“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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24 de ago de 2009

ROBERT SCHUMANN - Arte Tumular - 265 - Alter Friedhof , Bonn, Germany






ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore branco ricamente decorada. Na parte inferior a base central sobressai, deixando para trás, duas outras bases para pilares, uma de cada lado. Na parte frontal destaca-se gravado em baixo relevo com dourado, uma homenagem de amigos e admiradores. Sobre essa base ergue-se uma escultura de uma figura feminina sentada com a cabeça virada para cima em posição contemplativa da figura em relevo de Schumann; em uma das mãos segura uma guirlanda representando a vitória, e na outra mão partituras musicais representando a sua maestria na música, ladeada por um pilar de cada lado com um anjo de criança. Estão sentados sobre o pilar,enquanto um deles toca um violino o outro lê uma partitura musical como se cantasse. Logo atrás desse conjunto ergue-se a lápide, também em mármore, ricamente decorada com filigranas e com a parte superior curva. No alto sobressai um relevo do perfil do compositor dentro de um circulo, ladeado por um ramo de louro, simbolizando que atingiu destaque nas artes, e do outro lado um ramo de hera simbolizando a jovialidade do morto. Abaixo da esfinge, há uma ave com as asas abertas, simbolizando a intervenção divina e à libertação dos vínculos terrestres.
No piso um tampo em mármore com o nome do compositor e da sua esposa.
LOCAL: Alter Friedhof , Bonn, Germany
Fotos:Werner Faewick, Bárbara Kratzin
Descrição tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Robert Alexander Schumann (8 de Junho de 1810, Zwickau, Alemanha - 29 de Julho de 1856, perto de Bonn, Alemanha) foi um músico e pianista alemão.
Morreu aos 46 anos de idade.
BIOGRAFIA
Robert Schumann nasceu em 8 de junho de 1810 na cidade de Zwickau, Saxônia, Alemanha, filho de um livreiro, August Schumann e Johanna Schumann.
Como o seu pai era bibliotecário, Schumann, pode descobrir com facilidade a obra de Shakespeare, verdadeiro emblema para os jovens que se rebelavam contra a ortodoxia do Classicismo.Lendo também á obra mais atual de Lord Byron e também outros autores como Walter Scott e Jean Paul, escritor que Robert admirava ao ponto de em 1828, empreender uma peregrinação a Bayreuth para visitar o seu túmulo.
Em 1826, o seu pai faleceu, fato que Robert jamais superou por causa do enorme sofrimento da sua perda. Pouco depois viajou até Leipzig, a cidade de Johann Sebastien Bach, a fim de se matricular na faculdade de Direito. Mais tarde em Heidelberg, retomou o estudo das leis, inscrevendo-se na cátedra de Justus Thibaut. Todavia, os verdadeiros ensinamentos deste grande filósofo começariam após o horário escolar, quando este se reunia com o aluno para lhe confessar que,era a música a sua verdadeira paixão. O fato de ter conhecido a pianista Ignaz Moscheles e o fascínio por Nicoló Paganini acabaram por lhe determinar o destino.
Em 1830, em Leipzig passou a dedicar-se exclusivamente à música, com auxílio de seu professor Friedrich Wieck e Heinrich Dorn, mestre de capela da catedral daquela cidade. Enquanto este último lhe ensinou composição e harmonia, o primeiro transmitiu-lhe o amor pelo piano. Porém, em casa de Wieck, Schumann descobriu um outro importante foco de afeto: Clara, consumidora entusiasta de poesia e prometedora do piano. Robert apaixonou-se perdidamente por ela, sendo algumas das suas obras dedicadas a ela. Somente a ativa oposição do velho Wieck conseguiu adiar o casamento até 1840. Tendo o sonho de se tornar um solista,viu se incapacitado devido a seu interesse pela composição, atividade que apreciava bastante. A sua tendência era revolucionária na época, não gostava das -usando suas próprias palavras - áridas escolas do contraponto e da harmonia. Teve na análise das obras de Mozart, Schubert e Beethoven, dentre outros, sua principal influência composicional.
Em conjunto com amigos e intelectuais da época fundou o Neue Zeitschrift für Musik (Nova revista para a música). Um jornal voltado para a música, em 1834. Nos dez anos em que esteve à frente deste, teve uma rica produção artística.
Por volta de 1835, apaixona-se por Clara de Wieck, filha de seu instrutor, que depois seria conhecida como Clara Schumann, famosa pianista e também compositora. Apesar de um atribulado romance,da depressão de Schumann e da oposição do pai de Clara, casaram-se em 1840.
Foi Diretor Musical na cidade de Düsseldorf - Alemanha em 1850. Foi forçado a renunciar o cargo em 1854, devido ao seu estado avançado de doença mental,(ele estaria escutando a nota lá em todos os lugares, o que lhe perturbou profundamente) causado por uma séria inflamação do ouvido, que o afligia desde pequeno, tendo tentado suicídio nesse ano.
MORTE

Acabou internando-se num asilo e veio a falecer em 29 de julho de 1856 no Asilo de Endenich, perto de Bonn, Alemanha.
Fonte:Wikipédia
Formatação e pesquisa:HRubiales

Um comentário:

sheila e fram disse...

Adorei teu blog!!!! Abraçoss