“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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4 de mar de 2018

ALFREDO VOLPI - Arte Tumular - 1243 - Cemitério de Vila Mariana, São Paulo, Brasil





Local: Cemitério de Vila Mariana, São Paulo, Brasil



PERSONAGEM
Alfredo Volpi (Lucca, 14 de abril de 1896 — São Paulo, 28 de maio de 1988) foi um pintor ítalo-brasileiro considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo. Uma das características de suas obras são as bandeirinhas e os casarios.
Morreu aos 92 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Começou a pintar em 1911, executando murais decorativos. Em seguida, trabalhou com óleo sobre madeira, consagrando-se como mestre utilizador de têmpera sobre tela.

Grande colorista, explorou através das formas, composições magníficas de grande impacto visual. Em conjunto com Arcangelo Ianelli e Aldir Mendes de Souza, formou uma tríade de exímios coloristas, foco de livro denominado 3 Coloristas, escrito por Alberto Beuttenmüller (Ed. IOB, julho de 1989).

Trabalhou também como pintor decorador em residências da sociedade paulista da época, executando trabalho de decoração artística em paredes e murais junto com Antonio Ponce Paz, pintor e escultor espanhol que logo virou um grande amigo de Volpi.

Realizou a primeira exposição individual aos 47 anos de idade, expondo no Salão de Maio e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, no ano de 1938 na cidade de São Paulo.

Na década de 1950 evoluiu para o abstracionismo geométrico, de que é exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. Recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na segunda Bienal de São Paulo, em 1953. Participou da primeira Exposição de Arte Concreta, entre ao Grupo Santa Helena, porém sempre ia visitar seus amigos que oficialmente participavam como Mario Zanini e Francisco Rebolo, situado na Praça da Sé, em São Paulo. Faziam parte do Grupo Santa Helena os seguintes pintores: Aldo Bonadei, Clóvis Graciano, Fúlvio Penacchi e Ernesto de Fiori que teve grande influência no trabalho de Volpi.

Mulata 1927

Em 1927, Volpi conheceu o seu grande amor, uma pessoa com quem se afeiçoava muito. Uma garçonete chamada Benedita da Conceição, apelidada de Judith, com quem teve uma única filha, Eugênia. É quase certo que Judith tenha sido sua modelo para o quadro Mulata (1927).
Volpi teve outros três filhos, havendo disputa entre os herdeiros, inclusive com a destituição de Eugênia da função de inventariante, pois a mesma administrava o espólio como se fosse a única herdeira.

Em 14 de abril de 2013, Volpi foi homenageado com um doodle na homepage do Google Brasil.

MORTE
Morreu aos 92 anos de insuficiência cardíaca.

Fonte: pt.qwikipedia,org
Formatação: Helio Rubiales

3 de mar de 2018

LASAR SEGALL - Arte Tumular - 1240 - Cemitério Israelita de Vila Mariana, São Paulo, Brasil





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Cemitério Israelita - Vila Mariana


Local: Cemitério Israelita de Vila Mariana, São Paulo, Brasil
Descrição: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Lasar Segall (Vilna, 21 de julho de 1889 — São Paulo, 2 de agosto de 1957) foi um pintor, escultor e gravurista judeu brasileiro nascido no território da atual Lituânia.
Morreu aos 66 anos.

Lasar Segall jovem

SINOPSE ARTÍSTICA
O trabalho de Segall teve influências do impressionismo, expressionismo e modernismo. Seus temas mais significativos foram representações pictóricas do sofrimento humano: a guerra e a perseguição. No ano de 1923, Lasar Segall mudou-se definitivamente para o Brasil. Já era um artista conhecido. Contudo, foi aqui que, segundo suas próprias palavras, sua arte ficou como o "milagre da luz e da cor". Foi um dos primeiros artistas modernistas a expor no Brasil.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Lasar Segall iniciou seus estudos em 1905, quando entrou para a Academia de Desenho de Vilnius, sua cidade natal. No ano seguinte, mudou-se para Berlim, passando a estudar na Academia Imperial de Berlim, durante cinco anos. Mudou-se, a seguir, para Dresden, estudando na Academia de Belas Artes.

 Em fins de 1912, Lasar Segall veio ao Brasil, encontrando-se com seus irmãos, que moravam no país, entre eles a irmã Luba Segall Klabin, que havia se casado com Salomão Klabin e tiveram três filhos: Esther Klabin, Samuel Klabin e Horácio Klabin.

 Realizou suas primeiras exposições individuais em São Paulo e em Campinas, em 1913. Pela primeira vez o Brasil vinha a conhecer a arte expressionista europeia. Entretanto a repercussão junto ao público e à crítica foi mínima.

Emigrantes-1936

 Logo depois ele voltou para à Europa, casando-se, em 1918, com Margarete Quack.

