“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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19 de mar de 2018

JOÃO RIBEIRO DE BARROS - Arte Tumular - 1287 - Praça Siqueira Campos, Jaú, São Paulo, Brasil


ARTE TUMULAR
SEPULTAMENTO INICIAL
Inicialmente foi sepultado num magnífico mausoléu construido em estilo eclético com dois tipos de granito, rosa e negro. Um portal de ferro dá acesso ao mausoléu. Sobre o portal um relevo em bronze da efígie do aviador.
LOCAL: Cemitério Municipal de Jaú, São Paulo, Brasil
               Quadra H, Rua G, Nº 13

MONUMENTO
Seus restos mortais foram transferidos para o monumento em granito em formato obelisco. Na parte frontal, na base ergue-se uma escultura em bronze do aviador com o seu nome em bronze. Logo acima, no terço médio do obelisco, esculpido no granito, os mapas do Brasil, África e Europa, com a respectiva rota e nomes dos locais por onde passou na travessia. Em um dos lados, uma placa em bronze com o telegrama enviado pela sua mãe.
LOCAL: Praça Siqueira Campos, Jaú, São Paulo





Fotos: pt.wikipedia.org
Descrição Tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
João Ribeiro de Barros (Jaú, 4 de abril de 1900 — Jaú, 20 de julho de 1947) foi um aviador brasileiro. Com seus companheiros foi pioneiro na travessia aérea do Atlântico Sul, sem escalas, no dia 28 de abril de 1927, a bordo do hidroavião Jahú. Os demais tripulantes foram Arthur Cunha (na primera fase da travessia) e depois João Negrão (co-pilotos), Newton Braga (navegador), e Vasco Cinquini (mecânico). Os quatro aeronautas partiram de Gênova, n na Itália, até Santo Amaro (São Paulo), fazendo escalas na Espanha, Gibraltar, Cabo Verde, e Fernando de Noronha, já em território brasileiro.
Morreu aos 47 anos de idade.

BIOGRAFIA
Filho de Sebastião Ribeiro de Barros e Margarida Ribeiro de Barros. Tinha seis irmãos. Estudou no Ateneu Jauense (fundado por seu avô o capitão José Ribeiro de Camargo Barros em 1853) e completou seus estudos secundários no Instituto de Ciências e Letras de São Paulo. Era considerado um bom aluno. Ingressou na Faculdade do Largo de São Francisco ( atual Universidade de São Paulo) onde cursou Direito por dois anos.

Em 1919 abandona este curso e decide dedicar-se ao estudo de engenharia mecânica nos EUA. Em 21 de Fevereiro de 1923 consegue o brevet internacional nº 88 da Liga Internacional dos Aviadores sediada na França. Inicia efetivamente sua carreira de piloto neste país. Aperfeiçoa seus conhecimentos como navegador aéreo e piloto nos EUA e de acrobacias aéreas na Alemanha.
Em 1926 iniciou o projeto que o tornaria famoso: relizar um "reide" (como eram conhecidas na época as travessias aéreas transatlânticas) a partir da Itália a bordo de um hidroavião. E chegar ao Brasil sem utilizar navios de apoio ao longo da viagem. Pensava que as aeronaves seriam inúteis enquanto dependessem de navios. Seu desejo era que o avião atuasse de forma totalmente independente.
Pediu auxílio ao governo brasileiro o que lhe foi negado. Nesta época existia uma disputa não declarada entre vários países pela supremacia nos ares. França, Inglaterra, EUA, Alemanha, entre outros empenhavam-se em vôos transoceânicos. Já que o sucesso destes empreendimentos era duvidoso e como o Brasil não desejava indispor-se com as potências da época, João Ribeiro de Barros não conseguiu ajuda oficial. Seu objetivo foi considerado impossível. Portanto, já que nações mais "avançadas" não o alcançaram, presumiu-se que o Brasil não teria chance.
Sem perder o ânimo, vende sua herança a seus irmãos e de posse deste dinheiro parte para a Itália.

