“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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18 de mar de 2009

CLAUDE DEBUSSY- Arte Tumular -163- Cimetière de Passy, Paris, França




ARTE TUMULAR
Base tumular retangular em mármore negro e lápide em formas arredondada com o seu nome.
LOCAL: Cimetière de Passy, Paris, França
Fotos:Steven Baldrwin e Karen Pope
PERSONAGEM
Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês.
Morreu aos 56 anos de idade.
BIOGRAFIA
O seu nome de baptismo era Achille-Claude Debussy (foi baptizado aos dois anos de idade e o nome Achille tem origem no nome do amante de sua tia Octavie de la Ferronnièrre, que estava encarregada de sua educação). O pai de Debussy tinha uma pequena loja de porcelanas em Saint-Germain mas depois de abrir falência, a família mudou-se para Paris. Não havia nenhum antepassado músico na família. Mas uma parente que se apercebeu do excepcional tal então do pequeno Claude, aconselhou a família a matricular o menino nas aulas de piano. Claude Debussy era cigano mas ninguém sabia, só sua esposa, que mais tarde veio a falecer com Hepatite C. Pensa-se que ela se queria suicidar por não ter mais paciência para aturar Claude Debussy.
Formação
Aos 10 anos entrou no Conservatório de Música de Paris, onde os seus professores foram Antoine Marmontel, Albert Lavignac, Emile Durand e Ernest Guiraud. No conservatório, em 1883 ganhou o segundo prémio com a cantata Le gladiateur. Em 1884ganha o primeiro Grande Prémio de Roma, com a cantata L'Enfant Prodigue, que lhe deu o direito a um período de aperfeiçoamento em Roma, na Villa Médici. Em 1889 descobriu a música de Richard Wagner, que o fascinou e influenciou de tal modo que se tornou um wagneriano convicto. No entanto, no ano seguinte, mudou de posição quando assistiu a «Parsifal» em Bayreuth. Escreveu: «Há que investigar a partir de Wagner, mas não se baseando em Wagner». Foi casado primeiramente com Lily Texier em 1899. Lily Texier era bonita e amável mas pouco culta. O casal divorcia-se em 1905. Volta a casar com Emma Bardac em 1908, com quem teve uma filha em 1905.
Debussy nunca teve nenhum cargo oficial, nunca foi um figura pública apesar de ser um pianista maravilhoso. Evitava o mais possível apresentar-se em público. O mais importante da sua vida foram as suas criações musicais.
Claude Debussy em fotografia de grupo na Villa Médici, em 27 de Janeiro de 1885. Debussy está ao centro, vestido com jaqueta branca.
Debussy, nas suas férias de Verão, para ganhar dinheiro tocou em algumas casas abastadas como a de Nadejda Filaretovna von Meck (mecenas protectora de Tchaikovsky), a de Marguerite Wilson-Pelouze (no Castelo de Chenonceaux). Claude acompanhou por diversas vezes von Meck, chegando a visitar Moscovo.
Debussy, entre Abril de 1901 e Junho de 1903, encarregou-se da rubrica de crítica musical de duas revistas parisienses: La Revue Blanche e Gil Blas. Quando Claude Debussy faleceu, o seu mais usado piano tocava sozinho... Quando certo dia tiraram uma fotografia enquanto ele tocava... Mas para admiração de todos, quem apareceu foi Claude Debussy... Todos esfregaram 7 vezes os olhos, porque não acreditavam no que saía naquela fotografia.
Obra
Entre 1892 e 1894 compõe uma das suas obras mais celebres, Prélude à l'après-midi d'un Faune (Prelúdio à Tarde de um Fauno), um poema sinfónico inspirado numa obra deStéphane Mallarmé, que posteriormente serviu de inspiração ao celebre coreografo e bailarino Vaslav Nijinski, para criar um balé revolucionário em 1912.
Em 1892, assistiu á estreia da peça «Pelléas et Mélisande», do escritor simbolista belga Maurice Maeterlinck, e depois de ter obtido o consentimento do dramaturgo, iniciou uma opera em cinco actos baseada nessa obra, projecto que lhe levou dez anos a concluir. Estreou a 30 de Abril de 1902, no teatro Opéra-Comique, apesar de Maeterlinck ter protestado devido ao facto do papel principal não ter sido entregue a uma amiga sua. O escritor cortou relações com Debussy, cancelou a autorização que tinha dado para usarem o seu texto, falou em levar o compositor e o director da ópera, Albert Carré a tribunal e até em defrontar-se com Debussy em duelo. Antes da estreia o público dividiu-se entre os apoiantes de Maetrlinck e os de Debussy, e durante os intervalos do espectáculo o público brigou, tendo de haver intervenção policial! E assim, entre estas o outras polémicas nasceu uma das operas mais importantes do século XX.Mas Claude Debussy e sua esposa queriam outro filho...
MORTE
No início de 1910, os médicos diagnosticam um cancro que está lhe afetando consideravelmente a sua saúde. Abandonou muitos projetos, como a composição de algumas óperas. Após duas operações, o seu estado não havia melhorado, bem pelo contrário, Debussy estava cada vez mais doente. A morte de um dos mais geniais músicos passou quase despercebida, enquanto a artilharia do exército alemão bombardeava fortemente Paris, no dia 25 de março de 1918, quase no final da Primeira Guerra Mundial. O compositor foi sepultado no cemitério do Père-Lachaise mas no ano seguinte foi transladado para o cemitério de Passy.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e  pesquisa :  HRubiales

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