“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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13 de abr de 2010

LECH KACZYNSKI - Arte Tumular - 393-

ACIDENTE


ARTE TUMULAR 
O caixão preto do presidente  foi coberto com um manto com a imagem de uma águia branca, po caixão da Primeira Dama, coberto com a bandeira branca e vermelha (cores da Polônia)




PERSONAGEM
Lech Aleksander Kaczyński (AFI: [ˈlɛx alɛˈksandɛr kaˈtʂɨɲskʲi]; Varsóvia, 18 de junho de 1949 — Smolensk, 10 de abril de 2010) foi um político polonês,presidente de seu país desde 23 de outubro de 2005 até a sua morte, em acidente aéreo, em 10 de abril de 2010.
Morreu aos 60 anos de idade.
BIOGRAFIA
Lech Kaczyński nasceu no bairro de Żoliborz, em Varsóvia, filho de Rajmund e de Jadwiga Kaczyńskie. Seu pai era engenheiro e participou da resistência anti-nazista e da insurreição de Varsóvia, em 1944. A mãe era filóloga da Academia Polonesa de Ciências.
Aos 12 anos, ele e seu irmão gêmeo idêntico, Jarosław, tornaram-se famosos pela participação no filme Os Rapazes que Roubaram a Lua (O dwóch takich, co ukradli księżyc, no original), do realizador Jan Batory, nos papéis dos irmãos Jacek e Placek. O filme, de ampla difusão pelo regime comunista, obteve o grande-prêmio no Festival de Cinema de Gijón, em 1964.
Sempre acompanhado pelo irmão, na década de 1970 tornou-se um ativista, militando no Comitê de Defesa dos Trabalhadores, organização clandestina anticomunista, e nomovimento sindical independente.
Assim como o seu irmão, Lech graduou-se em Direito na Universidade de Varsóvia. Em 1980, obteve seu PhD pela Universidade de Gdańsk. Tornou-se advogado trabalhista e professor na Universidade de Gdańsk e na Universidade Cardeal Stefan Wyszynski, em Varsóvia.
Em agosto de 1980, tornou-se conselheiro do Comitê interfabril de greve, ligado ao movimento Solidariedade (Solidarność), nos estaleiros de Gdańsk. Durante a vigência da lei marcial na Polônia, instituída pelo governo comunista em dezembro de 1981, foi considerado "elemento antissocialista" e preso. Depois de ser libertado, retornou às atividades sindicais e se tornou membro do então clandestino Solidarność.
Quando o Solidarność foi legalizado, no fim dos anos 1980, Lech Kaczyński já era um ativo conselheiro do seu Comitê de Cidadãos e de Lech Wałęsa. De fevereiro a abril de 1989, participou das chamadas negociações polonesas.
A proximidade a Lech Wałęsa valeu-lhe e ao seu irmão lugares destacados no primeiro governo após a queda do regime comunista. Kaczyński foi eleito senador nas eleições legislativas de junho de 1989, e tornou-se vice-presidente do sindicato NSZZ Solidarność. Foi também o principal conselheiro de Lech Wałęsa quando este foi eleito presidente da Polônia, em dezembro de 1990. Wałęsa nomeou Kaczyński chefe da Segurança ligado à chancelaria presidencial, mas demitiu-o em 1992. Os gêmeos Kaczyński se desentenderam com o presidente polonês em virtude de sua oposição à "terapia de choque" aplicada à economia polonesa e sobretudo, por discordâncias a respeito do governo do primeiro-ministro Jan Olszewski.
Após o rompimento com o Solidarność, Lech foi eleito para o parlamento, nas eleições parlamentares de 1991, como membro sem partido, embora tenha sido apoiado pela coligaçãoAliança do Centro Cívico, próxima ao partidoPorozumienie Centrum (Acordo do Centro) liderado, por seu irmão.
Entre fevereiro de 1992 e maio de 1995, Lech Kaczyński foi presidente da Suprema Câmara de Controle (Najwyższa Izba Kontroli, NIK), órgão governamental de auditoria.
