“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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3 de jun de 2009

GIACOMO PUCCINI-Arte Tumular-248-Torre del Lago, Viareggio, Itália


ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore negro decorado e com o nome do compositor gravado encostado numa construção em forma de arco. Na parte superior, um relevo em mármore branco de uma musa em prantos, com o braço sobre o rosto em profundo lamento pela perda. O relevo é envolto por uma guirlanda estilizada representado a gloria. Envolvendo esse relevo, acompanhando a decoração em mármore negro, com os nomes da família, entre eles o da sua esposa.
LOCAL: Capela privada da sua casa emTorre del Lago (Próximo Viareggio), Itália
Fotos: Steven Baldwin
Formatação e descrição tumular:HRubiales

PERSONAGEM
Giacomo Puccini (Lucca, 22 de dezembro de 1858 — Bruxelas, 29 de novembro de 1924) foi um compositor italiano de óperas. Dentre os compositores com óperas mais populares, é o mais novo.
Morreu Aos 66 anos de idade.
BIBLIOGRAFIA
Assim como a família Bach, a família Puccini produziu músicos por várias gerações, especialmente músicos de igreja. Seus antepassados foram organistas da igreja de São Martinho em Lucca, o cargo tendo passado de pai para filho na família Puccini desde o século XVIII. Dizem que seu pai, Michele, já estava à procura dos nomes femininos mais feios que pudesse encontrar: Puccini teve cinco irmãs que nasceram antes dele. Em 1858, contudo, o tão esperado filho homem nasceu, e foi batizado com o nome de Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini. Depois de Giacomo, sua mãe Albina Magi deu à luz outro menino, que recebeu o nome de Michele.
Giacomo estudou órgão com o pai até que este morreu, em 1864, quando Puccini ainda não havia completado seis anos de idade. Para seguir a tradição secular da cidade de Lucca, o governo municipal decretou que Giacomo herdaria o cargo do pai, que foi desempenhado por diversos professores que repartiam com a viúva os modestos vencimentos anuais. Puccini continuou seus estudos de órgão com seu tio, Fortunato Magi, e com Carlo Angeloni. Aos dez anos de idade começou a cantar no coro da igreja. Puccini parecia destinado a seguir a tradição da família e ser um simples músico de igreja, até que um dia, em 1876, aos 18 anos, ele ouviu a Aida de Verdi, que despertou nele um tal fogo, uma tal paixão, que ele percebeu em si mesmo um instinto musical que levava naturalmente à composição de óperas. Conseguiu então uma bolsa de estudos da rainha Margherita e, com um pouco de ajuda financeira do tio, entrou para o Conservatório de Milão, onde foi aluno de Amilcare Ponchielli. Graduou-se em 1883 com o Capriccio Sinfonico, peça que parecia anunciar um compositor de sinfonias, tamanho o brilho de sua orquestração.
PRIMEIRAS ÓPERAS
Sua primeira ópera, Le Villi, foi composta em 1883 para participar de um concurso. Não ganhou o primeiro prêmio, mas chamou a atenção de Giulio Ricordi, dono da Editora Musical Ricordi, que encomendou a ele uma segunda ópera, Edgar, que foi friamente recebida quando estreou no Teatro Scala de Milão na primavera de 1889. Essas duas primeiras óperas são as únicas de Puccini que são raramente encenadas hoje em dia.
Sua terceira ópera, Manon Lescaut, que estreou no Teatro Regio de Turim a 1 de fevereiro de 1893, foi um sucesso estrepitoso, apesar da ousadia de Puccini, que utilizou uma história sobre a qual o compositor francês Jules Massenet já havia composto uma ópera poucos anos antes e que havia se tornado um sucesso internacional. O editor Giulio Ricordi tentou demovê-lo da idéia, obviamente arriscada, do ponto de vista financeiro, mas Puccini era teimoso. "Massenet trata a Manon como um francês, com minuetos e pó-de-arroz; eu vou tratá-la como um italiano, com paixão desesperada." "Por que não duas óperas? Uma mulher como Manon pode ter mais de um amante." E de fato, os instintos do compositor se provaram acertados, embora tenha gente que prefira a Manon de Massenet, mais romântica e sentimental, à de Puccini, mais quente e sensual. Massenet chegou a mover ação na justiça contra Puccini, mas no final ficou decidido que a ópera de Massenet se chamaria simplesmente Manon, enquanto que a de Puccini seria Manon Lescaut, para evitar confusão entre as duas.
A quarta ópera de Puccini, La Bohème, estreou também no Teatro Regio de Turim, em 1896, sob a regência de Arturo Toscanini, que se tornaria amigo de Puccini pelo resto da vida.
A quinta, Tosca, estreou em Roma, em 1900, e também causou sensação. Em 1905, Puccini visitou a Argentina. Um dos motivos dessa viagem pode ter sido investigar a morte de seu irmão, Michele, que ocorrera naquele país, anos antes, em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Em 1907, viajou para os Estados Unidos, para a estréia americana de sua sexta ópera, Madama Butterfly, que se deu noMetropolitan Opera House de Nova York a 22 de fevereiro, com a presença do compositor.
A próxima ópera de Puccini, La Fanciulla del West, mostra influência de Debussy e Richard Strauss. Estreou no Metropolitan de Nova York em 1910, também sob a regência de Toscanini. Puccini estava em Nova York, na ocasião, numa segunda visita aos Estados Unidos, mas não compareceu à estréia.
Puccini comprou uma casa de campo em Torre del Lago, onde se instalou com sua esposa, Elvira Gemignani, com quem se casara em 1904. A relação dos dois foi turbulenta. Ela era ciumenta e um pouco paranóica. Acusou a empregada dos Puccini, uma moça chamada Doria Manfredi, de manter relações íntimas com o compositor, e passou a infernizar a vida da pobre garota, que acabou cometendo suicídio em 1909, bebendo veneno na cozinha dos Puccini. Uma autópsia no corpo da garota mostrou que ela era virgem, provando assim a inocência de Puccini, mas a Senhora Puccini foi parar na cadeia e obrigada a pagar uma alta soma em indenização à família da infeliz garota. Daria para compor uma ópera sobre essa tragédia pessoal, mas Puccini se absteve.
MORTE
Em 1924, Puccini foi diagnosticado com câncer na garganta, e seguiu para Bruxelas para tratamento, onde morreu, a 29 de novembro do mesmo ano, deixando inacabada sua última ópera, Turandot.
Fonte: Wikipédia
Formatação e pesquisa: HRubiales

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