 Fundou, com um grupo de artistas, o movimento "Secessão de Dresden", em 1919, realizando, a seguir, diversas exposições na Europa.
Guerra - 1942


 Segall mudou-se para o Brasil em 1923, dedicando-se, além da pintura, às artes decorativas. Criou a decoração do Baile Futurista, no Automóvel Clube de São Paulo, e os murais para o Pavilhão de Arte Moderna de Olívia Guedes Penteado.

Já separado de sua primeira esposa, casou-se em 1925 com Jenny Klabin (filha de Maurício Freeman Klabin, que era irmão de Salomão Klabin, portando Lasar casou-se com a sobrinha do seu cunhado) com quem teve os filhos Maurício Segall (que se casaria nos anos 50 com a atriz Beatriz de Toledo, posteriormente Beatriz Segall) e Oscar Klabin Segall (que se casou com a modelo e Vice-Miss Brasil 1969, Raquel Arnaud. Nessa época, passou a viver com a família em Paris, onde se dedicou também à escultura. Suas obras nessa fase remetem à atmosfera familiar e de intimidade. Suas cores fortes procuram expressar as paixões e sofrimentos dos seres humanos. Seus personagens são mulatas, prostitutas e marinheiros; suas paisagens, favelas e bananeiras. Anos mais tarde dedica-se à escultura em madeira, pedra e gesso. Suas obras: Família Enferma, Dois Seres, Mãe Preta, Bananal, Navio de Emigrantes, Guerra e Campo de Concentração.

Navio de emigrantes - 1941

Em 1932, Segall retornou ao Brasil, vagou por todo tempo,instalando-se em São Paulo na casa projetada pelo arquiteto Gregori Warchavchik, seu concunhado. Essa casa abriga, atualmente, o Museu Lasar Segall. Nesse mesmo ano foi um dos criadores da Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) na capital paulista.

 Sua produção na década de 1930 incluiu uma série de paisagens de Campos do Jordão e retratos da pintora Lucy Citti Ferreira. Em 1938, Segall realizou os figurinos para o balé "Sonho de uma Noite de Verão", encenado no Teatro Municipal de São Paulo.

 Uma retrospectiva de sua obra no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, foi realizada em 1943. Nesse mesmo ano, foi publicado um álbum com textos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Jorge de Lima.

 Em 1951, Segall realizou uma exposição no Museu de Arte de São Paulo. Três anos depois, criou os figurinos e cenários do balé "O Mandarim Maravilhoso".

 O Museu Nacional de Arte Moderna preparou uma grande retrospectiva de sua obra em 1957, em Paris.

O Museu Lasar Segall, foi criado como uma associação civil sem fins lucrativos, em 1967, por seus filhos Mauricio e Oscar. Está instalado na antiga residência e ateliê do artista, projetados em 1932, por seu concunhado, o arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik que era casado com Mina Klabin (irmã de Jenny Klabin) cunhada de Lasar.

 Em 1985, o Museu foi incorporado à Fundação Nacional Pró-Memória, integrou até 2009 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura , como unidade especial. A partir de 2010 converte-se em uma das unidades museológicas do recém criado Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Ministério da Cultura.

 Além de seu acervo museológico, o Museu constitui-se como um centro de atividades culturais, oferecendo programas de visitas monitoradas para escolas, cursos e oficinas nas áreas de gravura, fotografia e criação literária, programação de cinema. Abriga a Biblioteca Jenny Klabin Segall, que mantém acervo único nas áreas das Artes do Espetáculo (Cinema, Teatro, Rádio e Televisão, Dança, Ópera e Circo) e de Fotografia. A Biblioteca, ainda, possui a mais completa documentação sobre a vida e a obra de Lasar Segall.

MORTE
Em 1957, Lasar Segall morreu , de problemas cardíacos, em sua casa em São Paulo, aos 66 anos.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

27 de fev de 2018

ALMEIDA JUNIOR - Arte Tumular - 1232 - Cemitério da Saudades, Piracicaba, São Paulo, Brasil



Visão geral


ARTE TUMULAR 
Base tumular em granito rosa claro em formato retangular, suportando uma escultura em bronze  de uma manto cobrindo uma paleta de pintura, especialidade do morto, significando "a tristeza coberta". Logo na parte posterior destaca-se, também, em granito rosa em estilo de obelisco sem ponta, tendo como destaque no terço médio superior uma escultura em bronze do busto do pintor.

LOCAL: Cemitério da Saudades, Piracicaba, São Paulo, Brasil
Fotos: G1.globo.com
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, 8 de Maio de 1850 — Piracicaba, 13 de Novembro de 1899), foi um pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século XIX.
Morreu aos 49 anos.

SINOPSE ARTÍSTICA
É frequentemente aclamado pela biografia como precursor da abordagem de temática regionalista, introduzindo assuntos até então inéditos na produção acadêmica brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples e anônimos e a fidedignidade com que retratou a cultura caipira, suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico oficial em favor de um naturalismo.