O  AVIÃO JAHÚ
Com os próprios recursos e sem nenhuma ajuda governamental, João Ribeiro de Barros adquiriu na Itália uma aeronave Savoia-Marchetti S.55 avariada e promoveu, com Vasco Cinquini, diversas reformas na mesma, melhorando assim a sua velocidade e autonomia. Tais reformas foram tão positivas para o desempenho do hidroavião que impressionaram os italianos. Anteriormente esteve na cidade de Nova Iorque onde aconselhou-se com seu amigo Gago Coutinho.
Selo comemorativo 
Esta mesma aeronave anteriormente fora utilizada pelo conde Casagrande (que possuía apoio do governo italiano) numa frustrada tentativa de travessia transatlântica Itália - Brasil. Esta tentativa foi interrompida em Casablanca na África e o avião foi considerado incapaz de realizar tal façanha. O aparelho, que saiu da fábrica com o nome original de Alcione, foi rebatizado por seu novo proprietário com o nome Jahú (de acordo com a ortografia da época) nome dado em homenagem à sua cidade natal, atual Jaú.
Saiu de Gênova na Itália em 18 de Outubro de 1926, com destino às ilhas Cabo Verde para iniciar a primeira travessia do Atlântico.

A SABOTAGEM
Seu avião foi sabotado, sendo assim necessária uma parada em Alicante, na Espanha, onde descobriu uma peça de bronze no carter do aparelho - que hoje encontra-se no Museu da Aeronáutica -, além de água, areia e sabão no sistema de alimentação do motor. Provavelmente tal sabotagem ocorreu ainda na Itália antes da partida de Gênova.

PRESO PELA DITADURA ESPANHOLA
Foi preso pela ditadura presente na época na Espanha, acusado de ali pousar sem permissão. Teve que ser liberado pelo cônsul do Brasil na Espanha.
Nova escala de emergência é feita em Gibraltar onde são feitos novos reparos.

DIFICULDADES
Seguiu após alguns dias para Cabo Verde onde, devido a desentendimentos, dispensou o co-piloto Arthur Cunha.
Quando se preparava para fazer a travessia contraiu malária e teve que esperar mais um tempo, além de ter que remontar e consertar todo o avião. Recebeu um telegrama do governo brasileiro ordenando que desistisse de sua tentativa de cruzar o Atlântico. Deveria também desmontar a aeronave, encaixota-la e embarcar a mesma em um navio que seguisse para o Brasil.
Indignado com este fato, e até porque não recebera nenhuma espécie de auxílio estatal para realizar sua empreitada, respondeu ao presidente brasileiro:

Exmo. Sr.Presidente: Cuide das obrigações do seu cargo e não se meta em assuntos dos quais vossa excelência não entende e para os quais não foi chamado, assinado: Comandante Barros.
— João Ribeiro de Barros

Recebeu também um telegrama de sua mãe incentivando-o a prosseguir com o seu reide. Segue:

Aviador Barros: Aplaudimos tua atitude. Não desmontes o aparelho. Providenciaremos a continuação do reide, custe o que custar. Paralisação do reide será fracasso. Asas do avião representam a bandeira brasileira...Dizes se queres piloto auxiliar. Abraços a Braga e Cinquini. E bençãos de tua mãe. assinado:
—Margarida Ribeiro de Barros

Seu irmão, Osório Ribeiro, viaja até Cabo Verde acompanhando o co-piloto substituto contratado por ele, o oficial da força pública de São Paulo, tenente João Negrão.
Ao encontrar-se com o irmão e vendo o péssimo estado de saúde deste, após quatro crises de malária, Osório não contém a emoção: vai às lágrimas.

A TRAVESSIA
Sofreu sabotagens, chantagens de companheiros, o desdém do presidente Washington Luís, mas perseverou, e às 4:30 H da manhã no dia 28 de abril de 1927, partindo de Praia na ilha de Santiago (Cabo Verde), cruzou o Atlântico com seus três companheiros a bordo do Jahú, que pousou triunfante às 17:00 H na enseada norte de Fernando de Noronha.
O comandante Nisbet do navio italiano Angelo Toso testemunhou a amerissagem do Jahu. Este comandante atestou que nos tanques da aeronave ainda restavam 250 litros de combustível.
Apesar de um dos motores apresentar problemas durante a viagem e enfrentar chuva, conseguiu estabelecer um recorde de velocidade que só foi batido alguns anos depois.