Em junho de 2000, durante o governo do primeiro-ministro Jerzy Buzek, exerceu o cargo de ministro da Justiça e Procurador-geral da República, até sua demissão, em julho de 2001. Nessa época, granjeou popularidade por sua luta contra a corrupção e o crime organizado. Exerceu depois as funções de Presidente da Câmara de Varsóvia, onde tomou a polémica decisão de impedir a manifestação de uma organização de defesa dos direitos dos homossexuais.
Em 2001, ele e seu irmão fundaram o Partido da Lei e da Justiça (Prawo i Sprawiedliwość, PiS), que reflecte os ideais dos Kaczyński - conservadores e católicos.
A 23 de outubro de 2005, Lech Kaczyński foi eleito presidente da Polónia com 54% dos votos.
Em junho de 2006, após a demissão do primeiro-ministro Kazimierz Marcinkiewicz, Lech nomeou seu irmão, Jarosław, como primeiro-ministro. Este havia abandonado o cargo para evitar prejudicar a campanha eleitoral de Lech. A administração conjunta dos gêmeos foi direccionada para a eliminação da herança comunista, a protecção dos valores morais e a contenção do liberalismo, bem como a redução do déficit público e do desemprego. As relações com a Rússia deterioraram-se, em parte devido à pouca simpatia dos irmãos Kaczyński por aquele país .
Na União Europeia, sua posição era de reforço do peso político da Polónia. O país estabeleceu 2012 como data limite para aderir à zona do euro, mas é possível que haja um adiamento.
Na mesma data e de acordo com a Constituição polonesa, Bronisław Komorowski, o presidente da Câmara baixa da Polônia, assumiu a chefia interina do Estado até a realização de novas eleições. No fim de março, Komorowski já havia sido escolhido como candidato do seu partido, Plataforma Cívica, para concorrer à sucessão de Lech Kaczynski, nas eleições presidenciais de 2010. Em pronunciamento televisado, o chefe de Estado interino anunciou a convocação de eleições presidenciais antecipadas. O pleito deve ocorrer dois meses após a convocação.
MORTE
Kaczyński faleceu, vítima de acidente aéreo, no dia 10 de abril de 2010, aos sessenta anos. O avião em que viajava, um Tupolev 154, caiu e incendiou-se, ao tocar a pista do aeroporto de Smolensk, no oeste da Rússia. Todos os outros 96 ocupantes do avião também morreram, inclusive a primeira-dama, Maria, o ex-presidente da Polônia no exílio, Rysyard Kacyorowski - figura histórica da luta contra o comunismo no país -,o vice-presidente do parlamento polaco, os chefes dos Serviços Nacionais de Segurança e da Casa Civil do Presidente, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, o vice-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, o presidente do Banco Central, Slawomir Skrzypek, o candidato à presidência, Jerzy Szmajdzinski, bispos da Igreja Católica e pelo menos cinco deputados - todos integrantes da delegação polonesa, de 88 pessoas. Juntamente com o presidente, deveriam participar de uma cerimônia em homenagem às vítimas do massacre de Katyn, ocorrido perto de Smolensk, na primavera de 1940, quando mais de 20 mil poloneses - dos quais oito mil prisioneiros militares, sendo 4 mil oficiais - foram executados por tropas soviéticas, em articulação com a polícia política da URSS (a NKVD). Por muito tempo, as autoridades soviéticas culparam os nazistas pelo massacre. Somente em 1992, durante uma visita de Bóris Ieltsin a Varsóvia, os russos admitiram a responsabilidade direta de Stalin e dos demais membros do Politburo na eliminação da elite polonesa em 1940.  A celebração seria, portanto, de grande importância para a superação de divergências históricas entre Varsóvia e Moscou.
O casal Lech e Maria Kaczynski deixa uma filha, Marta.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales


Todos os mortos no acidente

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