Foi certamente o pintor que melhor assimilou o legado do Realismo de Gustave Courbet e de Jean-François Millet, articulando-os ao compromisso da ideologia dos salons parisienses e estabelecendo uma ponte entre o verismo intimista e a rigidez formal do academicismo, característica essa que o tornou bastante célebre ainda em vida.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Apóstolo São Paulo, 1869 Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, Itu

Almeida Júnior cresceu em sua cidade natal, Itu, como artista precoce. Seu primeiro incentivador foi o padre Miguel Correa Pacheco, quando o pintor ainda trabalhava como sineiro na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, para a qual produziu algumas obras de temática sacra. Uma coleta de fundos organizada pelo padre forneceu as condições para que o jovem artista, então com 19 anos de idade, pudesse embarcar para o Rio de Janeiro, a fim de completar seu estudo.

Apóstolo São Paulo, 1869 Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, Itu 


 Em 1869, Almeida Júnior encontrava-se inscrito na Academia Imperial de Belas Artes. Foi aluno de Jules Le Chevrel, Victor Meirelles e, possivelmente, Pedro Américo. Diversas crônicas relatam que seu jeito simplório e linguajar matuto causavam espanto aos membros da Academia.

O PINTOR EM PARIS
Em 1876, durante uma viagem ao interior paulista, o Imperador D. Pedro II, impressionado com seu trabalho, ofereceu pessoalmente a Almeida Júnior o custeio de uma viagem a Europa, para aperfeiçoar seus estudos. No ano seguinte, um decreto de 23 de março da Mordomia da Casa Imperial abriu um crédito de 300 francos mensais para que o pintor fosse estudar em Roma ou Paris.

A CONSAGRAÇÃO NO BRASIL
De volta ao Brasil em 1882, Almeida Júnior realiza sua primeira mostra individual na Academia Imperial de Belas Artes, exibindo sua produção parisiense. No ano seguinte, abre seu ateliê na rua da Glória, em São Paulo, por meio do qual irá contribuir para a formação de novas gerações de pintores, dentre os quais, Pedro Alexandrino

.Batismo de Jesus, 1895 Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo

Em São Paulo, Almeida Júnior promoveu vernissages exclusivas para a imprensa e potenciais compradores. Executou retratos de barões do café, de professores da Faculdade de Direito de São Paulo e de partidários do movimento republicano, além de paisagens e pinturas de gênero. Sua atuação como artista consagrado em São Paulo contribui decisivamente para o amadurecimento artístico da capital paulista.

 Em 1884, expõe novamente suas telas do período parisiense na 26ª Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial de Belas Artes, que foi a última e certamente a mais importante exposição realizada no período imperial.

MORTE
Almeida Júnior morreu precocemente, aos 49 anos, em 13 de novembro de 1899. Foi apunhalado  vítima de um crime passional, em frente ao Hotel Central de Piracicaba, (hoje já demolido), por José de Almeida Sampaio, seu primo e marido de Maria Laura do Amaral Gurgel, com quem o pintor manteve um relacionamento amoroso secreto por vários anos.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação:  Helio Rubiales




15 de fev de 2018

HENRI TOULOUSE-LAUTREC - Arte Tumular - 1203 - Cimetière de Verdelais Verdelais, Departement de la Gironde, Aquitaine, France





ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore quase ao nível do solo  de formato retangular. Na parte superior sobreposta, destaca-se uma escultura de uma cruz estilizada,  tendo na parte inferior seu nome e datas. Na cabeceira tumular destaca-se uma lápide encimada por uma cruz estilizada.

LOCAL:  Cimetière de Verdelais Verdelais, Departement de la Gironde, Aquitaine, France
Fotos: Find a Grave
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (Albi, 24 de Novembro de 1864 — Saint-André-du-Bois, 9 de Setembro de 1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do século XIX.
Morreu aos 36 anos

SINOPSE ARTÍSTICA
Sendo ele mesmo um boêmio, faleceu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo. Trabalhou por menos de vinte anos mas deixou um legado artístico importantíssimo, tanto no que se refere à qualidade e quantidade de suas obras, como também no que se refere à popularização e comercialização da arte.

Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o estilo que seria posteriormente conhecido como Art Nouveau. Filho mais velho do Conde Toulouse-Lautrec-Monfa, de quem deveria herdar o título, falecendo antes do pai.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascido na nobreza, herdeiro de uma linhagem aristocrática francesa, seu pai era o Conde Alphonse de Toulouse-Lautrec-Monfa,e sua mãe Adéle Tapié de Céleyran. Seus pais queriam que o filho seguisse com esmero o mesmo caminho nobre de toda a sua família, tanto materna quanto paterna. Toulouse-Lautrec sofria de uma doença genética rara, a Pycnodysostosis, que ficou mais tarde conhecida como Doença de Toulouse-Lautrec. Trata-se de uma doença autossômica recessiva caracterizada por ossos frágeis e baixa estatura. Henri não ultrapassava a altura de 1,52 m, tornando-se um homem com corpo de adulto, mas com pernas curtas de menino.