TRIUNFO
Após essa etapa, foi pousando em cada uma das grandes cidades do litoral, (Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo), onde foi recebido com grandes festas e honras.
O avião foi restaurado pela empresa Helipark (de Carapicuíba – SP) e hoje está exposto no Museu Asas de um Sonho em São Carlos - SP. Trata-se da única aeronave transatlântica da época que ainda existe e está com sua configuração original.
Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo (no livro No Caminho do Avião... Notas de Reportagem Aérea 1922-1933), o JAHÚ amerrisou no Rio Potengi, na cidade de Natal, no dia 14 de maio de 1927, completando sua travessia sobre o Oceano Atlântico.

OUTRAS AVENTURAS
Depois de obter sucesso em sua reide, João Ribeiro de Barros parte para novas aventuras. Em 1929 viaja à França onde adquire da fábrica Breguet uma grande aeronave. Com esta pretende voar diretamente do Brasil para a Europa. Juntamente com o mecânico Mendonça, acompanha o processo de montagem do avião.
A 7 de Setembro recebe a notícia da morte de sua mãe D. Margarida, fato que deixa-o profundamente abalado. Envia o aparelho desmontado para o Brasil, onde, no campo de pouso Latecoere, na Praia Grande, cidade de Santos, o mesmo é montado. Barros presta uma homenagem à sua mãe dando-lhe o nome "Margarida."
Voa até o Rio de Janeiro, de onde deseja partir do Campo dos Afonsos com destino à Europa. Momentos antes da partida, mesmo sob os aplausos de uma multidão, é impedido de embarcar pelas autoridades. Iniciava-se a revolução de 1930, por isso seu avião é sumariamente confiscado pelo governo. Frustrado e impedido até de aproximar-se da aeronave, decide fazer uma viagem marítima de volta ao mundo.
Em 1932 retorna apressadamente ao Brasil onde participa da Revolução Constitucionalista como voluntário. Viaja a pé pelo Vale do Paraíba, até à cidade de Taubaté. Doa para a causa da Revolução todo o ouro que possui, até mesmo medalhas recebidas pela façanha da travessia transatlântica de 1927.
Durante o governo do presidente Getúlio Vargas foi preso na cidade de Jaú, na fazenda Irissanga, de sua propriedade, pelo delegado Amaso Neto. Foi acusado de publicar clandestinamente um jornal de oposição ao governo. É posto em liberdade pois as investigações realizadas nada provam contra ele.

AS HONRARIAS
raças às suas façanhas, João Ribeiro de Barros conquistou títulos, prêmios e recebeu várias homenagens, entre as quais se destacam:
 Legião de Honra - concedida pela França.
 Cruz Gamada - a mais elevada condecoração dada a um civil à época pela Alemanha.
 Comenda da Cruz de Malta - concedida pela Itália.
 Sócio Honorário do Aeroclube do Brasil.
 Um telegrama de congratulações enviado por Alberto Santos Dumont.
Não casou-se nem deixou filhos.

MORTE
João Ribeiro de Barros faleceu na fazenda Iriçanga em sua cidade natal, Jaú, a 20 de julho de 1947 devido a problemas hepáticos provocados pela malária contraída anos antes.
Seu corpo estava sepultado no cemitério municipal. Mais tarde seus restos mortais foram transferidos para a praça Siqueira Campos na mesma cidade e alojados no monumento erigido no local em respeito à memória de sua pessoa e de suas grandes realizações.
Fontes:
pt.wikipedia.org
jau.sp.gov.br
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales

13 de mar de 2018

JUAN DE LA CIERVA - Arte Tumular - 1276 - Cementerio de la Almudena Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain




ARTE TUMULAR
Base tumular de mármore branco, de formato quadrado, tendo na parte central um tampo com uma cruz cristã esculpida. Nas laterias está fixada (lapide) uma placa de mármore com o seu nome e datas gravados.
Local:  Cementerio de la Almudena Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Juan de La Cierva y Codorniu, 1º conde de La Cierva (Murcia, 21 de Setembro de 1895 — Londres, 9 de Dezembro de 1936) foi um engenheiro aeronáutico espanhol. Seu maior feito foi a invenção do autogiro, em 1920.
Morreu aos 41 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Depois de quatro anos de desenvolvimento, La Cierva inventou o rotor articulado que resultou no primeiro voo mundial bem sucedido de uma aeronave com rotor, em 1924, com o protótipo C-6. 



