“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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23 de jan de 2009

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA-Arte Tumular-99- Panteão dos Andradas, Cidade de Santos, São Paulo, Brasil







Memorial
Vista frontal
Vista lateral da escultura
Detalhe da escultura


Relevos em bronze

Vestíbulo
Entrada
ARTE TUMULAR
Assim que se entra no Panteão, segue-se por um vestibulo que leva a uma sala ligeiramente escurecida com o piso revestido com mármores de diferentes cores e formosos desenhos. Com as paredes revestidas com mármore verde, onde se abrem três nichos com as urnas das cinzas dos três irmãos Andradas ( Antônio Carlos, Martim Francisco e o padre Patrício Manuel)
No alto do paramento de mármore destacam-se vários paineís de bronze em baixo relevo, representando fatos e feitos da sua vida. Na parte central encostado na parede, ladeado por um gradil de bronze, destaca-se a representação do túmulo de Jose Bonifácio, um conjunto escultórico em mármore e bronze. Sobre uma base tumular repousa deitado uma escultura sua em mámore branco com as mãos sobre o peito. Da cintura para baixo está coberto por um manto em bronze.Uma parede entre duas colunas representa a cabeceira tumular, ladeada pelas bandeiras do Brasil e da Cidade de Santos. Encimando o conjunto uma guirlanda de bronze, simbolo que representa a vitória e destaques na vida.
Autor da escultura: Rodolpho Bernardelli (1887/88)
Local: : Panteão dos Andradas, Cidade de Santos, São Paulo, Brasil
Praça Barão do Rio Branco 16
Fotos: Guilherme Primo, Prefeitura de Santos e novomilenio.inf.br/santos
Descrição Tumular: Helio Rubiales

Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONALIDADE
José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838) foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro. É conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência".
Morreu aos 75 anos de idade.
BIOGRAFIA
Pode-se resumir brevemente sua atuação dizendo que foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembléia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e se exilou na França por seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria de seu filho quando Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.

MORTE
José Bonifácio abandonou a vida política e passou o restante de seus dias em reclusão, em sua casa na ilha de Paquetá, dentro da Baía de Guanabara. Morreu ali perto, em Niterói, aos 75 anos. Seu cadáver, embalsamado, foi levado três dias depois para o Rio de Janeiro, depositado na Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, onde ficou exposto até o dia 25 de abril. Nessa data, sua filha D. Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada o levou para Santos, sepultando-o na capela-mor da Igreja Nossa Senhora do Carmo, segundo disposição testamentária.
Deixou poucos bens; fora e continuava a ser homem pobre, mas sua biblioteca contava com seis mil volumes.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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