Os pais de Toulouse- Lautrec eram primos de primeiro grau . Foi embora problemas de saúde de Toulouse- Lautrec foram o resultado de gerações de endogamia. Aos dezesseis anos foi estudar pintura com Léon Bonnat, professor rígido que não o agradava. Logo depois foi estudar com Fernand Cormon, cujo estúdio ficava nas ladeiras suburbanas de Montmartre, em Paris. É lá que Lautrec descobriu a inspiração que lhe faltava. Mudou-se para aquele bairro de má fama e encontrou seu lugar entre trabalhadores, prostitutas e artistas de caráter duvidoso. Começava sua nova vida. 

BOEMIA
 Frequentador assíduo do Moulin Rouge e outros cabarés, o pequeno nobre acaba se acomodando muito bem naquele ambiente tão estranho onde seus pais nunca aceitaram em ter o filho. O tema principal das pinturas de Toulouse-Lautrec era a vida boêmia parisiense, que ele representava através de um desenho que lembra a espontaneidade do desenho satírico de Honoré Daumier, e uma composição dinâmica que poderia ter sido influenciada pela fotografia e as gravuras japonesas, dois fatores de grande importância cultural no fim do século XIX. Era atraído por Montmartre, uma área de Paris famosa pela boemia e por ser antro de artistas, escritores, filósofos. Escondido no coração de Montmartre estava o jardim de Pere Foret onde Toulouse-Lautrec pintou uma série de óleos sobre tela ao ar livre de Carmen Gaudin (a modelo ruiva que aparece no quadro "A Lavadeira" de 1888).

Reprodução a óleo em tela de A Lavadeira, Henri De Toulouse-Lautrec

Quando o cabaré Moulin Rouge abriu as portas ali perto, Toulouse-Lautrec foi contratado para fazer cartazes. Posteriormente ele passou a ter assento cativo no cabaré, onde suas pinturas eram expostas. Nos muitos conhecidos trabalhos que ele fez para o Moulin Rouge e outras casas noturnas parisienses em 35 anos estão retratadas a cantora Yvette Guilbert, a dançarina Louise Weber, mais conhecida como a louca e cativante La Goulue ("A Gulosa"), a qual criou o cancan francês, e também a mais discreta dançarina Jane Avril.

TRABALHOS
Testemunha da vida noturna de Montmartre, Henri não apenas faz pinturas, como também cartazes promocionais dos cabarés e teatros, fazendo-se presente na revolução da publicidade do século XIX, quando a arte deixa de ser patrocinada e financiada apenas pela Igreja e os nobres, para ser comprada e utilizada pelo comércio crescente gerado pela revolução industrial. O cartaz litográfico colorido é uma nova ferramenta de divulgação de locais de lazer parisienses. Trilhando o caminho de Jules Chéret, assim como Alfons Mucha, Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes, definindo o estilo que seria conhecido como Art Nouveau. O dom artístico de Lautrec é bastante reconhecido, tanto pelos seus amigos da classe baixa quanto por críticos de arte. Participa do Salão dos Independentes em Paris, da exposição dos Vinte e das galerias de Boussod e Valadin.

 ÚLTIMOS ANOS
Em 1899, a vida desregrada e o excesso de álcool finalmente cobram seu preço do artista. Lautrec sofre de crises e é internado numa clínica psiquiátrica. Ao sair é constantemente vigiado para que não beba e não volte a frequentar os bordéis, vigilância que ele consegue burlar. Sua saúde vai-se deteriorando cada vez mais, até que, em 1901, não é mais capaz de viver sozinho. Henri despede-se de Paris com a certeza de que está com os dias contados. Sofre ataques de paralisia e quase não consegue mais pintar.

MORTE
 Em 9 de Setembro de 1901, Henri de Toulouse-Lautrec morre, em consequência de um derrame, nos braços de sua mãe, no Castelo de Malromé, perto de Bordeaux, às duas horas e quinze minutos da manhã. Encontra-se sepultado no Cemitério de Verdelais, na França.

FonteÇ pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

21 de set de 2017

Di CAVALCANTI - Arte Tumular - 1145 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil





ARTE TUMULAR
Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil
            Alea 3 Nº 19786A



Di Cavalcanti
Nome completoEmiliano Augusto Cavalcanti de Alb

uquerque e Melo
Nascimento6 de setembro de 1897
Rio de JaneiroRJ
 Brasil
Morte26 de outubro de 1976 (79 anos)
Rio de JaneiroRJ
 Brasil
Nacionalidadebrasileiro
Ocupaçãopintorilustrador e caricaturista
Movimento estéticoModernismo
Página oficial
www.dicavalcanti.com.br



PERSONAGEM
Emiliano Augusto Cavalcanti de Paula Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976), foi um pintor modernista, desenhista, ilustrador, muralista e caricaturista brasileiro.
Morreu aos 79 anos de idade.