Filho de uma família rica, de La Cierva nasceu em Múrcia, Espanha. Depois de experiências com a aviação em rapaz, formou-se em engenharia civil. Emigrou para a Inglaterra em 1925, onde, com a ajuda do industrialista James G. Weir, estabeleceu a Cierva Autogiro Company.

 No início da guerra civil espanhola, de La Cierva apoiou as forças de Francisco Franco. Ajudou os rebeldes a obter o De Havilland DH-89 Dragon Rapide em que o general Franco voou das Ilhas Canárias para o Marrocos.

MORTE
Juan de La Cierva morreu num acidente aéreo perto de Londres, com 41 anos de idade. Na manhã de 9 de Dezembro de 1936, embarcou no Dutch DC-2 da KLM, no aeródromo de Croydon, com destino a Amsterdã. Depois de algum atraso por culpa de espesso nevoeiro, decolou por volta das 10h30m mas colidiu contra um edifício no fim da pista e incendiou-se.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

11 de mar de 2018

VINCENT BENDIX -Arte Tumular - 1265 - Graceland Cemetery Chicago, Cook County, Illinois, USA



ARTE TUMULAR
Placa de mármore retangular, com o seu nome e datas gravados em relevo

Local:  Graceland Cemetery Chicago, Cook County, Illinois, USA
            PLOT Section Lakeside – Lot 81 N.W. 1 – Space 4.
fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Vincent Hugo Bendix ( Moline (Illinois) , 12 de dezembro de 1881 - 27 de março de 1945 ) inventor e estadunidense industrial . Vincent Bendix foi um pioneiro e lider das indústrias automotivas e aéreas durante décadas de 1920 e 1930.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Vincent Hugo Bendix nasceu em Moline (Illinois) . Foi o mais velho dos três filhos do clérigo metodista Jann Bengtsson, natural de Ångermanland , Suécia e sua mulher Anna Danielson, também uma imigrante da Suécia.

Quando em Moline o nome da família foi mudado para "Bendix". Eles depois mudaram-se para Chicago .

Vincent Bendix fundou a Bendix Corporation em Chicago em 1907, fabricante de automóveis, chamados Bendix Buggies. Após dois anos, tendo produzido 7 mil veículos, sua companhia faliu.

Em 1910, contudo, Bendix inventou e patenteou o Bendix , uma engrenagem que pode ser acoplada a um motor com velocidade rotacional nula e então (com a ajuda de um solenoide que move o eixo sem qualificação para uma engrenagem para montada) puxada de volta desengatando automaticamente a altas velocidades (normalmente uma velocidade de partida do motor).

Este mecanismo tornou-se motor de arranque prático para motores de automóvel e depois para motores de aeronaves e outros veículos motorizados.

Em 1923 Bendix fundou a Bendix Brake Company , que adquiriu os direitos de patente de Henri Perrot para o projeto de freios a tambor. Henri Perrot foi um engenheiro francês que patenteou seus projetos para freios a tambor e sapata. Em 1924, após um encontro em um show de automóveis europeu, Vincent Bendix adquiriu uma licença para fabricar o invento patenteado de Perrot.

Iniciou a Bendix Aviation Corporation em 1929, e fundou uma Transcontinental Bendix Air Race em 1931. Em 1942 iniciou a Bendix Helicopters, Inc. A Bendix Aviation e a Bendix Brake foram mais tarde denominadas Bendix Corporation .

HONRARIAS
-1929 - Knight da Ordem da Estrela Polar
-1931 - Presidente da Sociedade de Engenheiros Automotivos
-1936 - Knight da Legião de Honra
-1984 - Incluído na Automotive Hall of Fame
-1991 - Incluído na National Aviation Hall of Fame

MORTE
Ele morreu inesperadamente de uma trombose coronária em 27 de março de 1945 em sua casa em Nova York. Bendix tinha 63 anos.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

27 de fev de 2018

ANTHONY FOKKER - Arte Tumular - 1231 - Begraafplaats & Crematorium Westerveld Driehuis, Velsen Municipality, Noord-Holland, Netherlands




