevista cedida em 1991, confirma que Horowitz nasceu em Kiev; no entanto, a esposa de Horowitz, Wanda Toscanini diz que o nascimento em Berdichev é possível.
Ele nasceu em 1903, mas para evitar o serviço militar e assim evitar lesionar suas mãos, seu pai declarava que seu filho nascera em 1904 (este fictício ano de nascimento ainda é encontrado em algumas fontes de referência, mas de fato Horowitz nasceu em 1903, como ele mesmo depois declarou).
Horowitz teve aulas de piano precocemente, inicialmente dadas por sua mãe, a qual era uma grande pianista. Em 1912 ele ingressou no Conservatório de Kiev, onde teve aulas com Vladimir Puchalsky, Sergei Tarnowsky, e Felix Blumenfeld. Ele deixou o conservatório em 1919 e tocou o Concerto para piano No. 3 de Rachmaninoff na sua colação de grau (fontes divergem sobre a data e veracidade). Seu primeiro recital solo aconteceu em 1920.
Seu talento se destacou e foi reconhecido rapidamente, e então começou a fazer apresentações pela Rússia, onde freqüentemente era pago com pão, manteiga e chocolate ao invés de dinheiro, devido à miséria econômica vivida no país. Durante o período de 1922 a 1923, ele fez apresentações de 23 concertos de onze diferentes repertórios em Leningrado. Em 1926, Horowitz fez sua primeira aparição fora de seu país, em Berlim, Alemanha. Depois, ele tocou em Paris, Londres e, por fim, em Nova York, Estados Unidos.
Horowitz tornou-se um cidadão americano em 1944.
CARREIRA NOS ESTADOS UNIDOS
Em 1932, Horowitz tocou pela primeira vez com o regente Arturo Toscanini em uma apresentação do Concerto para piano No. 5 de Beethoven. Os dois se apresentaram muitas vezes juntos posteriormente, tanto em apresentações como em gravações. Em 1933, Horowitz casou-se com Wanda Toscanini, filha do regente Toscanini. Suas religiões diferentes não foi problema (Wanda era católica, enquanto Horowitz era judeu), pois nenhum deles era devoto. Como Wanda não conhecida nada de russo e Horowitz conhecia muito pouco de italiano, sua linguagem de comunicação escolhida foi o francês. Eles tiveram uma filha, Sonia Toscanini Horowitz (1934-1975).
Apesar dos seus recitais serem aclamados pelo público, Horowitz passou a ficar inseguro de sua habilidade como pianista. Diversas vezes ele se afastou de performaces públicas (1936-1938, 1953-1965, 1969-1974, 1983-1985), e dizem que diversas vezes Horowitz teve que ser empurrado para entrar no palco. Depois de 1965, ele raramente fazia apresentações solo de recitais.
Horowitz fez várias gravações, começando em 1928 na sua chegada aos Estados Unidos. Sua primeira gravação nos EUA foi feita pela RCA Victor. Por causa do impacto econômico da Grande Depressão, RCA Victor concordou em permitir que Horowitz gravasse para a HMV em Londres, lugar onde foi escolhido para que seu trabalho fosse divulgado.
A primeira gravação européia de Horowitz aconteceu em 1930, e a obra escolhida foi de Rachmaninoff, o Concerto para piano No. 3 com a London Symphony Orchestra, sob regência de Albert Coates. Ao longo do ano de 1936, Horowitz fez inúmeras gravações solo de repertórios para piano para a HMV de Londres, incluindo a lendária Sonata para Piano em Si Menor, de Liszt.
De 1940 a 1959, Horowitz gravou para a RCA Victor. Durante esse período, ele fez sua segunda(a primeira data de 1928) gravação do Concerto para piano No. 1 de Tchaikovsky, sob regência de Toscanini. Em 1953, quando Horowitz tinha acabado de se afastar dos palcos, ele gravou discos lendários em sua casa, incluindo obras de Alexander Scriabin and Muzio Clementi.
Em 1962, Horowitz começou a gravar para a Columbia Records, e estas gravações são extremamente conceituadas. A mais famosa é o seu concerto no Carnegie Hall em 1965 (quando voltou do afastamento), e sua performace em 1968 num programa televisivo, Horowitz na televisão, o qual foi transmitido pela CBS.
Em 1969, Horowitz gravou obra Kreisleriana, de Schumann, gravação que posteriormente ganhou o prêmio Prix Mondial du Disque.
Em 1975, Horowitz voltou para a RCA Victor, e fez uma série de gravações ao vivo até 1982.
Embora fosse casado, existe a possibilidade de que Horowitz fosse homossexual. O próprio Horowitz dava certas evidências com uma frase ambígua: "Existem três tipos de pianistas: os pianistas judeus, os pianistas homossexuais e os maus pianistas".
Por volta de 1950, ele fez tratamentos psicológicos e no começo da década de 60 e novamente em 70, ele se submeteu a terapia de eletrochoque para curar a sua depressão.
OS ÚLTIMOS ANOS
Depois de outro breve isolamento de 1983 a 1985, Horowitz voltou a gravar e ocasionalmente fazer apresentações em concertos. Na época, Horowitz estava tocando piano sob a influência de medicamentos anti-depressivos e os efeitos colaterais variavam desde lapsos de memória até a perda de controle físico. Horowitz gravou para a Deutsche Grammophon a partir de 1985, e fez gravações em estúdio e ao vivo até 1989. Quatro documentários foram feitos nessa época, incluindo um programa televisivo em 20 de abril de 1986. Em várias de suas últimas gravações, Horowitz substituiu a elegância e o uso de cores por um estilo mais agressivo e feroz.
Em 1986, Horowitz retornou à União Soviética para fazer apresentações de concertos em Moscou e Leningrado. Na nova era da comunicação e conhecimento entre URSS e EUA, estes concertos foram vistos como eventos com algum significado político por trás. O concerto de Moscou, que foi televisionado, foi gravado em CD e intitulado de "Horowitz em Moscou", que foi sucesso de vendas por mais de um ano. Sua última viagem foi na Europa, na primavera de 1987; um vídeo gravado de um dos seus últimos recitais em público, "Horowitz em Viena", foi editado em 1991.
A última gravação de Horowitz foi feita quatro dias antes de sua morte, pelo selo Sony Classical.
MORTE
Horowitz morreu em Nova York de ataque cardíaco. Ele foi enterrado na tumba da família Toscanini, no Cimitero Monumentale em Milão, Itália.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales

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