SINOPSE ARTÍSTICA
Sua arte contribuiu significativamente para distinguir a arte brasileira de outros movimentos artísticos de sua época, através de suas reconhecidas cores vibrantes, formas sinuosas e temas tipicamente brasileiros como carnaval, mulatas e tropicalismos em geral. Di Cavalcanti é, juntamente com outros grandes nomes da pintura como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral  e Graça Aranha, um dos mais ilustres representantes do modernismo brasileiro.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque nasceu em 6 de setembro de 1897 no Rio de Janeiro, filho de Frederico Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo e Rosalia de Sena. Seu pai era membro da tradicional família pernambucana Cavalcanti de Albuquerque. Já pelo lado materno, era sobrinho da esposa de José do Patrocínio, grande abolicionista negro brasileiro. Estudou no Colégio Pio Americano e aprendeu piano com Judith Levy, e começou a trabalhar fazendo ilustrações para a revista Fon-Fon, uma revista que consagrou-se principalmente na caricatura política, na charge social e na pintura de gênero. Em 1916, transferindo-se para São Paulo, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Seguiu fazendo ilustrações e começou a pintar.
O jovem Di Cavalcanti frequentou o ateliê do impressionista George Fischer Elpons e tornou-se amigo de Mário e Oswald de Andrade.

INÍCIO DA CARREIRA
Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, idealizou e organizou a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo, criando, para essa ocasião, as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Fez sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Frequentou a Academia Ranson. Expôs em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdã e Paris. Conheceu Pablo Picasso, Fernand Léger, Matisse, Erik Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retornou ao Brasil em 1926 e ingressou no Partido Comunista. Seguiu fazendo ilustrações. Fez nova viagem a Paris e criou os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro.

Os anos 1930 encontram um Di Cavalcanti imerso em dúvidas quanto à sua liberdade como homem e artista e quanto a dogmas partidários. Iniciou suas participações em exposições coletivas e salões acionais e internacionais, como a International Art Center em Nova Iorque. Em 1932, fundou, em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos.

Sofreu sua primeira prisão em 1932 durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
Casou-se com a pintora Noêmia Mourão. Publicou o álbum "A Realidade Brasileira", série de doze desenhos satirizando o militarismo da época.
Em Paris, em 1938, trabalhou na rádio "Diffusion Française" nas emissões "Paris Mondial". Viajou ao Recife e Lisboa, onde expôs no salão "O Século"; ao retornar, foi preso novamente no Rio de Janeiro. Em 1936, escondeu-se na Ilha de Paquetá e foi preso com Noêmia. Libertado por amigos, seguiu para Paris, lá permanecendo até 1940.

Em 1937, recebeu medalha de ouro com a decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris. Com a iminência da Segunda Guerra, deixou Paris e retornou ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Um lote de mais de quarenta obras despachadas da Europa não chegaram ao destino, extraviando-se.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
Passou a combater abertamente o abstracionismo através de conferências e artigos. Viajou para o Uruguai e Argentina, expondo em Buenos Aires. Conheceu Zuília, que se tornou uma de suas modelos preferidas.

Em 1946, retornou a Paris em busca dos quadros desaparecidos; nesse mesmo ano, expôs no Rio de Janeiro, na Associação Brasileira de Imprensa. Ilustrou livros de Vinícius de Morais, Álvares de Azevedo e Jorge Amado.

Em 1947, entrou em crise com Noêmia Mourão - "uma personalidade que se basta, uma artista, e de temperamento muito complicado...". Participou com Anita Malfatti e Lasar Segall do júri de premiação de pintura do Grupo dos 19. Seguiu criticando o abstracionismo. Expôs na Cidade do México em 1949.
 Mural de Di Cavalcanti na fachada do Edifício Triângulo, em São Paulo, no Brasil. O edifício foi projetado em 1955 por Oscar Niemeyer.
Foi convidado e participou da I Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 1951.
Fez uma doação generosa ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, constituída de mais de quinhentos desenhos.
Beryl passou a ser sua companheira. Negou-se a participar da Bienal de Veneza. Recebeu a láurea de melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo, prêmio dividido com Alfredo Volpi.
Em 1954, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou exposição retrospectiva de seus trabalhos.
Fez novas exposições na Bacia do Prata, retornando a Montevidéu e Buenos Aires. Publicou "Viagem de minha vida". 1956 foi o ano de sua participação na Bienal de Veneza.
Recebeu o I Prêmio da Mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste.

Adotou Elizabeth, filha de Beryl. Seus trabalhos fizeram parte de exposição itinerante por países europeus. Recebeu proposta de Oscar Niemeyer para a criação de imagens para tapeçaria a ser instalada no Palácio da Alvorada; também pintou as estações para a via-sacra da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, em Brasília.