ARTE TUMULAR
Seu corpo foi cremado em Nova Iorque e transladado para a Holanda 


LOCAL:  Begraafplaats & Crematorium Westerveld Driehuis, Velsen Municipality, Noord-Holland, Netherlands
Fotos: Find a Grave
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Anton Herman Gerard Fokker (Kediri, Java, 6 de Abril de 1890 — Nova Iorque, 23 de Dezembro de 1939) conhecido como holandês voador, foi um empresário dos Países Baixos, pioneiro da aviação e industrial do ramo aeronáutico.
Morreu aos 49 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Anthony Fokker nasceu nas Índias Orientais Neerlandesas - atual Indonésia - filho de Herman Fokker, um cafeicultor holandês.

Quatro anos depois sua família retornou para a Holanda e fixou-se em Haarlem a fim de proporcionar educação a Anthony e sua irmã Toos. Assim como seu pai, não era estudioso, mas interessado em modelos de trens e motores de vapor, e não completou o colegial. 

ALEMANHA
Fokker foi enviado pelo pai para a Alemanha para estudar mecânica, mas seu interesse estava na aviação, levando-o a mudar de escola. Nesse mesmo ano Fokker construiu a sua primeira aeronave "de Spin" ( "aranha") que foi destruída pelos seus sócios devido a um choque com uma uma árvore. Conseguiu sua licença de piloto com o segundo Spin.

 Fokker "Spin" Em 1910

Nos Países Baixos tornou-se uma celebridade ao voar em torno da torre da igreja de Sint-Bavokerk em Haarlem, em 31 de agosto de 1911, com a terceira versão do "Spin". Adquiriu ainda mais fama sobrevoando a festa de aniversário da rainha Wilhelmina.

Em 1912 Fokker mudou-se para Johannisthal, perto de Berlim, onde fundou sua primeira empresa, a Fokker Aeroplanbau. Nos anos seguintes, construiu uma grande variedade de aviões e transferiu sua fábrica para Schwerin, renomeando-a para Fokker Arado GmbH, e posteriormente Fokker Werke GmbH.

 No início da Primeira Guerra Mundial, o governo alemão assumiu o controle da fábrica, onde Fokker permaneceu como diretor e projetista de muitos aviões para a força aérea alemã, incluindo o Fokker Dr.I, o triplano que ficou famoso nas mãos de ases, como Manfred von Richthofen ( o célebre Barão Vermelho ). Inspirado em um projeto de Roland Garros desenvolveu um dispositivo que permitiu a metralhadora disparar através das lâminas da hélice. Ao todo, a sua empresa fabricou cerca de 700 aviões militares para a força aérea alemã.

 Fokker Dr. I o avião usado pelo Barão Vermelho 

RETORNO AOS PAÍSES BAIXOS
Após o término da guerra, o Tratado de Versalhes proibiu Alemanha de fabricar aeronaves ou motores para aviões, e em 1919 Fokker retornou para os Países Baixos e criou a Nederlandse Vliegtuigenfabriek (Dutch Aircraft Factory), a antecessora da Fokker Aircraft Company.

Mesmo com as rigorosas condições de desarmamento no Tratado de Versalhes, Fokker não voltou para casa de mãos vazias, pois conseguiu contrabandear todo um comboio de aviões militares e peças pela fronteira germano-holandesa, o que lhe permitiu criar rapidamente a nova empresa, porém seu foco foi deslocado dos aviões militares para as aeronaves civis.

 Em 25 de março de 1919, Fokker casou-se com Sophie Marie Elisabeth von Morgen em Haarlem. Este casamento durou apenas quatro anos.

MUDANÇAS PARA OS EUA
Em 1922, mudou-se para os Estados Unidos e mais tarde tornou-se cidadão estadunidense. Lá, ele estabeleceu o ramo americano de sua empresa, a Atlantic Aircraft Corporation. Em Nova Iorque a 1927, casou-se com Violet Austman.

