“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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19 de mai de 2009

ÉMILE ZOLA-Arte Tumular -242- The Pantheon ,Paris, France



ARTE TUMULAR
CIMETIÈRE DE MONTMARTRE (1º sepultamento: de 1902 a 1908)
Magnífica escultura em granito polido e bronze. Base tumular em granito marrom ricamente esculpida formando uma única peça. Na base central esta gravado o nome do escritor. Na cabeceira eleva-se a formação de um pedestal que suporta o busto em bronze de Zola. Envolvendo o busto, ainda em uma única peça, forma um portal ogival com diversas alegorias. Infelizmente essa obre de arte só abrigou os restos mortais do escritor por cerca de 5 anos.





PANTHEON DE PARIS (2º sepultamento em 1908)


Túmulo

Entrada da Cripta

Corredor da cripta
Criptas
Na divisão XXIV, no corredor da cripta do Pantheon de Paris, uma porta de madeira entalhada dá entrada a cripta onde se encontra o sarcófago em mármore com o seu nome e datas  gravados.
LOCAL: The Pantheon ,Paris, France
Plot: Crypt XXIV
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
ÉMILE ZOLA (Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola) (Paris, 2 de abril de 1840 — Paris, 29 de setembrode 1902) foi um consagrado escritor francês, considerado criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima.
Morreu aos 62 anos de idade.

BIOGRAFIA
Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência.
Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre.
A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo.
Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894.
MORTE.
A 29 de Setembro de 1902, morreu misteriosamente em seu apartamento da rue de Bruxelles. A causa da morte: inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma chaminé defeituosa. Muitos estudiosos não descartam a possibilidade de Zola ter sido assassinado por inimigos políticos, entretanto, nada foi provado.
Foi enterrado no cemitério de Montmartre em Paris. Os seus restos mortais foram transferidos para o Panthéon a 4 de Junho de 1908, dois anos depois de Dreyfus ter sido reabilitado. No trajeto, um fanático nacionalista e anti-semita, Gregori, dispara contra o comandante Alfred Dreyfus e o fere no braço. As brasas do caso Dreyfus não estão extintas, os velhos rancores permanecem vivo
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales


FONTE: Wikipédia
FOTOS: David Conway, Gary Thelen, Kieran Smitt e Dawvon fickr
Formatação, pesquisa e descrição tumular: HRubiales

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