ÚLTIMOS ANOS
Ganhou uma sala Especial na Bienal Interamericana do México, recebendo Medalha de Ouro. Tornou-se artista exclusivo da Petite Galerie, no Rio de Janeiro. Viajo de Maio, em Paris, com a tela "Tempestade". Participou com Sala Especial na VII Bienal de São Paulo. Recebeu indicação do presidente brasileiro João Goulart para ser adido cultural na França. Embarcou para Paris mas não assumiu o cargo por causa do Golpe de 1964.
Viveu em Paris com Ivete Bahia Rocha, apelidada de Divina. Lançou novo livro, "Reminiscências líricas de um perfeito carioca" e desenhou joias para Lucien Joaillier.

Em 1966, seus trabalhos desaparecidos no início da década de 1940 foram localizados nos porões da embaixada brasileira.
Candidatou-se a uma vaga na [Academia Brasileira de Letras], mas não se elegeu. Seu cinquentenário artístico foi comemorado.

A modelo Marina Montini foi a musa do pintor nessa década. Em 1971, o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou retrospectiva de sua obra. Recebeu prêmio da Associação Brasileira dos Críticos de Arte.
Comemorou seus 75 anos no Rio de Janeiro, em seu apartamento no Catete. A Universidade Federal da Bahia outorgou-lhe o título de doutor honoris causa. Fez exposição de obras recentes na Bolsa de Arte e sua pintura Cinco Moças de Guaratinguetá foi reproduzida em selo postal. A 5 de Abril de 1975 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.

MORTE
 Faleceu no Rio de Janeiro em 26 de outubro de 1976.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

29 de fev de 2016

PEDRO AMÉRICO - Arte Tumular - 1101 - Cemitério Municipal de Areia, Paraíba, Brasil.









ARTE TUMULAR
Na parte posterior do túmulo, destaca-se uma construção em alvenaria com cerca de 1,50 m. de altura,  Do lado esquerdo de quem olha o túmulo, destaca-se a inscrição a data de nascimento e morte, bem como a data comemorativa do seu centenário de nascimento (29.04.1943), acompanhado dos dizeres: "Pedro Américo Potente Engenheiro da Pintura" e "Passagem do Primeiro Centenário do Seu Nascimento". Do outro lado destaca-se a sua efigie em relevo em formato de disco, em bronze..
O túmulo na parte central composto por blocos de granito em formato retangular em dois níveis. Na cabeceira tumular destaca-se um obelisco com cerca de 3 m. de altura. Na base do obelisco sobre o túmulo, destaca-se uma palheta de pintura com os pinceis encaixados na abertura para apoio do polegar.


Local: Cemitério Municipal de Areia, Paraiba.
Fotos: Napoleão Idelfonso
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Pedro Américo de Figueiredo e Melo (Areia - Paraíba , 29 de abril de 1843 — Florença, 7 de outubro de 1905) foi um romancista, poeta, cientista, teórico de arte, ensaísta, filósofo, político e professor brasileiro, mas é mais lembrado como um dos mais importantes pintores acadêmicos do Brasil, deixando obras de impacto nacional.
Morreu aos 62 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Desde cedo o paraibano demonstrou inclinação para as artes, sendo considerado um menino-prodígio. Ainda muito jovem participou como desenhista de uma expedição de naturalistas pelo nordeste, e recebeu apoio do governo para se formar na Academia Imperial de Belas Artes. Fez seu aperfeiçoamento artístico em Paris, estudando com mestres célebres, mas se dedicou também à ciência e à filosofia. Logo após seu retorno ao Brasil passou a dar aulas na Academia e iniciou uma carreira de sucesso, ganhando projeção com grandes pinturas de caráter cívico e heroico, inserindo-se no programa civilizador e modernizador do país fomentado pelo imperador Dom Pedro II, do qual a Academia Imperial era o braço regulador e executivo na esfera artística.



Seu estilo na pintura, em consonância com as grandes tendências de seu tempo, fundia elementos neoclássicos, românticos e realistas, e sua produção é uma das primeiras grandes expressões do Academismo no Brasil em sua fase de apogeu, deixando obras que permanecem vivas até hoje no imaginário coletivo da nação, como Batalha de Avaí, Fala do Trono, Independência ou Morte! e Tiradentes esquartejado, reproduzidas aos milhões em livros escolares de todo o país. Na segunda metade de sua carreira se concentrou em temas orientalizantes, alegóricos e bíblicos, que preferia pessoalmente e cujo mercado estava em expansão, mas esta parte de sua obra, em sua época muito popular, rápido saiu de moda, não recebeu atenção dos especialistas em tempos recentes e permanece muito pouco conhecida.

Passou sua carreira entre o Brasil e a Europa, e em ambos os lugares seu talento foi reconhecido, recebendo grandes favores da crítica e do público mas também levantando polêmicas apaixonadas e tenazes adversários. Para as novas vanguardas Pedro Américo era um pintor de dotes inegavelmente raros, mas acima de tudo se tornou um dos principais símbolos de tudo o que o sistema acadêmico alegadamente tinha de conservador, elitista e distante da realidade nacional. Embora os modernistas tenham tentado impiedosamente ofuscar sua estrela - como a de todos os acadêmicos -, seus grandes méritos artísticos seguramente fazem dele um dos maiores pintores que o país já produziu, e sua imensa fama e influência em vida, os candentes debates que despertou em sua atuação institucional, cultural e política, em um momento crítico de articulação de um novo sistema de símbolos para um país há pouco emergente da condição de colônia e de consolidação de um novo sistema de arte sobre bases metodológicas e conceituais modernas, o destacam como um dos nomes mais importantes da história da cultura brasileira do fim do século XIX.