MORTE
Anthony Fokker morreu em Nova Iorque em 1939 por complicações em uma cirurgia com apenas 49 anos de idade.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

26 de fev de 2018

ROLAND GARROS Arte Tumular - 1230 -ouziers Communal Cemetery Vouziers, Departement des Ardennes, Champagne-Ardenne, France







ARTE TUMULAR
Monumento em granito natural em formato de obelisco que simbolicamente  enaltece o morto e simboliza a grandeza atingida pelo mesmo. Na parte frontal do obelisco destaca-se uma palma sobreposta numa guirlanda, que simbolicamente representa a vitória, ascensão, ressurreição ou mesmo imortalidade da alma. Seria um triunfo da vida sobre a morte e que a pessoa atingiu um certo destaque na vida. Na base, em todos os lados há placas e condecorações


LOCAL:   Vouziers Communal Cemetery Vouziers, Departement des Ardennes, Champagne-                                Ardenne, France
Fotos: Find a Grave, Wikipedia
Descrição tumular: Helio Rubiales


Roland Garros
Nome nativoRoland Garros
Nascimento6 de outubro de 1888
Saint-Denis
Morte5 de outubro de 1918
Vouziers
CidadaniaFrança
Alma materEscola de Altos Estudos Comerciais de Paris, Collège Stanislas de Paris, Lycée Janson de Sailly
Ocupaçãopiloto, jogador de rugby, tenista
PrêmiosOficial da Legião de Honra, Mort pour la France

PERSONAGEM
Roland Garros (Saint-Denis (Reunião), 6 de outubro de 1888 — Ardenas, 5 de outubro de 1918) foi um pioneiro da aviação francês.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Iniciou sua carreira de piloto em 1909, pilotando um Demoiselle, avião que só voava bem se o piloto fosse pequeno e leve. Em 1911 Garros tornou-se qualificado para pilotar monoplanos Bleriot e disputou na Europa uma série de corridas aéreas neste tipo de aeronave.


Demoiselle de Santos Dumont o primeiro avião pilotado por Roland Garros

BRASIL
Teve uma breve passagem pelo Brasil onde ensinou pilotagem em São Paulo. Em 9 de Março de 1912, juntamente com Eduardo Pacheco Chaves, cada qual pilotando seu próprio avião, realizou a primeira viagem aérea São Paulo-Santos-São Paulo. Na ocasião o governo do estado oferecia um prêmio de 30 mil réis ao primeiro piloto que conseguisse esta façanha. Antes da partida a aeronave de Roland Garros apresentou defeito. Mesmo sendo seu competidor, Eduardo Pacheco Chaves ajudou-o a repará-la. Retornaram juntos no mesmo avião.  Em 1913 passou a voar em um Morane-Saulnier, aeronave mais aperfeiçoada que o Bleriot.

b


Em 1911 a Queen Aviation Company Limited, de Nova Iorque, uma empresa de demonstrações aéreas veio ao Rio de Janeiro com seis aviões Blériot, um Nieuport e um Demoiselle e diversos ases da aviação francesa, entre os quais, Roland Garros. No Rio, Garros levou para voar pela primeira vez o tenente Ricardo Kirk, que depois se tornaria o primeiro piloto militar brasileiro.

A PRIMEIRA TRAVESSIA DO MEDITERRÂNEO
Ficou famoso por ter efetuado, em 23 de setembro de 1913, a primeira travessia aérea sem escalas do Mediterrâneo em 7h53m, apesar de um motor ter avariado sobre a Córsega. Partiu da cidade de Fréjus, na costa sul da França. Restavam-lhe cinco litros de combustível quando pousou em Bizerte, na Tunísia.

COMBATE
O conflito de 1914-1918 transformou-o em piloto de guerra: ele obteve cinco vitórias, sendo por isso tido como um ás da aviação Em finais de 1914 participou do aperfeiçoamento dos tiros de metralhadora através das hélices. Abatido pelos alemães, foi feito prisioneiro. Na tentativa de ocultar a nova arma do inimigo tentou destruir seu avião antes de ser capturado, porém não conseguiu: seu sistema foi então estudado e aperfeiçoado por Anthony Fokker.