Adquiriu uma sofisticação intelectual absolutamente incomum para os artistas brasileiros de seu tempo, interessando-se por uma ampla variedade de temas e buscando preparo sólido. Foi Bacharel em Ciências Sociais pela Sorbonne e Doutor em Ciências Naturais pela Universidade Livre de Bruxelas. Foi diretor da seção de antiguidades e numismática do Museu Imperial e Nacional; professor de desenho, estética e história da arte na Academia Imperial, e deputado constituinte por Pernambuco. Deixou volumosa produção escrita sobre estética, história da arte e filosofia, onde, inspirado no modelo clássico, deu especial atenção à educação como a base de todo o progresso e reservou um papel superior para a arte na evolução da humanidade. Ganhou diversas homenagens e honrarias, entre elas o título de Pintor Histórico da Imperial Câmara, a Ordem da Rosa e a Ordem do Santo Sepulcro. Também deixou algumas poesias e quatro romances, mas assim como seus textos teóricos, hoje são pouco lembrados.

Independência ou Morte!, também conhecido como O Grito do Ipiranga, 4,15×7,6m, 1888, Museu Paulista

MORTE
Faleceu em Florença no dia 7 de outubro de 1905, vítima da doença que o afligia desde a juventude. Por ordem do presidente do Brasil, Rodrigues Alves, e aos cuidados do Barão do Rio Branco, seu corpo foi embalsamado e transladado para o Rio de Janeiro, onde ficou exposto durante alguns dias no Arsenal de Guerra. Depois foi enviado para João Pessoa, a capital paraibana, onde recebeu exéquias solenes entre luto oficial, comércio fechado e uma multidão de admiradores, e em 29 de abril de 1906 foi provisoriamente depositado no Cemitério São João Batista, até que fosse terminado o mausoléu que o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil mandara construir em Areia. O sepultamento definitivo em sua cidade natal aconteceu em 9 de maio de 1906, também cercado de grandes homenagens. A casa onde nasceu hoje é um museu dedicado à sua memória, a Casa Museu Pedro Américo

 Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

17 de fev de 2016

DAVID D'ANGERS - Arte Tumular - 1089 - Cimetière du Perè Lachaise, Paris, França






ARTE TUMULAR
Tumulo em granito natural composto por uma base tumular encimada por uma representação de uma urna funerária. Na parte frontal uma guirlanda em bronze representando a gloria.
Logo abaixo o seu nome gravado no granito. Duas pequenas muretas, laterais, uma de cada lata dá uma certa representatividade na entrada tumular.


Cimetière du Perè Lachaise, Paris
DIVISÃO: 39
Fotos: wikipidea
meijsen.net/graveyart
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONALIDADE
Pierre Jean David (12 de março de 1788 - 4 de janeiro de 1856), comumente chamado de David d'Angers, foi um escultor da França. 
Morreu aos 67 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
David d'Angers nasceu em Angers. Seu pai era escultor ou pedreiro, mas que serviu nas forças armadas, na luta contra Chouans de La Vendée.
Ao retornar à sua profissão após a guerra civil deparou-se com o fato de que a sua clientela havia esvanecido. Como resultado, o jovem David cresceu na pobreza. Seu pai queria que ele ingressasse em uma carreira melhor.

Aos dezoito anos de idade David partiu para Paris para estudar as artes, com somente onze francos em seu bolso. Depois de um ano e meio sofrendo dificuldades, ele consegui vencer o prêmio oferecido pela Ecole des Beaux-Arts. O seu município de origem lhe concedeu um anuário de 600 francos em 1809. ]

Em 1811 David ganha o Prix de Rome com seu relevo Epaminondas. Ele passou cinco anos em Roma, período no qual o seu entusiasmo pelas obras de Antonio Canova freqüentemente se mostrava excessivo Ao retornar de Roma, na época da restauração dos Bourbon, acompanhados de seus conquistadores estrangeiros e monarquistas retornados, David d'Angers não permaneceria na vizinhança dos jardins das Tulherias, optando, em vez disso, viajar a Londres, no Reino Unido. Ali Flaxman e outros impuseram nele os pecados de David, o pintor, erroneamente tido como seu parente.

Sob grandes dificuldades David consegue retornar a Paris outra vez, onde ele conseguiu estabelecer uma carreira próspera. Seu medalhões e bustos eram mui requisitados, bem como pedidos de obras monumentais. Um de seus trabalhos mais famosos Gutenberg em Estrassburgo. Mas, pessoalmente, ele valorizou mais sua estátua de Barra, um menino tamborista que continuou a bater seu tambor até o vero momento de sua morte na guerra de La Vendée, e o monumento ao liberator grego Markos Botsaris.

David produziu um grande número de medalhões (mais de quinhentos) e de bustos, e os seus modelos não foram somente homens e mulheres ilustres da França, mas muitos outros tanto da Inglaterra e da Alemanha, países por ele visitados profissionalmente em 1827 e 1829. A fama de David repousa inesquecível no pedimento do Panteão, em seu Filopemen Ferido em mármore, abrigado no museu Louvre, e o seu monumento ao General Gobert no cemitério Père Lachaise (Victor Hugo certa vez teceu o seguinte comentário sobre a estátua: "É difícil de se ver qualquer coisa mais bonita neste mundo; esta estátua se une ao grandor de Pheidias à maneira expressiva de Puget").

Além da estátua de Gobert, ele também produziu sete outras estátuas para mausoléus do mesmo cemitério (por exemplo, os bustos de bronze do escritor Honoré de Balzac e do médico Samuel Hahnemann). O Musée David em Angers possui uma coleção quase completa de suas obras (i.e. de cópias ou molduras originais). Como exemplo de seu caráter benevolente, pode-se mencionar um ocorrido quando David apressou-se para fazer uma moldura do autor do hino Marseillaise, Rouget de Lisle, ao descobrir que este convalescia, enfermo... sendo que David chegou a fazer uma loteria com a obra para poder arrecadar os fundos dos quais Lisle tanto necessitava naquele momento difícil de sua vida.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales'

15 de fev de 2016

EUGÈNE DELACROIX - Arte Tumular - 1088 - Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France









ARTE TUMULAR
Base tumular retangular em granito suportando uma representação esculpida em mármore negro de um esquife. Na parte central está o seu nome gravado com fundo dourado.

Local: Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France
Plot: Division 49
GPS (lat/lon):  48.86198, 2.39293
Fotos: Connie Nisinger
Descrição tumular: Helio Rubiales





PERSONAGEM
Ferdinand Victor Eugène Delacroix (Saint-Maurice, 26 de abril de 1798 — Paris, 13 de agosto de 1863) foi um importante pintor francês do Romantismo.
Morreu aos 65 anos de idade.

AINOPSE ARTÍSTICA
 Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Na sua obra convergem a voluptuosidade de Rubens, o refinamento de Veronese, a expressividade cromática de William Turner e o sentimento patético de seu grande amigo Géricault. O pintor, que como poucos soube sublimar os sentimentos por meio da cor, escreveu: "…nem sempre a pintura precisa de um tema". E isso seria de vital importância para a pintura das primeiras vanguardas.

VIDA E OBRA
Delacroix nasceu em Saint-Maurice, numa família de grande prestigio social, e seu pai virou ministro da república. Acreditava-se que seu pai natural teria sido na realidade o príncipe Talleyrand, seu mecenas . O fato é que Delacroix teve uma educação esmerada, que o transformou num erudito precoce: frequentou grandes colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e de pintura na Escola de Belas-Artes. Também aprendeu aquarela com o professor Soulier e trabalhou no ateliê do pintor Pierre-Narcisse Guérin, onde conheceu Géricault. Visitava quase todos os dias o Louvre, para estudar as obras de Rafael Sanzio e Rubens.

Seu primeiro quadro foi A Barca de Dante — a obra deste escritor italiano foi um dos temas preferidos do romantismo. A tela lembra A Barca da Medusa, de Géricault, para quem o pintor havia posado.

 Algumas pessoas viram no artista um grande talento como o de Rubens e o as semelhanças de Michelangelo. Não tão apreciados da mesma maneira: O Massacre de Quios (1822),Jovem Órfã no cemitério (1824), A Morte de Sardanápalo (1827) e A Tomada de Constantinopla pelos Cruzados (1840), baseadas em temas exóticos e históricos, de composições bem mais caóticas e de uma dramaticidade e simbolismo cromático incompreensíveis para a Academia.


Esta é, talvez, a mais famosa pintura de Delacroix, "A Liberdade Guiando o seu povo"



Delacroix se interessou também pelos temas políticos do momento. Sentindo-se um pouco culpado pela sua pouca participação nos acontecimentos do país, pintou A Liberdade Guiando o Povo (1830), um quadro que o estado adquiriu e que foi exibido poucas vezes, por ter sido considerado excessivamente panfletário. O certo é que a bandeira francesa tremulando nas mãos de uma liberdade resoluta e destemida, prestes a saltar da tela, impressionou um número grande de espectadores.

Em 1833, Delacroix foi contratado para decorar prédios públicos em Paris, tais como o palácio do rei, o palácio Bourbon em Paris, o Palácio de Luxemburgo e a biblioteca de Saint-Sulpice, também situada em Palais du Luxembourg .

MORTE
Nos seus últimos anos preferiu a solidão de seu ateliê. Encontra-se sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, Paris na França.

Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação:Helio Rubiales