MORTE
Conseguindo fugir, retomou seu posto na esquadrilha, mas foi morto durante um combate aéreo em 5 de outubro de 1918, sobre as Ardenas, perto de Vouziers, onde ele foi sepultado. Membro do Stade Français, teve a honra póstuma de dar seu nome ao estádio parisiense nos anos 1920 e ao torneio de tênis que lá acontece todos os anos. O aeroporto internacional de Reunião é chamado aeroporto internacional Roland Garros em sua homenagem. memoria

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

26 de dez de 2017

AMELIA EARHART - Arte Tumular - 1182 - Valhalla Memorial Park North Hollywood, Los Angeles County, California, USA




MEMORIAL
Placa de bronze com o seu nome e datas

Cenotáfio:  Valhalla Memorial Park North Hollywood, Los Angeles County, California, USA 
                   PLOT Portal of the Folded Wings
                   GPS Latitude: 34.18959, Longitude: -118.35401
Fotos: Findagrave
Descrição: Helio Rubiales


Amelia Earhart
Amelia Earhart, 1935
Nome completoAmelia Mary Earhart
Nascimento24 de julho de 1897
AtchisonKansasEstados Unidos
MorteData desconhecida. Sua morte foi declarada em 5 de janeiro de 1939 (41 anos)
Desaparecida em 2 de julhode 1937 no Oceano Pacíficoocidental.
Nacionalidadenorte-americana
ParentescoSamuel Edwin Stanton Earhart (1868-1930) e Amelia (Amy) Otis Earhart (1869-1962)
CônjugeGeorge P. Putnam
OcupaçãoAviadora.



PERSONAGEM
 Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de julho de 1897 — desaparecida em 2 de julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres.
Morreu aos 41 anos



SINOPSE
Earhart foi a primeira mulher a receber a "The Distinguished Flying Cross", condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Estabeleceu diversos outros recordes, escreveu livros sobre suas experiências de voo, e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar. Amelia desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937.



MORTE
Foi declarada morta no dia 5 de janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação:Helio Rubiales

20 de nov de 2017

ANDREI TUPOLEV - Arte Tumular - 1169 - Novodevichy Cemetery Moscow, Moscow Federal City, Russia.





ARTE TUMULAR
Base tumular retangular em granito, tendo na cabeceira tumular ((lápide) em formato retangular estilizado, em bronze. Tendo como destaque principal a efigie do engenheiro, ladeado por  uma asa representando a aeronáutica e do outro lado o avião que projetou, bem como o seu nome e datas.  
Local:   Novodevichy Cemetery Moscow, Moscow Federal City, Russia.
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales


Andrei Tupolev
Андрей Николаевич Туполев
Selo com a imagem de Tupolev
Nome completoAndrei Nikolayevich Tupolev
Nascimento10 de novembro de 1888 (129 anos)
Distrito de Kimrsky, Tver Governorate, Império Russo
Morte23 de dezembro de 1972
MoscouUSSR
Nacionalidade União Soviética
Filho(s)Alexei Tupolev
OcupaçãoEngenheiro aeroespacial
Influências
Influenciados
EmpregadorTupolev
Serviço militar
PatenteCoronel-general (desde 1968)
PERSONAGEM
 Andrei Nikolaievitch Tupolev (em russo: Андрей Николаевич Туполев, Poustomazovo, oblast de Tver, 29 de outubro/10 de novembro de 1888 — Moscou, 23 de dezembro de 1972) foi um projetista e construtor aeronáutico russo.
Morreu aos 84 anos de idade.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Foi um proeminente projetista aeronáutico a partir de 1929, quando trabalhava no instituto central de aero-hidrodinâmica (TsAGI) de Moscou, onde mais de uma centena de aviões foram projetados, principalmente bombardeiros (entre eles o Tupolev Tu-26 e o Tupolev Tu-2) e aviões de passageiros, como o Tupolev Tu-134 e o Tupolev Tu-154.

Foi preso em 1937 junto com outro célebre projetista de aviões, Vladimir Petliakov, por motivo da acusação da criação de um partido fascista russo. Em 1939 foi transferido para a prisão em Bolchiévo, nas proximidades de Moscou, numa charachka (campo especial), onde também estavam encarcerados vários de seus colegas. Oficialmente foi condenado a dez anos, porém em 1944 foi libertado graças aos serviços prestados. Sua completa reabilitação não se fez até uma década depois da morte de Stalin.

Seu filho Alexei Tupolev foi também um célebre projetista de aviões comerciais, em particular o Tupolev Tu-144, apelidado de forma irônica no ocidente como Konkordski, por causa de sua enorme semelhança com o Concorde.

MORTE
Seus restos repousam no Cemitério Novodevichy.